Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Semana da Economia - A senhora Merkel está errada

Rolf Damher

Nunca cheguei a acreditar na alegada arte de governar dessa mulher alegadamente “mais poderosa do mundo”, porque tinha e continuo a ter a certeza: a estratégia dela está errada, tanto em relação à própria Alemanha como em relação à União Europeia.

Rolf Damher

SPIEGEL ONLINE, 11/26/2010

-----------------------------------------------------------------

Debt Crisis Woes: Merkel's Reputation on the Decline in Europe

-----------------------------------------------------------------

Everyone is talking about German Chancellor Angela Merkel these days -- and most of what they have to say isn't complimentary. Her plan to create a bankruptcy mechanism for euro-zone countries, they say, has worsened the debt crisis in Ireland and elsewhere. Merkel's name, once widely respected, is now mud.


By Severin Weiland

You can download the complete article over the Internet at the following

URL:

http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,731350,00.html

PS: há quem proponha que a Alemanha, com superavites, com a economia a crescer a 4% devia abrir os cordões à bolsa e aumentar os vencimentos dos trabalhadores acima do índice de produtividade e, assim, aumentar a procura interna de produtos exportados por outros países europeus.Acontece que o que em Portugal é feito, tolamente, todos os anos ( aumentos salariais acima da produtividade, ) é um caso muito sério para Alemães habituados a serem rigorosos e a não brincarem com o futuro.

A senhora Merkel ao avançar com a constituição do Fundo de Emergência está a resguardar a Alemanha de crises (dos outros) que podem colocar todos em má situação, mesmo que isso constitua, uma prova que não acredita nem um bocadinho nos políticos dos países periféricos do Sul e abale ainda mais a sua credibilidade.(Luis Moreira)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Economia - A Crise da União Monetária

Rolf Damher


Há dias li em SPIEGEL ONLINE um artigo sobre a salvação do euro. Por considerar o seu conteúdo um perigoso disparate, comentei-o aos meus amigos alemães. Abaixo encontra a tradução do resumo do artigo e do meu referido comentário. O artigo original na íntegra, em alemão, encontra em: http://www.spiegel.de/wirtschaft/unternehmen/0,1518,730712,00.html
Rolf Damher


Crise da União Monetária

Só um novo pacto salva o euro

Uma contribuição de debate de Henrik Müller

Porque é que a Europa não foi capaz de dissipar as dúvidas sobre a sua moeda?

Poderá o euro realmente sobreviver? Sim, mas só com uma condição: a União Monetária deverá tornar-se uma verdadeira União de Destino e de Transferência na qual todos os estados ficam responsáveis uns pelos outros. Para a Alemanha isto soa pouco atractivo mas as alternativas seriam de longe piores – caos e hiperinflação.

"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana". Teilhard de Chardin

domingo, 28 de novembro de 2010

Para uma redefinição da União Económica e Monetária Europeia: da crítica dos seus fundamentos à crítica da crise actual

I. Crises na União Europeia: o que está por detrás de tudo isto? Para quê tudo isto?




Júlio Mota*, Luís Lopes e Margarida Antunes**




Hoje, existe uma crise económico-financeira mundial, mas existe também uma crise europeia que em parte tem as suas raízes na ausência de líderes políticos com uma outra visão do momento, tal como Jean Monnet e Robert Schuman tiveram há mais de 50 anos atrás. É assim preciso, julgamos, criar aqui um espaço de discussão de uma outra Europa, necessariamente inserida numa economia global, mas com um outro projecto político e económico que lhe seja próprio e assente também na solidariedade entre os seus membros, enfim assente numa visão de conjunto como a expressa por estes dois arquitectos da construção económica europeia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Vamos tirar o nosso dinheiro dos bancos

Luis Moreira

Corre na internet ( Este evento começou na França (http://www.facebook.com/event.php?eid=101996426533405&ref=ts) , e está a espalhar-se pela Europa e já alcançou alguns jornais. Para os restantes eventos europeus veja o fundo da descrição. )


Esta proposta, legal, sossegada, pacífica, a 7 de Dezembro vamos ao nosso banco e levantamos o nosso dinheiro.É com o nosso dinheiro que o sistema financeiro internacional está a afundar os países, entre os quais portugal.

Depois de terem criado a crise internacional e afundado as economias nacionais, o nosso dinheiro está agora a ser o instrumento usado para a segunda fase do assalto.Elevados juros retiram o dinheiro aos contribuintes e enchem os bolsos da alta finança e dos accionistas dos bancos e das grandes empresas protegidas.

