Subsídios Para a História do Movimento Sindical Rural no Alto Alentejo
(1910-1914)
António Ventura
Seara Nova, 1976
A ideia da publicação dos apontamentos aqui recolhidos surgiu a meio do ano de 1913.
Quando pretendíamos definir uma linha de actuação para o semanário «A RABECA», constatámos que em determinados pontos pouco ou nada se sabia sobre o Movimento Operário em Portalegre. Algumas ideias muito vagas, um outro jornal isolado, algumas curiosidades encontradas no espólio de «A RABECA», uns quantos artigos e nada mais.
Durante um ano debruçámo-nos sobre as mais diversas fontes, e só agora é possível dar por concluída esta parte do trabalho, muito incompleta, é certo, mas que não deixa de ser um contributo para uma melhor compreensão do Movimento Operário no Alto Alentejo, durante os primeiros anos da República Democrática burguesa de 1910-1926.
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Subsídios Para a História dos Transportes Terrestres em Lisboa no Século XIX
Maria Amélia da Mota Capitão
Lisboa, 1974
O camponês, tal como o operário, crê no futuro, compreende que a sua vida melhora com todo o progresso das técnicas.
Não era assim nos séculos passados; nem mesma no mundo oitocentista! Não havia a crença do progresso, porque não havia esta corrida louca para o aperfeiçoamento da maquinaria. E foi este entrave ao progresso, gerado na rotina e hábitos ancestrais, que trouxe o riso céptico aos lábios de homens financeiros, que desperdiçaram o seu capital, desperdiçando o tempo útil.
Os espíritos progressistas do século XVIII desperdiçaram, anos após anos, inventos formidáveis, por não admitirem que poderia haver outra fonte de energia que não fosse o vento para impulsionar barcos, o cavalo para puxar os carros, a água para accionar a maquinaria industrial.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (50)
O Sindicalismo no Alentejo
António Ventura
Seara Nova, 1977
Naquele periódico definiam os seus objectivos.
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Os Sindicatos Operários e a República Burguesa (1910-1926)
David de Carvalho
Seara Nova, 1977
António Ventura
Seara Nova, 1977
O movimento associativo entre as classes trabalhadoras portuguesas começou a tomar forma a partir de 1839, embora de maneira rudimentar, com a formação da Associação dos Artistas Lisbonenses. Em Julho de 1850 é fundada a Associação dos Operários, com base num grupo de propagandistas sociais e militantes operários ligados ao jornal O Eco dos Operários e onde são de destacar os nomes de Vieira da Silva, Sousa Brandão e Lopes de Mendonça.
Naquele periódico definiam os seus objectivos.
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Os Sindicatos Operários e a República Burguesa (1910-1926)
David de Carvalho
Seara Nova, 1977
Este livro é a crónica dum tempo que de longe e do perto vivi, senti e observei, na infância e não menos na adolescência, desde uma idade em que os meninos só convivem com brinquedos, brinquedos que não tive e tive de improvisar, num tempo longo em que tudo me foi adverso e todas as coisas me atiraram para melancólicas reflexões sobre essas mesmas coisas do mundo que eu apenas pressentia e ninguém me sabia explicar; assim não pude compreender a razão da injustiça que feria tantos e tantos mocinhos como eu era então. E aqui está por que gostaria de dedicar o meu livro a tantos outros mocinhos, que o são hoje como o fui há mais do meio século, que me deixam ver que sofrem amarguras, decepções e frustrações como aquelas que sofri, mau grado tanto tempo andado e tanta coisa acontecida.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (16), por José Brandão
Élisée Reclus
Emílio Costa
Lisboa, 1933
Não podemos seguir, passo a passo, a existência de Èlisée Reclus. Limito-me, portanto, ás principais fases da sua vida, que são, sempre, de acção moral, sob qualquer aspecto.
É nos anos que decorrem dos 12 aos 20 que se opera, nos dois irmãos, a evolução mental que os separou por completo das ideias religiosas do pai e foi a causa do mais profundo desgosto que, certamente, este sofreu na vida.
