Luis Moreira
Importante Encontro REFORMAS EDUCATIVAS DE SUCESSO dedicado à Avaliação de Escolas e Alunos.
Participação especial de ERIC HANUSHEK, reputado especialista internacional da Universidade de Standford.
Comentários de Carlos Pinto Ferreira (Director do GEPE) e Paulo Trigo Pereira (ISEG).
Com a presença do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
Anote na sua agenda: 6 de Janeiro (manhã)
Votos de Boas Festas da Equipa FLE.
Como se vê até há reputados especialistas internacionais sobre "As Reformas Educativas de Sucesso" é, pois, dificil de perceber que a avaliação das escolas e dos respectivos professores seja impossível, ou que não tenha credibilidade como defendem os sindicatos do sector e a corporação dos professores. Porque como tambem se lê e está muito explícito estas reformas referem-se à avaliação de escolas e alunos.
Ora, não é possível avaliar escolas sem se avaliar o resultado do trabalho dos professores, e não é possível avaliar os professores sem se saber quais são os objectivos que a escola se propõe atingir, o que por sua vez obriga a fixar metas e objectivos para cada professor. Depois, é mensurar, e pagar conforme o mérito e progredir na carreira conforme os resultados e, não, como acontece agora, esperar sentado que os anos passem para atingir o topo da carreira.
Após dez anos de rankings das escolas com os resultados que se conhecem, muitos dos professores se insurgiram contra o sistema utilizado que, evidentemente, não é perfeito mas que pode ser aperfeiçoado. Aliás, a comparação e análise das escolas que se classificam sistematicamente nos primeiros lugares, é uma prova irrefutável que se trata de boas escolas, embora possam existir escolas onde se trabalhe bem e não se consigam obter resultados, o que é, só por si, uma informação extraordinária e que devia obrigar o ME a dirigir para essas escolas a sua atenção, em vez de andar a fazer circulares a toda a hora.
Uma escola e os seus profissionais podem e devem ser avaliados como qualquer outra organização de prestação de serviços, observando as características próprias do sector e a sua actividade específica. Ao contrário, o que não se percebe é como pode funcionar uma organização se não souber para onde vai e que resultados deseja atingir. Quem dirigiu organizações conhece bem como isto se faz, e como é possível apoiar os bons profissionais, remunerando de acordo com os objectivos negociados.
Quem não quer avaliação, medição do mérito, ser pago segundo os objectivos negociados, progredir na carreira segundo as metas, são os que esperam continuar a não dar satisfações a ninguem sobre o seu trabalho. Isso sim é que é impossível!
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Semana do Ensino - não ao monopólio da escola estatal
Luis Moreira
O professor universitário Mário Pinto, no Publico , e sob o título " Pro-choice sim; pro-choice não" vem mostrar como o governo por razões meramente ideológicas ataca a escola privada contratualizada.
Leis e disposições legais que estão há 30 anos ao serviço da Liberdade de ensino e que foram aprovadas por todos os partidos na Assembleia da República, com excepção do PCP, alguns delas por iniciativa de governos de Mário Soares,estão hoje a ser propostos para serem derrogadas pelo governo.
Designadamente, o chamado Estatuto do Ensino Privado e Cooperativo e a lei da Gratuitidade do Ensino Obrigatório .O governo quer introduzir imprevisibilidade na relação como bem afirmou o Presidente da Republica, mas bem mais certo é tratar-se de arbitrariedade. Aliás, Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até às escolas públicas como devia.
O professor universitário Mário Pinto, no Publico , e sob o título " Pro-choice sim; pro-choice não" vem mostrar como o governo por razões meramente ideológicas ataca a escola privada contratualizada.
Leis e disposições legais que estão há 30 anos ao serviço da Liberdade de ensino e que foram aprovadas por todos os partidos na Assembleia da República, com excepção do PCP, alguns delas por iniciativa de governos de Mário Soares,estão hoje a ser propostos para serem derrogadas pelo governo.
Designadamente, o chamado Estatuto do Ensino Privado e Cooperativo e a lei da Gratuitidade do Ensino Obrigatório .O governo quer introduzir imprevisibilidade na relação como bem afirmou o Presidente da Republica, mas bem mais certo é tratar-se de arbitrariedade. Aliás, Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até às escolas públicas como devia.
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Liberdade da Educação
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ensino: A escola é boa ou é má? Eis a questão.
Luis Moreira
O Governo cortou em 30% o orçamento das escolas privadas com contrato e apenas 11% nas escolas estatais. Quem defende a escola privada diz que o custo por aluno é muito mais baixo que o aluno da escola estatal. Hoje o prof Santiago Carrilho vem dizer que não é assim, o custo por aluno da escola estatal é mais baixo.A verdade é que em Portugal ninguém acredita em ninguém e as contas são o que são. Dão para tudo, o ME dá um valor, os sindicatos outro e as instituições que tẽm o dever de informar a população, dão o valor segundo o pedido .
A primeira questão que temos é saber se estamos a falar de custos directos (os da escola) ou custos totais. Se forem custos directos é fácil saber, basta ter acesso aos contratos entre a escola privada e o estado, pois o financiamento é feito por aluno e por ano. Se são custos totais ( directos mais os da estrutura - ministério e Direcções Regionais) não vejo como é que os custos por aluno podem ser favoráveis à escola estatal. A escola privada não precisa das Direcções Regionais para nada, são autónomas, respondem segundo as metas e os objectivos dos contratos que assina.
O Governo cortou em 30% o orçamento das escolas privadas com contrato e apenas 11% nas escolas estatais. Quem defende a escola privada diz que o custo por aluno é muito mais baixo que o aluno da escola estatal. Hoje o prof Santiago Carrilho vem dizer que não é assim, o custo por aluno da escola estatal é mais baixo.A verdade é que em Portugal ninguém acredita em ninguém e as contas são o que são. Dão para tudo, o ME dá um valor, os sindicatos outro e as instituições que tẽm o dever de informar a população, dão o valor segundo o pedido .
