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domingo, 12 de dezembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal, por José Brandão, (58)
Temas Oitocentistas – I
(Para a História de Portugal no Século Passado)
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1980
Publicado em 1959, esgotado há bastantes anos, este livro reaparece, acrescido de dois novos capítulos e de um apêndice.
O apêndice, referente às primeiras tentativas de introdução da máquina a vapor em Portugal, completará o estudo “Da Introdução e difusão da máquina a vapor”. Os capítulos novos são os seguintes: “Rotina e Inovação nos transportes (Visão de Conjunto)” e “A Emigração Portuguesa para o Brasil na segunda metade do século XIX (Esboço de problematização)”.
O primeiro deles foi originariamente dado à estampa no Dicionário de História de Portugal, sob o título «Transportes» e parece-nos que se integra bem na temática e na problemática do livro.
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Temas Oitocentistas – II
(Para a História de Portugal no Século Passado)
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1978
“Dir-se-ia que o centro de gravidade do volume, em vez de estar situado (como no primeiro) em investigações respeitantes à primeira metade do século, se deslocou para os fins da centúria passada. Como julgamos evidente, não há nisso nenhum mal ou prejuízo, embora, aqui ou ali, tivéssemos sido compelidos a atravessar a fronteira cronológica do século anterior, nas sendas abertas pelas obras de Manuel Laranjeira e de Raul Brandão, entre outros... Traição ao título, por conseguinte? Sim e não, pois continuamos a pensar que só a consciência do nosso próprio presente nos fornecerá a perspectiva válida para a compreensão dos tempos transcorridos. Aliás, por muitas razões, esses dois escritores pertencem ainda, geneticamente, ao século XIX.”
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sábado, 11 de dezembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal, por José Brandão, (57)
Os Teatros de LisboaJúlio César Machado
Editorial Notícias, 1991
Os Teatros de Lisboa é uma saborosa crónica de Lisboa de meados do século XIX.
Júlio César Machado e Rafael Bordalo Pinheiro construíram um quase caleidoscópio de protagonistas, todos eles gente que se move nos três universos principais do drama e da ópera na capital, Teatro de S. Carlos, Teatro D. Maria II e Teatro da Trindade.
Eis, pois, uma sociedade alucinada ao correr da pena de um dos maiores, mais amáveis
e bem-humorados folhetinistas portugueses, Júlio César Machado.
E com ele emparceirando, um dos grandes cartoonistas deste país de fadistas e lágrimas ao canto do olho, Rafael Bordalo Pinheiro.
Este livro é o elogio da combinação do texto com a imagem, o espelhar da festa pública do possível esplendor do Teatro Português!
JOSÉ VIALE MOUTINHO
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Temas de Cultura Portuguesa – I
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1983
Este volume, que mantém a estrutura geral de Temas de Cultura Portuguesa II, dado a lume em 1964 e há bastantes anos esgotado, é constituído do seguinte modo: pelos escritos desse volume, com excepção do Prefácio e de Nota breve sobre o pensamento filosófico português actual que foram retirados; por alguns estudos inicialmente publicados em Temas de Cultura Portuguesa I, a saber: Perfil Esfumado de Mário de Sá Carneiro; Escolásticas que a si mesmas se ignoram; A génese portuense de Análise da Crença Cristã (1874); Do prospectivismo de Sampaio Bruno e Em torno do problema da Filosofia Portuguesa.
Além do mais, passam, a fazer parte deste volume os escritos que de seguida se indicam: Estrutura social, ideologias e sistema de ensino; Introdução histórica ao volume Sistema de Ensino em Portugal. Lisboa, 1981;…
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Temas de Cultura Portuguesa – II
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1989
Nos seus condicionalismos de origem, este livro trata, sucessivamente, de um esboço muito geral da História de Portugal desde os cantares de amigo até às tarefas nacionais que o 25 de Abril de 1974 a todos nós impôs; da dialéctica da liberdade e da justiça tal ela se conformou, entre nós, na época contemporânea; da emergência da poesia em Antero e em Pessoa; do admirável esforço filosófico de Vieira de Almeida, meu Mestre “secreto”, que, ao invés do que, apressadamente, se poderia ajuizar, não foi em vão que pensou e “soltou” os ventos que pôde; e, por fim, de lágrimas efectivamente vertidas na morte de um Amigo e colega de geração cujos propósitos de vida consistiram em compreender e transformar Portugal –, Joaquim Barradas de Carvalho.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (25),
Liberalismo, Socialismo, Republicanismo
(antologia de pensamento político português)
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1979
Duas hipóteses se nos apresentavam quanto ao modo de fazer esta antologia: o respeito exclusivo pela seriação cronológica dos autores seleccionados e dos respectivos escritos, ou a tentativa de explicitar os núcleos fundamentais e sucessivos da temática e problemática políticas portuguesas no período a que este volume respeita: da instauração do liberalismo (1820) à crise do republicanismo (cerca de 1920).