O pastor Reclus, desejoso de assegurar aos filhos uma educação em que os estudos clássicos fossem ciosamente conduzidos e vigiados pelo espírito cristão, resolvera confiá-los a professores que ele supunha animados do mais puro cristianismo. Foi assim que Élisée partiu, aos 12 anos, para o colégio dos irmãos Morávios, em Neuwied, na Alemanha, onde já se encontrava ÉIie; que frequentou depois o colégio protestante de Sainte-Foy-Ia-Grande, e, por fim, a Faculdade protestante de Montauban.
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Em Marcha
Nogueira de Brito
Seara Nova, 1976
Aos olhos de muitos, a recente constituição do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública teve foros de novidade. É que poucos sabem, ou se lembram, da existência de uma organização sindical dos funcionários públicos, criada em 23 de Março de 1919 sob o nome de Associação de Classe dos Empregados do Estado, tendo passado a Sindicato Nacional dos Empregados do Estado em 22 de Dezembro de 1924, extinta compulsivamente logo em 1926.
Há, pois, uma história do sindicalismo dos funcionários do Estado em Portugal, cuja memória o fascismo tentou esconder, e pelos vistos logrou fazê-lo, mais zelosamente ainda do que a de qualquer outra classe. Importa agora trazer essa história de novo à luz do dia e à consciência colectiva do funcionalismo português.
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António Ventura
Alberto Pedroso
Seara Nova, 1977
«(...) Não se pode hoje falar ou escrever sobre a história do Movimento Operário e Sindical Português durante o primeiro quartel do século XX, sem que o seu nome (de Emílio Costa) imediatamente nos surja como um dos intervenientes mais notáveis na formulação das bases teóricas que iriam enformar a organização operária nacional.
Ao reconhecer aqui o facto não nos preocupa, como é óbvio, apreciarmos criticamente os resultados alcançados (ou não), mas tão-somente sublinhar a extensão desse labor de muitos anos e a honestidade de propósitos que o orientou.
Com efeito, desde 1901 e durante muitos anos, irá desenvolver uma intensa actividade de propaganda, quer como divulgador dos ideais libertários, quer como tradutor e propagandista das primeiras obras teóricas sobre o sindicalismo revolucionário, predominante em França, donde provinha.»
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Emílio Costa
Lisboa, 1933
Não podemos seguir, passo a passo, a existência de Èlisée Reclus. Limito-me, portanto, ás principais fases da sua vida, que são, sempre, de acção moral, sob qualquer aspecto.
É nos anos que decorrem dos 12 aos 20 que se opera, nos dois irmãos, a evolução mental que os separou por completo das ideias religiosas do pai e foi a causa do mais profundo desgosto que, certamente, este sofreu na vida.
O pastor Reclus, desejoso de assegurar aos filhos uma educação em que os estudos clássicos fossem ciosamente conduzidos e vigiados pelo espírito cristão, resolvera confiá-los a professores que ele supunha animados do mais puro cristianismo. Foi assim que Élisée partiu, aos 12 anos, para o colégio dos irmãos Morávios, em Neuwied, na Alemanha, onde já se encontrava ÉIie; que frequentou depois o colégio protestante de Sainte-Foy-Ia-Grande, e, por fim, a Faculdade protestante de Montauban.
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Em Marcha
Nogueira de Brito
Seara Nova, 1976
Aos olhos de muitos, a recente constituição do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública teve foros de novidade. É que poucos sabem, ou se lembram, da existência de uma organização sindical dos funcionários públicos, criada em 23 de Março de 1919 sob o nome de Associação de Classe dos Empregados do Estado, tendo passado a Sindicato Nacional dos Empregados do Estado em 22 de Dezembro de 1924, extinta compulsivamente logo em 1926.
Há, pois, uma história do sindicalismo dos funcionários do Estado em Portugal, cuja memória o fascismo tentou esconder, e pelos vistos logrou fazê-lo, mais zelosamente ainda do que a de qualquer outra classe. Importa agora trazer essa história de novo à luz do dia e à consciência colectiva do funcionalismo português.
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Emílio Costa
e o Sindicalismo
(Da Formação Libertária
à Casa Sindical)António Ventura
Alberto Pedroso
Seara Nova, 1977
«(...) Não se pode hoje falar ou escrever sobre a história do Movimento Operário e Sindical Português durante o primeiro quartel do século XX, sem que o seu nome (de Emílio Costa) imediatamente nos surja como um dos intervenientes mais notáveis na formulação das bases teóricas que iriam enformar a organização operária nacional.