A primeira questão que temos é saber se estamos a falar de custos directos (os da escola) ou custos totais. Se forem custos directos é fácil saber, basta ter acesso aos contratos entre a escola privada e o estado, pois o financiamento é feito por aluno e por ano. Se são custos totais ( directos mais os da estrutura - ministério e Direcções Regionais) não vejo como é que os custos por aluno podem ser favoráveis à escola estatal. A escola privada não precisa das Direcções Regionais para nada, são autónomas, respondem segundo as metas e os objectivos dos contratos que assina.
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domingo, 21 de novembro de 2010
De professores para professor
Luis Moreira
A finalidade de quem pensa assim, e é professor, é fechar as escolas com melhores resultados no país, lançar no desemprego milhares de professores e impedir o direito à livre escolha pelos pais consagrado na Constituição. Seria triste se não fosse um delírio.
.
Com os agradecimentos devidos retirei do Educação SA o texto a seguir.É a resposta de professores a um texto de um professor que revela uma ignorância total quanto aos vários conceitos de escola,de despesa,de custo, de lucro . Confunde escola estatal com pública (a escola pública é constituída pela estatal e pela privada paga pelo Estado); confunde subsidio ao aluno com subsidio à escola; tropeça no orçamento; faz de conta que não sabe que o custo por aluno na privada é muito menor que no público; não percebe que o "custo fixo" só existe na escola estatal, na privada há gestão de horários e os vencimentos podem crescer ou descer conforme o horário efectivo; enfim, uma ignorância total.
Educação S.A.
"A nossa pedagogia consiste em sobrecarregar as crianças com respostas, sem que elas tenham colocado questões, e às perguntas que fazem não se presta atenção. Respostas sem Perguntas, Perguntas sem Respostas". Karl R. Popper
Domingo, Novembro 14, 2010.
Dois traques em três dias. O primeiro fedentinoso e tipo metralha foi aventado em 10/11
Oiçam estes assobios:
- as escolas, públicas ou privadas, têm como principal custo fixo as despesas de pessoal. Ora estas são semelhantes no público e no privado.
Não são não. Os custos com o pessoal são muito inferiores no privado.
- no privado há ainda uma despesa a não desprezar: o lucro.
O "Lucro" não é nem nunca foi uma "despesa", João, o "lucro" é "lucro".
- as escolas privadas não prestam contas financeiras ao estado: recebem x por aluno.
Então, receber x por aluno não é prestar contas ao Estado? Claro que é. Aliás, é a forma mais límpida de se prestar contas ao Estado. A menos que o João defenda que devam ser os maravilhosos projectos que se desenvolvem nas escolas e a existência de muitos cursos profissionais com 5 alunos cada, em média, a justificar os montantes a investir pelo estado nas Escolas.
- as escolas públicas prestam contas ao estado: têm um orçamento, estão limitadas na sua acção por ele, e seus directores são avaliados e sujeitos a procedimento disciplinar caso se excedam nas despesas.
As escolas públicas prestam contas ao Estado ou é o Estado que trata das contas das escolas públicas?
As escolas públicas têm um orçamento ou é o orçamento do Estado que paga o seu funcionamento?
alguém conhece um caso, só um, de um director que tenha sido sujeito a procedimento disciplinar por exceder as despesas? Vá lá, unzinho?
Depois, no segundo traque, o Joãzinho aventa mais alguns disparates:
Está contra o financiamento das escolas privadas. Não compreende como pode um Estado laico financiar escolas religiosas, por exemplo. E, como não sabe népia sobre o assunto, acredita em tudo o que lhe sopram. Até acredita que o custo de cada aluno no ensino privado é superior ao custo por aluno no público, como diz este moço de recados.
Vamos lá ver, João, se aclaramos as suas ideiazinhas sobre o assunto:
1 - O João não pode aventar que as escolas privadas recebem do Estado "x por aluno" e depois, noutro avento, vir dizer que está contra o financiamento das escolas privadas. Afinal, o Estado financia os alunos (com x por cada um) ou financia as escolas privadas? Em que ficamos João?
2 - O custo por aluno nas escolas privadas é muito inferior ao custo por aluno nas escolas públicas. Digo-lhe mais: o custo por aluno nas escolas públicas do ensino preparatório e secundário (mais de 5.000 euros) é cerca de 2.000 euros mais elevado do que o custo por aluno nas escolas privadas. E, por favor, não me peça para comprovar. Peça antes ao seu Estado que mostre os números daquilo que todos nós pagamos com a educação dos jovens.
3 - O Estado, nos termos constitucionais, não tem por obrigação financiar as escolas privadas. Nem as públicas. O que o Estado tem por obrigação constitucional é assegurar que todos os jovens têm direito ao ensino obrigatório e, outra obrigação, cooperar com as famílias na sua educação.
Quer o ensino e a educação sejam de carácter religioso, militar ... ou ideológico (como a que o Estado presta nas escolas públicas), cumpre ao Estado financiar o ensino obrigatório dos jovens portugueses e cooperar com as famílias na educação que as famílias lhes quiserem dar, obviamente.
Reitor
Felizmente que as verdades oficiais, ao fim de dezenas de anos, começam a cair de pôdre e, como é evidente, há muito professor a quem não interessa o ensino para nada ( são razões ideológicas que os movem, senão mesmo partidárias). Não sabem nada sobre a política de ensino, nada de gestão das escolas, falta saber se sabem alguma coisa da matéria que atiram sobre os alunos. Como é que um professor confunde "despesa" com "lucro" ? Saberá ele que há despesas que não são custos? Como se pode estar contra o ensino privado? Medo das comparações?