Preferimos a última hipótese, que se nos afigurou mais apta a revelar o devir do pensamento cujos momentos mais significativos buscámos caracterizar e sumariar.
Para uma complementar e mais exacta situação temporal, todos os autores seleccionados são referidos pela ordem cronológica do nascimento nas notas bibliográficas que lhes são consagradas, no fim do volume.
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Lisboa no Liberalismo
Victor de Sá
Livros Horizonte, 1992
Detectar na Lisboa dos finais do milénio, a urbe do princípio do século XIX, antes ainda das profundas transformações e inovações urbanísticas que o liberalismo introduziu na capital, eis o desafio que Víctor de Sá nos propõe.
Tentar ver na Lisboa actual os limites urbanos, as localizações dos acontecimentos e as veredas por onde serpenteavam as esperanças e os furores duma época que deu início às alterações introduzidas no nosso viver quotidiano. Um quotidiano burguês e proletário, de ampla e intensa circulação, hoje, a contrastarem com a cidadezinha dos duzentos mil habitantes que eram quando a Revolução Liberal se iniciou em 1820.
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(antologia de pensamento político português)
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1979
Duas hipóteses se nos apresentavam quanto ao modo de fazer esta antologia: o respeito exclusivo pela seriação cronológica dos autores seleccionados e dos respectivos escritos, ou a tentativa de explicitar os núcleos fundamentais e sucessivos da temática e problemática políticas portuguesas no período a que este volume respeita: da instauração do liberalismo (1820) à crise do republicanismo (cerca de 1920).
Preferimos a última hipótese, que se nos afigurou mais apta a revelar o devir do pensamento cujos momentos mais significativos buscámos caracterizar e sumariar.
Para uma complementar e mais exacta situação temporal, todos os autores seleccionados são referidos pela ordem cronológica do nascimento nas notas bibliográficas que lhes são consagradas, no fim do volume.
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Lisboa no Liberalismo
Victor de Sá
Livros Horizonte, 1992
Detectar na Lisboa dos finais do milénio, a urbe do princípio do século XIX, antes ainda das profundas transformações e inovações urbanísticas que o liberalismo introduziu na capital, eis o desafio que Víctor de Sá nos propõe.
Tentar ver na Lisboa actual os limites urbanos, as localizações dos acontecimentos e as veredas por onde serpenteavam as esperanças e os furores duma época que deu início às alterações introduzidas no nosso viver quotidiano. Um quotidiano burguês e proletário, de ampla e intensa circulação, hoje, a contrastarem com a cidadezinha dos duzentos mil habitantes que eram quando a Revolução Liberal se iniciou em 1820.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (14), por José Brandão
Dicionário do Movimento Socialista Português
Joaquim Palminha da Silva
Lisboa, 1989
Este Pequeno Dicionário do Movimento Socialista Português constitui um trabalho praticamente pioneiro que, esperamos, será um dia desenvolvido, burilado aqui e ali, aumentado por uma equipa que queira meter ombros à tarefa de recolha exaustiva para a edição, o mais completa possível, que o movimento operário e socialista português merece.
Foi nossa intenção procurar em inúmeras fontes, sem contar as obras até hoje publicadas sobre o movimento operário e socialista, o máximo de elementos que pudessem servir para arquitectar a biografia de militantes socialistas ou. apenas de companheiros de jornada que ao socialismo emprestaram o seu talento, deram as suas simpatias; bem como das organizações políticas e associações socio-económicas fundadas por militantes e permanecendo durante muito tempo na área de influência socialista.
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Do Movimento Libertário
Carlos da Fonseca
Antígona, 1988
Uma lenda, tão velha como obstinada, teima em ver no anarquismo uma ideologia inerente ao mundo agrícola ou, na melhor das hipóteses, implantada entre as camadas «retardatárias», ou mesmo «bárbaras», do proletariado. Isto por oposição ao(s) marxismo(s), cujo espaço social e geográfico seria essencialmente composto pelas zonas industrializadas onde a classe operária teria atingido um alto nível de educação e de disciplina. E é assim que se vê, na personagem «duvidosa» do libertário, a obscura reminiscência dos messianismos primitivos, cujos procedimentos mais se assemelham às revoltas espontâneas dos rurais, à pirataria ou ao banditismo romântico do que à acção metódica e consciente do proletariado revolucionário.