Ao reconhecer aqui o facto não nos preocupa, como é óbvio, apreciarmos criticamente os resultados alcançados (ou não), mas tão-somente sublinhar a extensão desse labor de muitos anos e a honestidade de propósitos que o orientou.
Com efeito, desde 1901 e durante muitos anos, irá desenvolver uma intensa actividade de propaganda, quer como divulgador dos ideais libertários, quer como tradutor e propagandista das primeiras obras teóricas sobre o sindicalismo revolucionário, predominante em França, donde provinha.»
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (3), por José Brandão
Almanaque de A Batalha 1926
Edições Rolim, 1987
No dia 23 de Fevereiro de 1919, saía, em Lisboa, o primeiro número do jornal A Batalha, editado pela União Operária Nacional, embrião da CGT, tendo como redactor principal o conhecido militante sindicalista Alexandre Vieira. A central operária viria depois a editar vários livros e opúsculos, entre os quais, em 1926, o almanaque de A Batalha.
A parte inicial do almanaque, composta por apontamentos sobre a chuva e o bom tempo, no melhor estilo Borda de Agua, é surpreendente. Se estas anacrónicas indicações nos fazem hoje sorrir, não deixam também de nos ajudar a compreender melhor o movimento operário português, ainda tão perto do mando rural.
A Batalha constitui um caso ímpar na imprensa operária mundial. De facto, são raríssimos os casos em que estruturas sindicais foram capazes de produzir e manter por tão largo período um órgão de imprensa diária como ocorreu em Portugal, com este órgão da CGT.
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Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal
António Ventura
Edições Cosmos, 2000
A partir de finais do século XIX ocorreram contactos regulares entre republicanos, anarquistas e socialistas que deram corpo a correntes «intervencionistas» dentro do movimento operário, socialista e libertário em Portugal, isto é, sectores que, sem abdicar das posições de princípio quanto à questão social e aos objectivos últimos, colaboraram com os republicanos por considerarem que a República seria um passo qualitativo na tão desejada transformação social.
António Ventura nasceu em Portalegre em 1953. Professor Catedrático de nomeação definitiva do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa. Director da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa. Director do Centro de História da Universidade de Lisboa. Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História.
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Antologia Imprensa Operária Portuguesa 1837-1936
César Oliveira
Perspectivas & Realidades, 1984
Esta antologia da imprensa operária portuguesa pretende proporcionar aos militantes sindicais e aos leitores uma amostragem significativa dos órgãos de imprensa que, entre 1837 e 1932, procuraram reflectir o quotidiano, as opiniões e os esforços organizativos dos trabalhadores portugueses e daqueles que, de uma forma ou de outra, com eles colaboraram.
Não é uma obra académica ou destinada a um público restrito, mas nem por isso se dispensou o rigor que deverá sempre ser inerente a qualquer trabalho que se pretenda sério. Não se pretendeu antologiar, exaustivamente, toda a imprensa operária e sindical compreendida pelas datas em referência. Um critério presidiu à selecção e organização desta antologia: fazer incidir o esforço principal sobre os órgãos de imprensa escrita que maior importância tiveram no movimento operário e sindical…
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Prefácio de Maria Filomena Mónica
No dia 23 de Fevereiro de 1919, saía, em Lisboa, o primeiro número do jornal A Batalha, editado pela União Operária Nacional, embrião da CGT, tendo como redactor principal o conhecido militante sindicalista Alexandre Vieira. A central operária viria depois a editar vários livros e opúsculos, entre os quais, em 1926, o almanaque de A Batalha.
A parte inicial do almanaque, composta por apontamentos sobre a chuva e o bom tempo, no melhor estilo Borda de Agua, é surpreendente. Se estas anacrónicas indicações nos fazem hoje sorrir, não deixam também de nos ajudar a compreender melhor o movimento operário português, ainda tão perto do mando rural.
A Batalha constitui um caso ímpar na imprensa operária mundial. De facto, são raríssimos os casos em que estruturas sindicais foram capazes de produzir e manter por tão largo período um órgão de imprensa diária como ocorreu em Portugal, com este órgão da CGT.