É, claro, que o aluno da escola privada tem os mesmos direitos que o aluno que frequenta o ensino estatal, é mesmo bem mais barato para o estado e obtem muito melhores resultados, acresce que esta sanha contra o ensino privado tem em vista mandar para o desemprego milhares de professores que ensinam na escola privada e, de seguida, não permitir que as comparações mostrem a evidência que o ensino privado obtem melhores resultados que o estatal.
A solução, para estes pândegos, seria uma espécie de Coreia do Norte,onde podes escolher desde que seja a que te indicamos.É muito má? É, mas não importa, é estatal! E, como corolário, ficavam as escolas todas sob a bota cardada do estado e dos sindicatos.
São assim as corporações que abocanham o Estado, têm um único argumento, são muitos, fazem muito barulho.
A finalidade de quem pensa assim, e é professor, é fechar as escolas com melhores resultados no país, lançar no desemprego milhares de professores e impedir o direito à livre escolha pelos pais consagrado na Constituição. Seria triste se não fosse um delírio.
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Com os agradecimentos devidos retirei do Educação SA o texto a seguir.É a resposta de professores a um texto de um professor que revela uma ignorância total quanto aos vários conceitos de escola,de despesa,de custo, de lucro . Confunde escola estatal com pública (a escola pública é constituída pela estatal e pela privada paga pelo Estado); confunde subsidio ao aluno com subsidio à escola; tropeça no orçamento; faz de conta que não sabe que o custo por aluno na privada é muito menor que no público; não percebe que o "custo fixo" só existe na escola estatal, na privada há gestão de horários e os vencimentos podem crescer ou descer conforme o horário efectivo; enfim, uma ignorância total.
Educação S.A.
"A nossa pedagogia consiste em sobrecarregar as crianças com respostas, sem que elas tenham colocado questões, e às perguntas que fazem não se presta atenção. Respostas sem Perguntas, Perguntas sem Respostas". Karl R. Popper
Domingo, Novembro 14, 2010.
Dois traques em três dias. O primeiro fedentinoso e tipo metralha foi aventado em 10/11
Oiçam estes assobios:
- as escolas, públicas ou privadas, têm como principal custo fixo as despesas de pessoal. Ora estas são semelhantes no público e no privado.
Não são não. Os custos com o pessoal são muito inferiores no privado.
- no privado há ainda uma despesa a não desprezar: o lucro.
O "Lucro" não é nem nunca foi uma "despesa", João, o "lucro" é "lucro".
- as escolas privadas não prestam contas financeiras ao estado: recebem x por aluno.
Então, receber x por aluno não é prestar contas ao Estado? Claro que é. Aliás, é a forma mais límpida de se prestar contas ao Estado. A menos que o João defenda que devam ser os maravilhosos projectos que se desenvolvem nas escolas e a existência de muitos cursos profissionais com 5 alunos cada, em média, a justificar os montantes a investir pelo estado nas Escolas.
- as escolas públicas prestam contas ao estado: têm um orçamento, estão limitadas na sua acção por ele, e seus directores são avaliados e sujeitos a procedimento disciplinar caso se excedam nas despesas.
As escolas públicas prestam contas ao Estado ou é o Estado que trata das contas das escolas públicas?
As escolas públicas têm um orçamento ou é o orçamento do Estado que paga o seu funcionamento?
alguém conhece um caso, só um, de um director que tenha sido sujeito a procedimento disciplinar por exceder as despesas? Vá lá, unzinho?
Depois, no segundo traque, o Joãzinho aventa mais alguns disparates:
Está contra o financiamento das escolas privadas. Não compreende como pode um Estado laico financiar escolas religiosas, por exemplo. E, como não sabe népia sobre o assunto, acredita em tudo o que lhe sopram. Até acredita que o custo de cada aluno no ensino privado é superior ao custo por aluno no público, como diz este moço de recados.
Vamos lá ver, João, se aclaramos as suas ideiazinhas sobre o assunto:
1 - O João não pode aventar que as escolas privadas recebem do Estado "x por aluno" e depois, noutro avento, vir dizer que está contra o financiamento das escolas privadas. Afinal, o Estado financia os alunos (com x por cada um) ou financia as escolas privadas? Em que ficamos João?
2 - O custo por aluno nas escolas privadas é muito inferior ao custo por aluno nas escolas públicas. Digo-lhe mais: o custo por aluno nas escolas públicas do ensino preparatório e secundário (mais de 5.000 euros) é cerca de 2.000 euros mais elevado do que o custo por aluno nas escolas privadas. E, por favor, não me peça para comprovar. Peça antes ao seu Estado que mostre os números daquilo que todos nós pagamos com a educação dos jovens.
3 - O Estado, nos termos constitucionais, não tem por obrigação financiar as escolas privadas. Nem as públicas. O que o Estado tem por obrigação constitucional é assegurar que todos os jovens têm direito ao ensino obrigatório e, outra obrigação, cooperar com as famílias na sua educação.
Quer o ensino e a educação sejam de carácter religioso, militar ... ou ideológico (como a que o Estado presta nas escolas públicas), cumpre ao Estado financiar o ensino obrigatório dos jovens portugueses e cooperar com as famílias na educação que as famílias lhes quiserem dar, obviamente.
Reitor
Felizmente que as verdades oficiais, ao fim de dezenas de anos, começam a cair de pôdre e, como é evidente, há muito professor a quem não interessa o ensino para nada ( são razões ideológicas que os movem, senão mesmo partidárias). Não sabem nada sobre a política de ensino, nada de gestão das escolas, falta saber se sabem alguma coisa da matéria que atiram sobre os alunos. Como é que um professor confunde "despesa" com "lucro" ? Saberá ele que há despesas que não são custos? Como se pode estar contra o ensino privado? Medo das comparações?