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Do Sebastianismo ao Socialismo
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1983
“Conceda-se que lográmos reunir em fruste esboço da história de um mito os dados fundamentais do problema cuja compreensão histórica temos em mira. Ora, qualquer que seja o nível da investigação a que se proceda, para compreender, em história, torna-se necessário equacionar os dados cerzidos, ou seja, é preciso integrá-los na trama tão complexa e esquiva duma sociedade em devir a ritmos próprios. E perscrutar aí, nessa poalha de morte que é o tempo volvido, as agruras e os sonhos, a ascensão e a queda dos que nos precederam, dos que continuamos, desses que são e não são nossos antepassados.
Com efeito, atemo-nos à suposição de que o sebastianismo só se nos tornará mais transparente na medida em que o integremos no seu contexto histórico geral”
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Joaquim Palminha da Silva
Lisboa, 1989
Este Pequeno Dicionário do Movimento Socialista Português constitui um trabalho praticamente pioneiro que, esperamos, será um dia desenvolvido, burilado aqui e ali, aumentado por uma equipa que queira meter ombros à tarefa de recolha exaustiva para a edição, o mais completa possível, que o movimento operário e socialista português merece.
Foi nossa intenção procurar em inúmeras fontes, sem contar as obras até hoje publicadas sobre o movimento operário e socialista, o máximo de elementos que pudessem servir para arquitectar a biografia de militantes socialistas ou. apenas de companheiros de jornada que ao socialismo emprestaram o seu talento, deram as suas simpatias; bem como das organizações políticas e associações socio-económicas fundadas por militantes e permanecendo durante muito tempo na área de influência socialista.
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Do Movimento Libertário
Carlos da Fonseca
Antígona, 1988
Uma lenda, tão velha como obstinada, teima em ver no anarquismo uma ideologia inerente ao mundo agrícola ou, na melhor das hipóteses, implantada entre as camadas «retardatárias», ou mesmo «bárbaras», do proletariado. Isto por oposição ao(s) marxismo(s), cujo espaço social e geográfico seria essencialmente composto pelas zonas industrializadas onde a classe operária teria atingido um alto nível de educação e de disciplina. E é assim que se vê, na personagem «duvidosa» do libertário, a obscura reminiscência dos messianismos primitivos, cujos procedimentos mais se assemelham às revoltas espontâneas dos rurais, à pirataria ou ao banditismo romântico do que à acção metódica e consciente do proletariado revolucionário.
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Do Sebastianismo ao Socialismo
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1983
“Conceda-se que lográmos reunir em fruste esboço da história de um mito os dados fundamentais do problema cuja compreensão histórica temos em mira. Ora, qualquer que seja o nível da investigação a que se proceda, para compreender, em história, torna-se necessário equacionar os dados cerzidos, ou seja, é preciso integrá-los na trama tão complexa e esquiva duma sociedade em devir a ritmos próprios. E perscrutar aí, nessa poalha de morte que é o tempo volvido, as agruras e os sonhos, a ascensão e a queda dos que nos precederam, dos que continuamos, desses que são e não são nossos antepassados.
Com efeito, atemo-nos à suposição de que o sebastianismo só se nos tornará mais transparente na medida em que o integremos no seu contexto histórico geral”
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 145 e 146 (José Brandão)
Portugal Contemporâneo -3
António Reis (Direcção)
Publicações Alfa, 1990
Até que ponto a mudança de regime político afectou a organização e o modo de viver da sociedade portuguesa na segunda e terceira décadas deste século? Esta é quiçá a principal interrogação que se levanta aos estudiosos da Primeira República, ultrapassada que está a época em que se digladiavam apologistas e detractores de um regime cujas instituições tiveram uma vida breve, mas cujos ideais permaneceram por muito tempo no imaginário de considerável número de cidadãos.
Responder-lhe não é tarefa fácil nem isenta de algum melindre. Apesar do considerável enriquecimento da historiografia deste período, quase sempre se tende para a confrontação entre duas posições extremas que mutuamente se provocam: a dos que procuram revalorizar o contributo dos republicanos para a modernização e o progresso de Portugal e a dos que se comprazem em evidenciar a incompetência…
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Direcção de Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques
Editorial Presença, 1991
Obra fundamental da historiografia portuguesa, quer pelas novas coordenadas metodológicas que a orientam, quer pelo contributo dos mais eminentes investigadores que nela participam, esta «Nova História de Portugal», a publicar em doze volumes, constitui também um momento excepcional de reflexão sobre a sociedade e a cultura portuguesas.
Esta colecção é dirigida por Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, sendo este último o coordenador do presente volume, autor de inúmeros dos seus textos, assim do Prefácio e da Introdução - que versa sobre a situação política, económica, social, religiosa e cultural de Portugal durante a época de profundas transformações políticas que levaram ao fim do regime monárquico e à implantação da República.