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Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal
António Ventura
Edições Cosmos, 2000
A partir de finais do século XIX ocorreram contactos regulares entre republicanos, anarquistas e socialistas que deram corpo a correntes «intervencionistas» dentro do movimento operário, socialista e libertário em Portugal, isto é, sectores que, sem abdicar das posições de princípio quanto à questão social e aos objectivos últimos, colaboraram com os republicanos por considerarem que a República seria um passo qualitativo na tão desejada transformação social.
António Ventura nasceu em Portalegre em 1953. Professor Catedrático de nomeação definitiva do Departamento de História da Faculdade de Letras de Lisboa. Director da Revista da Faculdade de Letras de Lisboa. Director do Centro de História da Universidade de Lisboa. Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História.
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Antologia Imprensa Operária Portuguesa 1837-1936
César Oliveira
Perspectivas & Realidades, 1984
Esta antologia da imprensa operária portuguesa pretende proporcionar aos militantes sindicais e aos leitores uma amostragem significativa dos órgãos de imprensa que, entre 1837 e 1932, procuraram reflectir o quotidiano, as opiniões e os esforços organizativos dos trabalhadores portugueses e daqueles que, de uma forma ou de outra, com eles colaboraram.
Não é uma obra académica ou destinada a um público restrito, mas nem por isso se dispensou o rigor que deverá sempre ser inerente a qualquer trabalho que se pretenda sério. Não se pretendeu antologiar, exaustivamente, toda a imprensa operária e sindical compreendida pelas datas em referência. Um critério presidiu à selecção e organização desta antologia: fazer incidir o esforço principal sobre os órgãos de imprensa escrita que maior importância tiveram no movimento operário e sindical…
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sábado, 9 de outubro de 2010
Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (1), por José Brandão
APRESENTAÇÃO
O Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal é uma iniciativa que se apresenta em poucas palavras. Composto por cerca de duas centenas de publicações que de algum modo têm a ver com as origens do pensamento social em Portugal, este Dicionário proporciona uma amostragem significativa das obras que reflectem o quotidiano da sociedade portuguesa desde a primeira metade do século XIX até aos anos trinta do século XX.
Expondo grandes e pequenas obras que falam desse período historicamente rico e intenso o presente trabalho revela também os usos e os costumes da vida nas cidades num critério de selecção e organização que abarca os mais variados aspectos do viver português. Da vida citadina aos eventos nacionais, as origens do pensamento social em Portugal são aqui enunciados através dos muitos títulos expostos neste Dicionário, todos eles publicados em língua lusa e em alguns com um século de existência.
O Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal é uma iniciativa que se apresenta em poucas palavras. Composto por cerca de duas centenas de publicações que de algum modo têm a ver com as origens do pensamento social em Portugal, este Dicionário proporciona uma amostragem significativa das obras que reflectem o quotidiano da sociedade portuguesa desde a primeira metade do século XIX até aos anos trinta do século XX.
Expondo grandes e pequenas obras que falam desse período historicamente rico e intenso o presente trabalho revela também os usos e os costumes da vida nas cidades num critério de selecção e organização que abarca os mais variados aspectos do viver português. Da vida citadina aos eventos nacionais, as origens do pensamento social em Portugal são aqui enunciados através dos muitos títulos expostos neste Dicionário, todos eles publicados em língua lusa e em alguns com um século de existência.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A questão de Olivença - Uma questão incómoda
Vamos apresentar uma série de depoimentos sobre a aquestão de Olivença. O texto do Grupo dos Amigos de Olivença que acompanha o vídeo, diz:
«Olivença é uma questão incómoda. Incómoda para o poder instituído, incómoda para os grupos económicos que têm actividades comerciais com Espanha, incómoda para alguns jornalistas esquecidos dos seus deveres deontológicos, incómoda para toda uma sociedade que já vê como longínquas a ideia e prática da honra.
Apesar do silêncio político e mediático a que muitos a têm submetido, apesar do aparente alheamento que as autoridades nacionais lhe concedem, a «Questão de Olivença» apresenta-se cada vez mais como actual e como um escolho irredutível nas relações Luso-Espanholas.
Foi nessa base que o historiador Prof. António Ventura, e Gonçalo Feio, Presidente do Grupo dos Amigos de Olivença, abordaram o tema no programa da RTP Pontos nos Is.»