É, claro, que o aluno da escola privada tem os mesmos direitos que o aluno que frequenta o ensino estatal, é mesmo bem mais barato para o estado e obtem muito melhores resultados, acresce que esta sanha contra o ensino privado tem em vista mandar para o desemprego milhares de professores que ensinam na escola privada e, de seguida, não permitir que as comparações mostrem a evidência que o ensino privado obtem melhores resultados que o estatal.
A solução, para estes pândegos, seria uma espécie de Coreia do Norte,onde podes escolher desde que seja a que te indicamos.É muito má? É, mas não importa, é estatal! E, como corolário, ficavam as escolas todas sob a bota cardada do estado e dos sindicatos.
São assim as corporações que abocanham o Estado, têm um único argumento, são muitos, fazem muito barulho.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Lançamento do livro «Escolha da Escola - Descobertas e Conclusões». hoje às 18 horas
Como temos informado, realiza-se hoje, 18 de Novembro, pelas
18:00, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, Rua Jau, 1349-002 Lisboa, o lançamento do livro Escolha da Escola - Descobertas e Conclusões, de Herbert J. Walberg. O autor estará presente. Todos os olaboradores e leitores do Estrolabio estão convidados.
O livro é editado pelo
FÓRUM PARA A LIBERDADE DE EDUCAÇÃO (FLE)
Rua Dr. José Joaquim d’Almeida, 819 2775-595 Carcavelos Portugal tm 91 706 69 78 e-mail secretariado@fle.pt http://www.fle.pt/
Ainda hoje, apresentaremos uma sinopse desta obra.
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domingo, 14 de novembro de 2010
Professores - abandone-se esta lógica tão centralizadora do ensino
Luís Moreira
Diz Paula Romão, Directora da Escola Secundária do Castelo da Maia, doutorando em Ciências da Educação que apela à melhoria na qualidade do ensino e dos resultados dos alunos. (Público de 7/11)
Mais um professor que sentiu a necessidade de se fazer ouvir, como tantos outros que aqui tenho trazido, pugna pela autonomia das escolas, reivindicando uma maior responsabilidade pelos resultados, pedindo margem de manobra para tomar decisões em tempo útil, apelando a uma maior confiança nas lideranças para que possam prestar contas do desempenho da sua escola, dando-lhes instrumentos para que possam fazer a diferença.
Mesmo os constrangimentos financeiros que levam o governo a centralizar nos grandes agrupamentos, teriam melhor resposta na rentabilização dos meios humanos e materiais pela escola. Afinal a mesma lógica que leva países bem mais capazes do que o nosso a apostar nas "Free schools", com melhores resultados e poupança em estruturas intermédias.
Paula Romão fala também nos rankings das escolas, sublinhando o seu carácter erróneo em que faltam diversos e importantes factores que podem diferenciar as escolas. Há factores preditores do sucesso dos alunos como sejam o nível socioeconómico das famílias o esforço e a motivação dos alunos, o seu histórico, o sistema educativo, o fenómeno das explicações...estimando-se que só 25% é da responsabilidade da escola.
Já aqui trouxemos, repetidamente, esta questão, e a nossa Eva Cruz, professora reformada, em texto de grande abertura e clarividência avançou com um factor da maior importância que é o sermos capazes de saber, sem dúvidas, o que esperamos da escola.
Claro que, burocratas do ministério e do sindicato não estão interessados na autonomia das escolas, interessa-lhes esta centralização para poderem continuar com as suas guerras que nada têm a ver com a qualidade das escolas, nunca ninguém lhes ouviu apoiar a autonomia e a responsabilização da escola.
Diz Paula Romão, Directora da Escola Secundária do Castelo da Maia, doutorando em Ciências da Educação que apela à melhoria na qualidade do ensino e dos resultados dos alunos. (Público de 7/11)
Mais um professor que sentiu a necessidade de se fazer ouvir, como tantos outros que aqui tenho trazido, pugna pela autonomia das escolas, reivindicando uma maior responsabilidade pelos resultados, pedindo margem de manobra para tomar decisões em tempo útil, apelando a uma maior confiança nas lideranças para que possam prestar contas do desempenho da sua escola, dando-lhes instrumentos para que possam fazer a diferença.
Mesmo os constrangimentos financeiros que levam o governo a centralizar nos grandes agrupamentos, teriam melhor resposta na rentabilização dos meios humanos e materiais pela escola. Afinal a mesma lógica que leva países bem mais capazes do que o nosso a apostar nas "Free schools", com melhores resultados e poupança em estruturas intermédias.
Paula Romão fala também nos rankings das escolas, sublinhando o seu carácter erróneo em que faltam diversos e importantes factores que podem diferenciar as escolas. Há factores preditores do sucesso dos alunos como sejam o nível socioeconómico das famílias o esforço e a motivação dos alunos, o seu histórico, o sistema educativo, o fenómeno das explicações...estimando-se que só 25% é da responsabilidade da escola.
Já aqui trouxemos, repetidamente, esta questão, e a nossa Eva Cruz, professora reformada, em texto de grande abertura e clarividência avançou com um factor da maior importância que é o sermos capazes de saber, sem dúvidas, o que esperamos da escola.
