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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sempre Galiza! - Gala homenaxe (2007) a Zeca Afonso - 5

coordenação de Pedro Godinho

Ainda do concerto de homenagem ao Zeca, em Pontevedra em Abril de 2007, ouçam

João Afonso: Utopia; 


João Afonso, Uxia Senlle e Júlio Pereira: Entre Sodoma e Gomorra


e o belo solo de 
Uxia: Verdes são os campos.





domingo, 5 de setembro de 2010

Portugueses do Norte e Galegos do Sul - a propósito de uma entrevista com Dulce Pontes

Dias atrás, aporesentámos aqui um magnífico dueto entre Uxia Senlle e Dulce Pontes. Numa entrevista televisiva, concedida à RTP-2 há quase quatro anos, Dulce disse ser «galega do sul». Ouçamos um excerto dessa entrevista.



E repetimos o dueto de Dulce Pontes com Uxia Senlle - duas vozes maravilhosas interpretando "A Rula":

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Canta Galiza!

Hoje apresentamos três lindíssimas canções galegas. Começamos com Cristina Fernandez, uma uruguaia de origem galega, cantando "O galego na escola", uma canção de crítica bem-humorada, mas certeira, à repressão feita à língua e à cultura galegas.

Segue-se "Galiza - uma terra, um povo, uma fala", pelo grupo Perdizadm:



Finalmente, apresentamos uma parte do Concerto de Uxia Senlhe na Sala Zitarrosa de Montevideu, Uruguai. Como convidada especial a cantora uruguaia, de origem galega, Crsitina Fernandez ~



Em breve, prosseguiremos com "Canta Galiza!".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um tandem alucinante no Terreiro da Lusofonia - Luís de Camões, José Afonso e Uxia Senlle



Já aqui apresentámos antes esta canção interpretada pela grande cantora galega Uxía Senlle. Mais uma vez, Camões, Zeca e Uxia unidos para nos oferecer "Verdes são os campos".

Verdes são os campos,

De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,

De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Galego - português – idioma universal (poucas palavras e quatro vídeos)



Começámos com palavras de Caetano Veloso num concerto em Santiago de Compostela, em 21 de Julho de 2008 na Praça Quintana dos Mortos. Confirmando a afirmação do grande cantautor brasileiro, Elias Torres, Professor Titular da Universidade de Santiago de Compostela e presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, numa entrevista ao Portal Galego da Língua – http://www.pglingua.org/ – usava como metáfora uma situação de um conto de Álvaro Cunqueiro: «a Galiza está sentada sobre um tesouro e nom o sabe». Esse tesouro a que o Professor se refere é, obviamente. a língua galego-portuguesa, um idioma falado por cerca de 240 milhões de pessoas, ultrapassando línguas de grande prestígio, como o francês, o alemão e o italiano. A nossa língua comum é a terceira mais falada nos continentes africano e europeu e, segundo projecções baseadas na evolução demográfica dos oito Estados e nove nações (com a Galiza) que têm o idioma como língua oficial, deverão totalizar 350 milhões de habitantes em 2050.

Como Elias Torres salienta e podereis escutar no vídeo abaixo, a Galiza, não tendo contenciosos históricos nem com Portugal nem com nenhum dos outros países integrantes do espaço lusófono, poderá constituir um «magnífico ponto de encontro». Ademais, acrescentamos nós, a Galiza é o berço do idioma, embora tenha sido no Sul, em Portugal, que ele se tornou autónomo da matriz neolatina e, furtando-se à aculturação castelhana, se transformou na língua universal que hoje é - com Fernão Lopes, com Gil Vicente, Camões, António Vieira...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A cultura galega e o universo da lusofonia



No vídeo podemos ouvir um trecho de uma canção popular açoriana, que Adriano Correia de Oliveira tornou famosa, cantada pela lisboeta Raquel Tavares e pela galega, de Mós, Uxía Senlle – “Morte que mataste Lira”. Um belo mosaico lusófono. O espectáculo “Cantos da Maré”, onde este vídeo foi gravado, realizou-se em 19 de Dezembro de 2009 em Pontevedra. Uxía Senlle é uma cantora galega que mantém uma estreita relação com a cultura portuguesa. Numa entrevista dada ao «Portal Galego da Língua» -PORTAL GALEGO DA LÍNGUA ( http://www.pglingua.org )da AGAL - Associaçom Galega da Língua - produziu afirmações que testemunham uma profunda convicção na unidade entre as duas vertentes da língua. Salientam-se alguns aspectos relevantes dessa entrevista.

«É um grave erro estratégico não afirmar que galego e português são a mesma língua», disse Uxía que contou como nasceu o projecto “Cantos na Maré”: «Nasceu há seis anos. Sempre tivemos o sonho de organizar na Galiza, de sermos os anfitriões dos países da lusofonia, de trazê-los à nossa terra com todas as suas músicas. Pontevedra abriu-nos as portas à primeira edição».

«O que fazíamos era uma experiência, pois não sabíamos como ia sair, mas nessa primeira edição produziu uma conexão enorme entre o público e os que estávamos no palco. Achávamo-nos ante uma realidade tão certa e segura que tínhamos que continuar a avançar por esse caminho».

«Hoje a Galiza e a sua música está presente no Brasil, agora nasceu “Cantos na Maré” em rede, que é a possibilidade real de pensarmos num mercado da Lusofonia onde os agentes culturais estejam presentes. “Cantos na Maré” tem o sucesso da vontade e da paixão que pomos nas coisas. “Cantos na Maré” tem que ser itinerante, é um encontro de músicas e músicos galegos, mas não é só isso, é algo mais».

Falando depois na receptividade do projecto em Portugal, referiu que detecta no nosso país uma desconfiança a respeito da Galiza e dos galegos, supondo-se que os projectos de que Uxía falava fizesse parte de uma manobra de Espanha para absorver Portugal. «Em Portugal ainda não se entende bem qual é a situação da Galiza, e as relações que temos com Espanha. Mas estamos num momento excepcional das nossas relações e temos que avançar por aí».

E termina chamando a atenção para o número de falantes do português: «É um grave erro estratégico não afirmar que galego e português são a mesma língua. Há que fazer que vejamos as televisões portuguesas na Galiza para já. Temos a sorte de termos uma língua internacional com todas as vantagens das culturas internacionais com milhões de falantes e temos que aproveitá-lo, eu não entendo o erro dos políticos, o erro histórico de que essa nossa realidade linguística se agache, parece-me um erro gravíssimo. Na medida em que nos afirmemos pertencentes à lusofonia formaremos parte dum mundo vasto e riquíssimo no âmbito cultural, temos uma cultura tão rica e da qual somos o berço. Não podemos deixar que no-la apaguem».

«Esse medo que há em certos sectores de reconhecer que a Galiza tem a mesma língua que Portugal e agir na política cultural e linguística consequentemente na União Europeia não deveria fazer sentido, pois as vantagens desse facto não são só para nós, são para todos».

Estes sectores de que Uxía fala, referindo-se talvez mais às entidades políticas e culturais da Galiza, existem também aqui em Portugal onde parece haver um atávico receio de desagradar a Madrid. Recusar esta ponte de fraterna unidade cultural que galegos como Uxía nos estão estendendo, seria uma estupidez.

Estrolabio afirma a disposição de dar o seu modesto contributo para essa unidade. Estamos abertos à colaboração dos irmãos galegos.