1910-1926
Até que ponto a mudança de regime político afectou a organização e o modo de viver da sociedade portuguesa na segunda e terceira décadas deste século? Esta é quiçá a principal interrogação que se levanta aos estudiosos da Primeira República, ultrapassada que está a época em que se digladiavam apologistas e detractores de um regime cujas instituições tiveram uma vida breve, mas cujos ideais permaneceram por muito tempo no imaginário de considerável número de cidadãos.
Responder-lhe não é tarefa fácil nem isenta de algum melindre. Apesar do considerável enriquecimento da historiografia deste período, quase sempre se tende para a confrontação entre duas posições extremas que mutuamente se provocam: a dos que procuram revalorizar o contributo dos republicanos para a modernização e o progresso de Portugal e a dos que se comprazem em evidenciar a incompetência…
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Esta colecção é dirigida por Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, sendo este último o coordenador do presente volume, autor de inúmeros dos seus textos, assim do Prefácio e da Introdução - que versa sobre a situação política, económica, social, religiosa e cultural de Portugal durante a época de profundas transformações políticas que levaram ao fim do regime monárquico e à implantação da República.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 95 e 96 (José Brandão)
Liberalismo, Socialismo, Republicanismo
(antologia de pensamento político português)
Joel Serrão
Livros Horizonte, 1979
Duas hipóteses se nos apresentavam quanto ao modo de fazer esta antologia: o respeito exclusivo pela seriação cronológica dos autores seleccionados e dos respectivos escritos, ou a tentativa de explicitar os núcleos fundamentais e sucessivos da temática e problemática políticas portuguesas no período a que este volume respeita: da instauração do liberalismo (1820) à crise do republicanismo (cerca de 1920).
Preferimos a última hipótese, que se nos afigurou mais apta a revelar o devir do pensamento cujos momentos mais significativos buscámos caracterizar e sumariar.
Para uma complementar e mais exacta situação temporal, todos os autores seleccionados são referidos pela ordem cronológica do nascimento nas notas bibliográficas que lhes são consagradas, no fim do volume.
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A Lição da Democracia
(Oitenta e Oito Anos de República em Portugal)
Caetano Beirão
Lisboa, 1922
Oitenta e oito anos de republica em Portugal?! – Poderá parecer ousada esta afirmação, mas não o é, se atendermos ao que se pretende designar pela palavra «republica».
Deixemos o seu significado etimológico; tomemo-la no seu sentido moderno, isto é, no de «regime político que se contrapõem a monarquia». Se monarquia é a organização do Estado em que governa «um só», em que há um poder supremo que concentra o poder politico, exercido por um órgão a que vulgarmente se chama «a realeza», em contraposição, república é o regime em que não existe esse poder supremo e em que, consequentemente, o poder político não está centralizado num órgão forte que exerça essa função.
Se atentarmos na realidade dos factos, vemos que esta definição é perfeitamente verdadeira.
Nas repúblicas o poder político é exercido pelo parlamento…
quinta-feira, 17 de junho de 2010
República nos livros de ontem nos livros de hoje - 24 e 25
Da República
(1910-1935)
Fernando Pessoa
Ática, 1979
O título deste livro é da nossa inteira responsabilidade; nele se reuniram todos os textos conhecidos respeitantes à temática e problemática políticas do período histórico de 1910 a 1935.
A divisão em capítulos, que adoptámos, é, também, evidentemente, de nossa inteira responsabilidade, embora se tenham respeitado sempre os títulos da autoria de Fernando Pessoa.
Se fosse possível datar os textos reunidos (e pouquíssimas vezes isso acontece), a seriação cronológica seria um bom critério. Porém., na impossibilidade de o implementar, organizámos os textos, em cada capítulo, de acordo com a coerência interna que nos foi possível imaginar, o que se tornou particularmente difícil com os textos reunidos no capítulo 1 «Da Ditadura à República».
JOEL SERRÃO
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De Capa e Batina
D. Thomaz de Noronha
Lisboa, 1928
Eu pertenço àquela geração última que mais bizarras coisas realizou em Coimbra. Connosco, quer dizer, com a nossa abalada das margens do Mondego, faleceu o espírito boémio que caracterizara a vida académica da cidade dos lentes.
Depois de nós o estudante passou a ser um peregrino universitário que percorre os cinco anos da sua formatura com o único fito de se apanhar formado. Nada mais o preocupa; nada mais o interessa.
Os rapazes agora, como já então os havia, não reparam no que lhe vai em roda e, nem por actos nem por dizeres, procuram dar qualquer feição à época, em que são chamados a animar esse burgo.
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