Claro que, burocratas do ministério e do sindicato não estão interessados na autonomia das escolas, interessa-lhes esta centralização para poderem continuar com as suas guerras que nada têm a ver com a qualidade das escolas, nunca ninguém lhes ouviu apoiar a autonomia e a responsabilização da escola.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O FLE - Fórum para a Liberdade de Educação tem o prazer de convidar V. Exa. para o 8º Encontro FLE, dedicado ao tema "A ESCOLHA DA ESCOLA, Verdade ou Consequência", com a presença de Herbert J. Walberg, Manuela Melo, Pedro Duarte e Álvaro Almeida dos Santos. Entrada gratuita, limitada aos lugares disponíveis Confirmar inscrição até 15 de Novembro para secretariado@fle.pt FLE - Fórum para a Liberdade de EducaçãoAos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos |
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A Urgência da Autonomia Curricular
Cortes orçamentais justificam o fim das disciplinas de Área de Projecto e Estudo Acompanhado. Ambas, foram introduzidas no currículo obrigatório, como disciplinas de favorecimento da igualdade de oportunidades. AP, a bandeira contra a escola tradicional, uma disciplina inovadora que permitiria trabalhar em transversalidade as várias disciplinas, um espaço para ensinar os alunos a pensar e a fazer, cultivando o empreendedorismo, a criatividade e o relacionamento social. EA, espaços de apoio aos alunos com maiores dificuldades, um espaço para se ensinar a estudar e de auto-conhecimento, de consolidação de conhecimentos e prevenir dificuldades. Tal, como terminam abruptamente, a eito, nasceram de uma imposição central, cega, para todas as escolas de Portugal. É certo, que houve casos em que estas disciplinas pouco acrescentaram aos projectos educativos das escolas. Mas, muitas escolas, aproveitaram a oportunidade duma disciplina com total autonomia, sem sujeição aos manuais impostos para fazerem obra espectacular, fora da sala de aula! Desenvolvem-se projectos de escola valiosíssimos e que permitiram a alguns alunos fazer descoberta em diversas áreas, quer pedagógicas, quer social. A sociedade civil, também, se mobilizou e surgem diversas entidades como a Junior Achievment, a EPIS, o projecto Educação para a Cidadania, O Porto de Futuro apenas para citar alguns de apoio às escolas mais carenciadas. Projectos que dinamizaram a relação de pertença à escola tanto com os alunos como com os pais. Volvidos poucos dias sobre o anúncio do fim destas disciplinas, recebemos a notícia de que os guiões pedagógicos sobre educação financeira estão prontos para serem distribuídos aos professores do ensino básico, que receberão formação profissional para esta nova disciplina, provavelmente, de carácter obrigatório para todos. Educação financeira para o básico, fará sentido no ensino básico e para todas as escolas? Expliquem-nos em que circunstâncias estas disciplinas trazem valor para a aprendizagem dos alunos? Em que casos devem ser ensinadas na escola? Porque será que as escolas não têm autonomia para decidir que disciplinas integram o seu projecto educativo? Porque se retira aos pais a liberdade de escolherem entre a escola que tem área de projecto, estudo acompanhado, educação financeira, ou que opta por ter mais literatura, mais matemática, filosofia, religião ou artes? Nunca como agora o debate sério sobre da Escolha da Escola foi tão fundamental! O ME administra as “suas” escolas estatais, aparentemente, sem coerência, impondo às cegas e cortando a eito em todo o universo escolar, seguindo um modelo único e burocratizado. Empobrece a oferta educativa, a diversidade curricular entre as escolas e reduz a sua autonomia. Aos pais portugueses, asfixiados com as dificuldades económicas, o direito de escolha em Portugal resume-se à escolha entre duas escolas estatais semelhantes. Os mais desfavorecidos estão cada vez mais fracos, a injustiça social agrava-se em Portugal. A escolha da escola requer urgentemente uma análise empírica, liberta de demagogias. |
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Os tão badalados rankings
Eva Cruz
Refiro-me a um artigo que publiquei há vários anos no Jornal, A Página da Educação.
Infelizmente o artigo mantém a atualidade. Os leitores serão diferentes, e por isso o reescrevo quase na íntegra com ligeiras alterações. Se mais não for, as alterações a que me vejo obrigada para seguir o acordo ortográfico. Não sou contra inovações, mas esta não me entra na cabeça.
Há já muito tempo que perdi a vontade de comentar factos. O sonho que alimentava o espírito combativo foi perdendo penas das asas e tende a quedar-se num conformismo amargo mas legítimo. Sinto que é pregar no deserto e, embora não vencida, desisti de tentar convencer. Às vezes, porém, o compromisso que se assume com a vida é tal, que a voz se solta e antes que dê comigo a falar sozinha, escrevo.
Fui professora de mais de um milhar de alunos e vivi por dentro todas as reformas do Ensino. Apesar de aposentada há já uns anos, vivo ainda os problemas da Educação e sinto-me suficientemente lúcida para os analisar.
Avaliar escolas por resultados numéricos de exames é contrariar todo o espírito que preside à filosofia da Lei de Bases do Sistema Educativo e às reformas que mais ou menos nela assentaram. O mínimo que se pode dizer é que o resultado é enganoso ou falacioso.
Considero, inquestionavelmente, que os bons resultados académicos são importantes.
Sempre valorizei a exigência científica, não me deixam mentir os meus alunos e os professores que formei. Só que esses resultados são números que reflectem realidades merecedoras de análise à luz de muitos fatores, especialmente fatores sócio-económicos dos alunos. Com isto não quero negar o valor dos bons alunos, dos que obtêm bons resultados à custa do seu trabalho, das suas capacidades intelectuais e do empenho do seu professor. Há, no entanto, alunos que, sem ajudas paralelas à escola, e de meios desfavorecidos, conseguem o que outros não conseguem. São casos raros.
O que pretendo perguntar é onde está avaliado o papel da Escola nas competências humanas e humanizantes, o resultado do papel essencial da Educação. A Escola ensina, mas acima de tudo educa. E a Escola é o meio privilegiado para educar para a vida.