Não podemos assistir impávidos, sem reacção, a este "golpe de mão" e não são as manifestações enquadradas pelos sindicatos e corporações que mudam alguma coisa. Temos que lhes chegar ao que mais lhes dói. O nosso dinheiro!De modo pacífico, sossegado,legal.

Se não se fizer nada caminhamos para o empobrecimento de gerações de individuos, já se viu que os governos estão nas mãos deste crápulas e gatunos, o que vimos é um assalto à luz do dia e nenhuma entidade tem coragem política para fazer frente à gatunagem.

Por isso, vamos defender o que é nosso, a 7 de Dezembro próximo, logo pela manhãzinha, vamos à nossa agência e levantamos o dinheiro, esta acção vai ser uma realidade em muitos países, todos ao mesmo tempo, no mesmo dia, vamos dar-lhes o maior susto da vida destes gatunos.Os governos, passadas dois dias, vão publicar uma lei a impedir que se façam mais levantamentos , ou no próprio dia vão colocar a polícia a impedir esta acção legal, mas nunca mais se vão esquecer.

Se nada fizermos nada acontece.

domingo, 7 de novembro de 2010

A superpower in decline !

Rolf Damher

Vale a pena ler este artigo com atenção, pois o evidente declínio americano diz respeito a todos nós ... e de que maneira! Trata-se da versão online do artigo “Die verzweifelten Staaten von Amerika” (Os Estados Desesperados da América) publicada no DER SPIEGEL impresso da semana finda.


SPIEGEL ONLINE, 11/01/2010

A Superpower in Decline: Is the American Dream Over?


America has long been a country of limitless possibility. But the dream has now become a nightmare for many. The US is now realizing just how fragile its success has become -- and how bitter its reality. Should the superpower not find a way out of crisis, it could spell trouble ahead for the global economy. By SPIEGEL Staff

You can download the complete article over the Internet at the following

sábado, 6 de novembro de 2010

Obama - jobs, jobs, jobs...

Luis Moreira

Uma das característica malignas desta crise é o desemprego que não desce, isto é, apesar das enormes ajudas financeiras dos estados à economia esta tarda a arrancar.

A crise financeira ficou para trás mas deixou rasto : um desemprego elevado, uma dívida gigante e um consumo fraco. Por estas razões e pelos fracassos das diversas políticas já são três os braços direitos de Obama que abandonam funções.

O desemprego teve profundas consequência nas eleições intercalares, o que levou os Republicanos a alcançar números no Congresso que são um pesadelo para o Presidente Americano.

Muitos países europeus já deixaram os incentivos à economia e elegeram como prioridade a contenção orçamental, os US continuam a lançar dinheiro sobre a economia. Isto é uma evidência que a economia americana não arranca e a Reserva Federal já admitiu poder avançar com mais medidas excepcionais que alimentem a economia.

O desemprego, resultante desta crise tem um perfil diferente do das anteriores recessões, é um desemprego de longa duração. Há 15 milhões de desempregados no país, um terço dos quais há mais de seis meses.

E as más notícias não deixam de aparecer, o crescimento do PIB foi revisto em baixa, em vez de crescer 3.3 vai crescer apenas 2.6% e, em 2011, 2.3%. A continuação de uma retoma lenta é, pois, o cenário mais provável.

Mas este nível de crescimento não cria emprego ao ritmo necessário e desejável!

sábado, 23 de outubro de 2010

O Orçamento da crise em Portugal!

Rolf Damher


“A complexidade gera insegurança. A insegurança, por sua vez, gera medo. É desse medo que nos queremos proteger. Por isso o nosso cérebro filtra tudo o que é complicado, impenetrável e incalculável. O que resta é um aspecto parcial – aquilo que já conhecemos. Porém, como este aspecto parcial se encontra entrelaçado com o todo que não queremos ver, cometemos muitos erros – o fracasso é logicamente programado...são pequenos, cómodos e tão humanos erros de pensamento pelos quais, no melhor dos casos, só paga um e, no pior, todo o globo.

Não apreciei a mensagem abaixo referida que recebi, pelo seguinte: trata-se de duas falsas questões. Numa crise existencial como a actual crise portuguesa (e não só), a prioridade das prioridades é conceber, quanto antes, uma ESTRATÉGIA virada para frente que permita saír o país do atoleiro. As questões correctas são: qual pode ser o futuro projecto nacional que gera nova confiança e entusiasmo junto dos portugueses, motivando-os de novo e fazendo com que suportem as medidas duras porque sabem que melhores tempos se aproximam com o projecto de um novo desígnio? Em que poderá consistir esse novo e grande desígnio nacional? Quais são os verdadeiros pontos fortes do país que deverão ser exploradas “forte e feio”? Para onde é que Portugal se deverá virar para futuramente obter melhores resultados do seu comportamento sócio-económico?