«Olivença é uma questão incómoda. Incómoda para o poder instituído, incómoda para os grupos económicos que têm actividades comerciais com Espanha, incómoda para alguns jornalistas esquecidos dos seus deveres deontológicos, incómoda para toda uma sociedade que já vê como longínquas a ideia e prática da honra.
Apesar do silêncio político e mediático a que muitos a têm submetido, apesar do aparente alheamento que as autoridades nacionais lhe concedem, a «Questão de Olivença» apresenta-se cada vez mais como actual e como um escolho irredutível nas relações Luso-Espanholas.
Foi nessa base que o historiador Prof. António Ventura, e Gonçalo Feio, Presidente do Grupo dos Amigos de Olivença, abordaram o tema no programa da RTP Pontos nos Is.»
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
A República nos livros de ontem nos livros de hoje - 12 e 13 (José Brandão)
A Carbonária em Portugal
(1897-1910)
António Ventura
Livros Horizonte, 2004
O estudo das organizações secretas está limitado, como é natural, pelo seu carácter reservado, pela quase inacessibilidade ou inexistência de documentos que nos permitam olhá-las como simples objecto de investigação.
Em Portugal, é assinalada a existência de uma organização carbonária no início da década de trinta do século XIX, possivelmente com origem em emigrados liberais refugiados em Paris. Intermitentemente, ao longo da centúria de Oitocentos, surgem referências mais ou menos difusas à existência da Carbonária, nas décadas de quarenta e de cinquenta, tendo como centro irradiador a cidade de Coimbra.
Procuramos, neste livro, estudar, com as limitações já referidas, duas organizações carbonárias, ambas fundadas nos finais do século XIX, e que tiveram um papel determinante na preparação do advento da República: a Carbonária Portuguesa e a Carbonária Lusitana.
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Cartas de El-Rei D. Carlos a João Franco
João Franco
Lisboa, 1924
El-Rei D. Carlos recebera uma educação primorosa. Com uma instrução geral que o não deixava encontrar hóspede em qualquer assunto de conversação; conhecedor e possuidor das línguas, especialmente do francês e do inglês, por forma que delas se servia como da sua própria (e já o imperador Carlos V dizia que um homem que fala três línguas vale por três homens) dado ao gosto e cultura das Belas-Artes, em uma das quais, a pintura, foi distintíssimo; habituado aos sports e, como atirador, excepcionalmente forte – reunia a tudo isso ser o homem mais bem criado do seu pais, dotado de humor sempre igual, sem descair nunca na vulgaridade, nem deixar perceber de si, em qualquer circunstancia, sinal de contrariedade, despeito ou irritação.
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(1897-1910)
António Ventura
Livros Horizonte, 2004
O estudo das organizações secretas está limitado, como é natural, pelo seu carácter reservado, pela quase inacessibilidade ou inexistência de documentos que nos permitam olhá-las como simples objecto de investigação.
Em Portugal, é assinalada a existência de uma organização carbonária no início da década de trinta do século XIX, possivelmente com origem em emigrados liberais refugiados em Paris. Intermitentemente, ao longo da centúria de Oitocentos, surgem referências mais ou menos difusas à existência da Carbonária, nas décadas de quarenta e de cinquenta, tendo como centro irradiador a cidade de Coimbra.
Procuramos, neste livro, estudar, com as limitações já referidas, duas organizações carbonárias, ambas fundadas nos finais do século XIX, e que tiveram um papel determinante na preparação do advento da República: a Carbonária Portuguesa e a Carbonária Lusitana.
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Cartas de El-Rei D. Carlos a João Franco
João Franco
Lisboa, 1924
El-Rei D. Carlos recebera uma educação primorosa. Com uma instrução geral que o não deixava encontrar hóspede em qualquer assunto de conversação; conhecedor e possuidor das línguas, especialmente do francês e do inglês, por forma que delas se servia como da sua própria (e já o imperador Carlos V dizia que um homem que fala três línguas vale por três homens) dado ao gosto e cultura das Belas-Artes, em uma das quais, a pintura, foi distintíssimo; habituado aos sports e, como atirador, excepcionalmente forte – reunia a tudo isso ser o homem mais bem criado do seu pais, dotado de humor sempre igual, sem descair nunca na vulgaridade, nem deixar perceber de si, em qualquer circunstancia, sinal de contrariedade, despeito ou irritação.
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