A Escola nova assenta em conceitos bem definidos de Educação e Formação. Implica, por isso, critérios novos, outras metodologias e estratégias, outra ordem de meios e recursos, porque os seus objetivos são diferentes. Acima de tudo propõe-se construir um novo projeto de vida. Por isso a Escola não pode estar desligada do homem e da sua vida em relação.
Durante décadas, o Ensino-Aprendizagem foi enformado de uma filosofia positivista, servida por modelos de investigação quantitativa e aplicação selectiva, catalisadores de diferenças e geradores de desigualdades e insucessos. Tocada por uma visão humanista, a Escola repensou o seu papel, apercebendo-se do valor das diferenças e foi levada à valorização de ações e interações. Daí nasceu uma Escola dinâmica, baseada na promoção da pessoa humana. Mas hoje tal não passa de “words mere words”, como diria Shakespeare. E a prova são os critérios que levam aos tão badalados rankings.
O fenómeno da marginalização e da exclusão atinge-nos a todos e por isso há que o encarar de frente e com grande lucidez. Há ainda no mundo quem pense que é possível desmontar e atacar as causas do fenómeno. Há escolas e professores que fazem um trabalho ciclópico para conquistar e integrar aqueles que, por razões diversas, não são os culpados do seu próprio insucesso. São muitas vezes essas escolas e os seus professores que se situam nos últimos lugares dos tais rankings.
Apesar de ter pertencido a uma escola situada nos primeiros lugares do ranking, congratulo-me, não acriticamente, e solidarizo-me com todos aqueles que, no silêncio e fora do palco, continuam a trabalhar alimentados pelo sonho e pela utopia.
(ilustrção de Adão Cruz)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Professores - a coragem de um professor
Luis Moreira
Filinto Lima, Director do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, Vila Nova de Gaia, em texto publicado no Público, aborda dois assuntos de muita importância.
"Nestes últimos dez anos, surge nos orgãos da comunicação social...o denominado ranking das escolas secundárias...em que o único parâmetro para delinear uma duvidosa e malfadada tabela classificativa é apenas e tão-só a classificação obtida pelos alunos..."
" O resultado é tremendamente falacioso, injusto e cientificamente inexplicável...se pretendem fazer um trabalho sério e proveitoso, devem ter em conta entre outros factores, o efeito da escola sobre os alunos...o número de alunos e seus percursos escolares, o nível socioeconomico dos pais e da região onde a escola se insere e o efeito das explicações."
E, conclui, que se as escolas que se classificam em primeiro lugar tivessem as condições das que ficam em último, seria duvidoso que a classicação se mantivesse inalterada.
Creio que tem toda a razão, mas também é verdade que, as escolas que nestes dez anos obtêm, sistematicamente, lugares cimeiros são, de certeza, boas escolas. A comparação de resultados das classificações, dá mais informação que as posições só por si. É preciso aperfeiçoar o ranking, não enterrá-lo.
Lembro que já este ano, soubemos que uma escola em Lamego e outra em Viseu, tiveram alunos excepcionais, com notas superiores a 19 valores e, não é crível, que tenha sido por acaso . Essas escolas são, tambem elas, excepcionais .
A outra questão que analisa é a autonomia das escolas:" Quando o ME conceder efectiva autonomia às escolas que passe, entre outras necessidades, pela contratação dos seus docentes e pela flexibilização do currículo, quando deixar de legislar por tudo e por nada...e der sinais efectivos de terminar com o imenso trabalho burocrático com que todos os dias os professores se confrontam nas escolas, começarão a ser dados passos firmes para o sucesso escolar, apesar da escola pública não escolher os melhores alunos"
Estou completamente de acordo com o que diz e, espero bem, que muitos professores leiam o texto, para perceberem que à guerra de interesses entre os burocratas do ministério e dos sindicatos, há uma alternativa que devolve a dignidade aos professores e bons resultados aos alunos.
Não creio, no entanto, que as escolas possam alguma vez escolher os melhores alunos, serão sempre as famílias a escolherem a melhor escola ( se a livre opção vier com a autonomia).
Há, cada vez mais, professores a terem coragem para dizerem o que está certo, sem medo de desagradar a quem quer que seja. É, assim, que a classe recuperará a reputação nacional e o reconhecimento das famílias de que já gozou.
Filinto Lima, Director do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, Vila Nova de Gaia, em texto publicado no Público, aborda dois assuntos de muita importância.
"Nestes últimos dez anos, surge nos orgãos da comunicação social...o denominado ranking das escolas secundárias...em que o único parâmetro para delinear uma duvidosa e malfadada tabela classificativa é apenas e tão-só a classificação obtida pelos alunos..."
" O resultado é tremendamente falacioso, injusto e cientificamente inexplicável...se pretendem fazer um trabalho sério e proveitoso, devem ter em conta entre outros factores, o efeito da escola sobre os alunos...o número de alunos e seus percursos escolares, o nível socioeconomico dos pais e da região onde a escola se insere e o efeito das explicações."
E, conclui, que se as escolas que se classificam em primeiro lugar tivessem as condições das que ficam em último, seria duvidoso que a classicação se mantivesse inalterada.
Creio que tem toda a razão, mas também é verdade que, as escolas que nestes dez anos obtêm, sistematicamente, lugares cimeiros são, de certeza, boas escolas. A comparação de resultados das classificações, dá mais informação que as posições só por si. É preciso aperfeiçoar o ranking, não enterrá-lo.
Lembro que já este ano, soubemos que uma escola em Lamego e outra em Viseu, tiveram alunos excepcionais, com notas superiores a 19 valores e, não é crível, que tenha sido por acaso . Essas escolas são, tambem elas, excepcionais .