E é disso que ainda não ouvi falar a ninguèm. Só falam do leite derramado O orçamento do estado, sem dúvida também importante, pode ser tratado pelos contabilistas. E todas as restantes medidas toma-se quando alguém com são juizo humano estiver de novo ao leme e o país em nova ascensão sócio-económica. Aliás, se a nova estratégia não for concebida e as forças não forem centradas nela atempadamente, todas as referidas medidas serão tomadas automaticamente – por falta de dinheiro. Mas isto poderá gerar grandes turbulências sociais associada à violência que deve ser evitado.

Orçamento do Estado

Todos os nossos governantes falam em cortes das despesas, mas não dizem quais, e aumentos de impostos, a pagar pela malta.
Não ouvi foi nenhum governante falar em:
. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizá-los como no estrangeiro.
. Reforma das mordomias na Assembleia da República como, almoços com digestivos a € 1,50.
. Acabar com os milhares de Institutos que não servem para nada e tem funcionários e administradores com 2º ou 3º emprego.
. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores de milhares de euros mês e que não servem para nada.
. Redução drástica das Câmaras Municipais, Assembleias, etc.
. Redução drástica das Juntas de Freguesia.
. Acabar com o pagamento de € 200 por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e € 75 nas Juntas de Freguesia.
. Acabar com o Financiamento aos Partidos.
. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc que se deslocam em uso particular pelo País. No estrangeiro isto não acontece.
. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia.
. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros.
. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado.
. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e, respectivas estadias em Lisboa em hotéis cinco estrelas.
. Controlar o pessoal da Função Pública que nunca está no local de trabalho e que faz trabalhos nesse tempo, para o Estado.
. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos.
. Acabar com as várias reformas por pessoa, do pessoal do Estado.
. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
.E por aí fora. Recuperamos depressa a nossa posição.
. Já estamos cansados, fica assim.


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

As citações de Saramago - 2





Após os livros, as citações mais importantes de Saramago, para melhor conhecermos o homem e o escritor.

Capitalismo

O capitalismo que se anuncia como panaceia , um processo de salvação da Humanidade, não promete nada, não faz promessas; anuncia, isso sim, que está tudo ao alcance das pessoas (...) Por isso, como não promete, não decepciona. A tragédia do socialismo é precisamente essa : não cumprindo o que prometera de facto, decepciona muito mais!

Comunismo

Comunismo é um estado de espirito. (...) acontece que sou uma espécie de comunista hormonal ... não posso deixar de o ser. Pode dizer-me: depois de tudo o que aconteceu ... e parece-me mal que tenha acontecido e condeno quem o fez. Mais recentemente converti isto na declaração; o comunismo é um estado de espirito...

Democracia

A democracia ocupou o lugar de Deus.(...) o poder real não está nos palácios do governo, está sim nos conselhos de administração das multinacionais que decidem a nossa vida.

Crise

Algumas pessoas da classe média, que há poucos anos eram solidárias, ajudavam os outros em situação dificil, um pouco por todo o mundo, encontram-se agora numa situação em que têm de ser ajudadas. (...) os responsáveis andam aí em limusinas, receberam compensações astronómicas depois de terem levado as empresas à falência.

Dinheiro

É dificil imaginar uma sociedade sem dinheiro, embora se vá tornando cada vez mais invisivel com esta proliferação de cartões de crédito. O cartão de crédito é mais que uma liquidação de uma conta, é uma afirmação de poder social.

Impostos

Sou mais honesto a pagar os meus impostos que muitos dos ricaços que estão por aí, que os sonegam, que os escondem e os levam para praísos fiscais.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Flat tax - 25% para todos!


Rolf Damher

Em 07.06.2010 o Prof. Dr. Dres h.c. Paul Kirchof*, ex-juiz no Supremo Tribunal Constitucional Federal alemão e actual professor catedrático da Faculdade de Direito Fiscal da Universidade de Heidelberg, deu uma entrevista à SPIEGEL ONLINE. Na entrevista voltou a apresentar a sua proposta de 2005 para uma taxa plana (flat tax) de 25 por cento para todos, como um importante contributo para a saída da crise. Ontem escrevi-lhe uma cartinha que abaixo passo a traduzir.


