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sábado, 16 de outubro de 2010

O Orçamento e as mulheres a dias...

Luís Moreira
Serve tudo para encher os buracos sem fundo ha muito escondidos na desorçamentação, nas empresas publicas, nos hospitais EP, nas Parcerias Publico-Privadas...

O mais triste disto tudo e que as medidas agora anunciadas so chegam para nos prepararmos para o grande embate que ai vem em 2013, com o pagamento por parte do Estado da divida contraída com as parceiras Publico-Privadas. Ninguém sabe muito bem quanto será, mas vai chegar so para pagar os juros, a divida vai permanecer, estamos enterrados vivos num ciclo infernal que nos leva no caminho do empobrecimento.

Calcula-se que a divida total ande pelos 130%, o que equivale a toda a riqueza produzida pelo pais em 15 meses, e que so os juros andarão pelos 8% do PIB, o que corresponde aos custos do Serviço Nacional de Saúde num ano. Apesar das ameaças com os mega projectos a verdade era conhecida ha muito, mas ha sempre gente capaz de fazer o trabalho da mulher a dias, limpar o lixo para debaixo do tapete, esconder a falta de limpeza, apregoar vezes sem conta que estamos muito melhor que os outros e somos apreciados e admirados, bla,bla,bla...

Esta ai a factura destes dez anos de Sócrates que, não devemos esquecer, herdou uma divida de 67% ( a volta disto) foi o fartar vilanagem, com os negócios com as grandes empresas publicas, os bancos, as construtoras, os consultores...

Ainda este ano, irresponsavelmente, o sindicato dos professores arrancava mais 430 milhões de euros ao Tesouro exaurido, em troca do silencio do governo.

Gente sem preparação para exercer funções de responsabilidade, toma medidas e decisões que raiam o absurdo , todos se dão bem no papel de mulheres a dias

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Juros da dívida duplicam!

Luís Moreira

Em três meses os juros da dívida pública duplicaram!

As agências de "rating" não deixam de desmentir o nosso primeiro, desvalorizam a situação do país, está muito mal, o Krugman, prémio Nobel da economia, diz que a Grécia e Portugal podem acabar por ter que sair do Euro.

Se as previsões da macroeconomia foram feitas numa determinada base como se acomoda este aumento desmesurado do serviço da dívida? Mais impostos? Mais cortes nos salários e pensões, atirando a economia para uma mais que provável recessão?

Durante muito tempo, cego pelas obras públicas, o governo não quiz ver o "monstro" que nos devora, foi preciso os bancos dizerem não para que o "fartar vilanagem" terminasse. Sem aumento do PIB, sem dinheiro, sem empréstimos e os poucos que temos a juros proíbitivos, caminhamos para onde?

Desorientação total e absoluta do governo, tanto fala no TGV e na terceira ponte, e no aumento do PIB, como a seguir é obrigado pela UE a apresentar um PEC ( programa de empobrecimento central)e a pagar juros elevadíssimos.

E, o pior, é que as Presidênciais não deixam tomar decisões políticas de fundo. Mais seis meses a navegar à bolina!

domingo, 13 de junho de 2010

Empobrecimento!

Luís Moreira





O país vai entrar num ciclo de empobrecimento que ainda poucos ou ninguem consegue medir. Só em juros da dívida bruta vamos pagar cerca de 5% do PIB ao ano, qualquer coisa como 2/3 do SNS!( andará pelos 8% do PIB).

Como vem acontecendo há pelo menos 10 anos a nossa economia não cresce, diverge dos outros países europeus que vêm crescendo afastando-se de Portugal.Pequena e aberta ao exterior a nossa economia depende do comportamento das outras economias, especialmente da Alemanha, motor da economia europeia e que agora, pela voz da Senhora Merkel, anuncia um pacote de medidas duríssimas, cuja primeira consequência vai ser arrefecer a economia.Arrefecendo a sua própria economia, não vai ter para já o efeito de arrastamento que estavamos à espera, para que a nossa alavancasse!

Percebe-se mal esta política seguida pela Alemanha, se a UE funciona-se como um todo, a melhor política seria atacar os diversos déficites dos países do Sul da Europa e, ao mesmo tempo, acelerar as economias mais fortes, invertendo as prioridades. Assim, aumentando impostos e com isso diminuindo a capacidade da procura interna e, cortando na despesa, a Alemanha pode estar a contribuir para uma situação de recessão que é bem mais perigosa do que todos os déficites razoáveis e, em alguns casos, virtuosos, como são os da Alemanha.E aproveitava para as suas exportações o enfraquecimento do euro face ao dólar!

Entretanto, cá no país, o FMI anda por perto o que é sinal sério de problemas, oxalá não se confirmem as muitas dúvidas que assomam aqui e ali quanto ao conhecimento real da nossa situação financeira.A grande questão é que neste quadro o Estado Previdência não é sustentável, o conceito "usador/pagador" vem aí em força como já se está a ver nas SCUTS e a seguir virá a saúde e a educação.A Segurança Social, com o desemprego em alta e a demografia a inverter a relação jovem/idoso a favor deste, não aguenta cinco anos, prazo que não é suficiente para a economia começar a crescer e o desemprego diminuir para valores muito mais baixos.

Estamos numa situação muito dificil e é pena que os nossos governantes tenham andado a mentir-nos sobre a real situação, com a desculpa de gerir as expectativas.

PS: tambem publicado no Aventar