A outra questão que analisa é a autonomia das escolas:" Quando o ME conceder efectiva autonomia às escolas que passe, entre outras necessidades, pela contratação dos seus docentes e pela flexibilização do currículo, quando deixar de legislar por tudo e por nada...e der sinais efectivos de terminar com o imenso trabalho burocrático com que todos os dias os professores se confrontam nas escolas, começarão a ser dados passos firmes para o sucesso escolar, apesar da escola pública não escolher os melhores alunos"
Estou completamente de acordo com o que diz e, espero bem, que muitos professores leiam o texto, para perceberem que à guerra de interesses entre os burocratas do ministério e dos sindicatos, há uma alternativa que devolve a dignidade aos professores e bons resultados aos alunos.
Não creio, no entanto, que as escolas possam alguma vez escolher os melhores alunos, serão sempre as famílias a escolherem a melhor escola ( se a livre opção vier com a autonomia).
Há, cada vez mais, professores a terem coragem para dizerem o que está certo, sem medo de desagradar a quem quer que seja. É, assim, que a classe recuperará a reputação nacional e o reconhecimento das famílias de que já gozou.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Professores - A escola não tem que ser democrática.
Luis Moreira
Fernando Savater, uma voz sensata, um líder de opinião que muito inspira,esteve em Portugal para falar de educação e da necessidade de uma revolução profunda. (revista Expresso)
A criação de uma disciplina de Educação Cívica que introduza a capacidade de agir em democracia, pois se a escola não o faz será a televisão a fazê-lo. A religião e moral, aconteceu em ditadura, no seu livro "Ética para um jovem" pretendeu que a ética servisse de alternativa à religião.A ética é para todos, não é exclusiva dos religiosos.
A escola não é democrática, nem deve sê-lo, a escola é a preparação para a democracia. A aula é hierárquica, o professor deve estar acima dos alunos que os prepara para serem cidadãos.
A escola sempre viveu em crise, anda atrás da sociedade, na medida em que os professores foram educados no passado e têm que educar para o futuro. A teoria que diz que os alunos são iguais aos professores leva a que percam o respeito pelo professor.Se a autoridade não é exclusiva dos professores a aula não funciona.
No "Panfleto Anti-Pedagógico" de Ricardo Moreno Castilho, cujo prefácio foi escrito por Savater, defende-se que a aula não é uma reunião de amigos nem um recreio, é o um lugar onde se transmitem conhecimentos. Ninguém coloca em causa a autoridade de um treinador de futebol que todos aceitam que deverá dar ordens aos seus jogadores.
Um ignorante segue tudo o que é prometedor, se lhe acenam com mais dinheiro, mais carreira, mais mordomias, a tendência é seguir os demagogos que promentem o céu e a terra, não é seguir quem é sério e promete mais trabalho e mais exigência.
Este é o grande problema da democracia! E da escola, acrescento eu.
Fernando Savater, uma voz sensata, um líder de opinião que muito inspira,esteve em Portugal para falar de educação e da necessidade de uma revolução profunda. (revista Expresso)
A criação de uma disciplina de Educação Cívica que introduza a capacidade de agir em democracia, pois se a escola não o faz será a televisão a fazê-lo. A religião e moral, aconteceu em ditadura, no seu livro "Ética para um jovem" pretendeu que a ética servisse de alternativa à religião.A ética é para todos, não é exclusiva dos religiosos.
A escola não é democrática, nem deve sê-lo, a escola é a preparação para a democracia. A aula é hierárquica, o professor deve estar acima dos alunos que os prepara para serem cidadãos.
A escola sempre viveu em crise, anda atrás da sociedade, na medida em que os professores foram educados no passado e têm que educar para o futuro. A teoria que diz que os alunos são iguais aos professores leva a que percam o respeito pelo professor.Se a autoridade não é exclusiva dos professores a aula não funciona.
No "Panfleto Anti-Pedagógico" de Ricardo Moreno Castilho, cujo prefácio foi escrito por Savater, defende-se que a aula não é uma reunião de amigos nem um recreio, é o um lugar onde se transmitem conhecimentos. Ninguém coloca em causa a autoridade de um treinador de futebol que todos aceitam que deverá dar ordens aos seus jogadores.
Um ignorante segue tudo o que é prometedor, se lhe acenam com mais dinheiro, mais carreira, mais mordomias, a tendência é seguir os demagogos que promentem o céu e a terra, não é seguir quem é sério e promete mais trabalho e mais exigência.
Este é o grande problema da democracia! E da escola, acrescento eu.
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domingo, 31 de outubro de 2010
Professores - 10% de mérito na escola pública
Luis Moreira
É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:
Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".
Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.
A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.
Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.
A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.
Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.
É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:
Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".
Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.
A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.
Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.
A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.
Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Professores - avaliação dos Directores das escolas
Luis Moreira
Eu bem sei que os professores não têm experiência de gestão das organizações e até creio que enquanto professores não terão que saber de gestão, mas às vezes fico perplexo. Agora alguns deles, os mesmos de sempre, estão contra o facto de os Directores das escolas serem avaliados pelas Direcções Regionais do Ministério. Mas então que de outra forma poderia ser?
Os Directores das escolas não dependem das Direcções Regionais? Os Directores Regionais não dependem do membro do Governo e o Governo não é avaliado pelos votantes? É assim em Democracia! Vão ser sujeitos a pressão politica? Pois vão, como seriam sujeitos à pressão dos professores se por eles fossem avaliados.
Ou querem andar em roda livre e em circuito fechado como na Justiça que não depende de ninguem , com os lindos resultados que estão à vista e com 97% de "bons" e "muito bons"? É isso? O Processo de avaliação vai ser regulado pelo Conselho Coordenador da Avaliação. Fazem parte deste Conselho o Director Regional e três Directores escolhidos entre os membros do Conselho das escolas. É sensato.