Quem apelar à fantasia e à mente do homem,vencerá aquele que tenta apenas influir sobre a razão.

 Frederico II (O Grande) da Prússia





Exmo. Sr. Kirchhof,


Senti uma grande alegria quando li recentemente em SPIEGEL ONLINE que não desarmou e que continua a postos com a sua excelente e prometedora proposta de uma flat tax. A postos, para o momento quando aos nossos protagonistas de políticos e administradores de declínio se lhes acabar de vez a esperteza. Não deverá faltar muito até isso acontecer, a não ser que se tente ir até ao fim amargo, arriscando mesmo que o poder caia na rua. Neste caso será o caos.

Em 09.02.2005 tinha mencionado o seu modelo fiscal prometedor, com estofo para um grande efeito libertador, no meu artigo „Como sair da crise — uma abordagem diferente“, publicado no „Semanário Económico“. Precisamente como parte de uma estratégia sistémica-holística – princípio de solução de problema – que poderá contribuir de forma decisiva para que os nossos sistemas sociais – Alemanha, UE, etc. – voltem a ficar com os pés na terra. Aqui um pequeno excerto:

sábado, 22 de maio de 2010

Sócrates já faz parte do problema


Luís Moreira

Esta propaganda diária que diz que o país está a sair da crise (foi o primeiro diz o governo), que cresceu no último trimestre, que tem dinheiro para emprestar à Grécia, que tem dinheiro para os megainvestimentos, é muito prejudicial. Sócrates está em estado de negação, os membros do seu próprio governo desmentem-no, as trapalhadas são diárias e constituem profundas machadadas na já muito fragilizada credibilidade.

A Islândia, já em Outobro/Novembro, numa política de verdade, lançou um PEC sólido e duro com o objectivo de controlar as contas públicas. Meteu na prisão banqueiros e políticos, cortou na despesa de forma coerente, com especial incidência nas classes mais ricas, aliviou impostos no sentido de relançar a economia ajudando os que criam riqueza.

Aqui, ao contrário, temos um primeiro ministro que lança concursos para os quais não tem dinheiro, persiste na propaganda de uma situação que só ele vê, atira-se às classes mais desprotegidas, aumenta impostos retirando à economia o resto de meios que necessita para não cair em recessão.

E, com isto, perdem-se oito meses em relação à Islândia e aos outros países que começaram a trabalhar a tempo e horas, não mentindo aos seus povos, suavizando as medidas por terem sido tomadas com a situação ainda controlável.

Zapatero adia o TGV que o nosso governo inicia com a abertura e adjudicação do ramal Poceirão - Caia, à socapa adjudica nova autoestrada ao amigo Jorge Coelho.

Mas ninguem quer governar nestas condições, o Presidente tem um timing próprio, Passos Coelho deixa-se colar aos aumentos de impostos, Sócrates continua no filme que ele próprio realizou e de que é principal personagem.

Os banqueiros já se juntaram para dizerem em público o que Sócrates não quer ouvir em privado. Quem nos tira deste filme?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

É a crise, estúpido

Pedro Godinho

Pedro (educado): Bom dia, Primeiro.
José (divertido): Bom dia, Segundo. Ah, ah.
Pedro (amuado): Também não é preciso ser assim, vim para ajudar…
José (recordado): Mas a bruxa foi sempre só ataques pessoais, pá…
Pedro (seguro): É o que estou a mudar, assim não íamos lá e o pessoal está desejoso de voltar a fazer parte dos donos da bola.
José (estadista): O que é preciso é que vocês não se ponham ao lado dos outros e negativos contra tudo o que eu faço. Temos de cumprir com o PEC.
Pedro (solícito): Nós também queremos PECar… Precisamos é duma oportunidade de cooperação estratégica e a bem do país, claro.
José (acolhedor): Deixem então de ser um entrave às medidas que o país precisa… Agora é possível explicar tudo dizendo que é a crise e exigência do PEC.
Pedro (retraído): Mas o José contradiz-se ao insistir em avançar com os grandes investimentos para os quais não há dinheiro.
José (superior): Eh pá, não podemos parar tudo e há compromissos a respeitar. Fala com os teus autarcas que eles explicam... As máquinas precisam de óleo!
Pedro (aplicado): Vou ver com os meus conselheiros mas há coisas que não podemos deixar de criticar, para continuar a ter mão no clube.
José (agradado): É a crise… Porreiro, pá.