Um dos argumentos é que o Director Regional nada sabe do que se passa nas escolas. Melhor seria dizer que não sabe de nenhuma mas sabe de todas, que é, precisamente, o que o torna capaz de avaliar. Comparando os objectivos e medidas negociadas , com o que se passa noutras escolas com o mesmo perfil. Será que quem trabalha nas escolas tem uma visão do todo para poder avaliar o director da sua escola? Isso, normalmente, dá no gajo porreiro, mas que não obtem resultados.
Professores há, bem mais avisados e sabedores, que lutam pela clarificação dos critérios que irão presidir à avaliação, quanto mais claros, mensuráveis e negociados melhor para todos, haverá mais justiça e menos discricionaridade por parte de quem avalia. Defender que o Conselho Geral seja incluído no orgão avaliador por ser o orgão que escolhe o Director das escolas, é como meter "a raposa dentro do galinheiro".
Ser ingénuo é acreditar que o orgão Coordenador não vai pressionar o Director da escola ou é acreditar que os professores avaliariam de forma transparente e sem pressões?
O corporativismo cega pessoas inteligentes.Há bem pouco tempo defendiam que a avaliação não era aplicável às escolas e aos professores.
Eu bem sei que os professores não têm experiência de gestão das organizações e até creio que enquanto professores não terão que saber de gestão, mas às vezes fico perplexo. Agora alguns deles, os mesmos de sempre, estão contra o facto de os Directores das escolas serem avaliados pelas Direcções Regionais do Ministério. Mas então que de outra forma poderia ser?
Os Directores das escolas não dependem das Direcções Regionais? Os Directores Regionais não dependem do membro do Governo e o Governo não é avaliado pelos votantes? É assim em Democracia! Vão ser sujeitos a pressão politica? Pois vão, como seriam sujeitos à pressão dos professores se por eles fossem avaliados.
Ou querem andar em roda livre e em circuito fechado como na Justiça que não depende de ninguem , com os lindos resultados que estão à vista e com 97% de "bons" e "muito bons"? É isso? O Processo de avaliação vai ser regulado pelo Conselho Coordenador da Avaliação. Fazem parte deste Conselho o Director Regional e três Directores escolhidos entre os membros do Conselho das escolas. É sensato.
Um dos argumentos é que o Director Regional nada sabe do que se passa nas escolas. Melhor seria dizer que não sabe de nenhuma mas sabe de todas, que é, precisamente, o que o torna capaz de avaliar. Comparando os objectivos e medidas negociadas , com o que se passa noutras escolas com o mesmo perfil. Será que quem trabalha nas escolas tem uma visão do todo para poder avaliar o director da sua escola? Isso, normalmente, dá no gajo porreiro, mas que não obtem resultados.
Professores há, bem mais avisados e sabedores, que lutam pela clarificação dos critérios que irão presidir à avaliação, quanto mais claros, mensuráveis e negociados melhor para todos, haverá mais justiça e menos discricionaridade por parte de quem avalia. Defender que o Conselho Geral seja incluído no orgão avaliador por ser o orgão que escolhe o Director das escolas, é como meter "a raposa dentro do galinheiro".
Ser ingénuo é acreditar que o orgão Coordenador não vai pressionar o Director da escola ou é acreditar que os professores avaliariam de forma transparente e sem pressões?
O corporativismo cega pessoas inteligentes.Há bem pouco tempo defendiam que a avaliação não era aplicável às escolas e aos professores.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Santana Castilho - a paciência que falta a todos
Luis Moreira
Diz Santana Castilho: "Miguel Sousa Tavares falou mais uma vez dos professores,na SIC. MST não pode fundamentar opinião com afirmações factualmente falsas.É grosseiramente falso que todos os professores passaram a ganhar mais automaticamente. Além disso, como aqui escrevi e MST não poderá desmentir, exceptuando a chaga dos desempregados, são os professores os mais penalisados pelos governos de Sócrates:viram salários congelados,carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados; têm a maior carga horária da OCDE e o mais baixo salário..."
A gente lê isto e fica estarrecido. Mas ó prof. ter o mais baixo salário de todos da OCDE não é o que acontece a nós todos? Aos pedreiros, canalisadores, economistas ,arquitectos e todos os que, por ganharem tão pouco, vão lá para fora ganhar mais? E conhece alguma profissão, para além das outras corporações que abocanham o Estado, que os seus elementos tenha lugar fixo no "quadro" ? ter progressão automática? não serem avaliados e progredirem todos haja ou não mérito?
Conhece? É que visto assim, os professores, são uns grandes privilegiados, são das pessoas com melhor nível de vida cá neste país onde, a esmagadora maioria das pessoas não ganha nem metade e não tem emprego fixo para toda a vida! O Prof. quando escreveu este artigo acordou em que país? Na Alemanha, França, Reino Unido, Luxemburgo ...
Quando não há argumentos corre-se o risco de se cair em tentações que não ficam nada bem a um prof. universitário. E já agora, há hipótese de comparar os resultados? Quanto à preparação dos professores, aos conhecimentos adquiridos pelos alunos? Ou isso não interessa nada e não vale a pena comparar? A OCDE para os resultados não serve?
Diz MST que foram todos os professores aumentados, o prof. diz que não foram todos. Quantos é que não foram? Um, dois, 50%? O que o prof. sabe é o mesmo que levou MST a generalisar. Foram 435 milhões deitados para cima dos professores para eles irem para a escola ensinar e não para a frente do ministério gritar. Saberá o Prof. mais do que isto? Claro que não! Isto numa altura em que os mais pobres e os desempregados vivem cada vez pior.
É uma pena que não se bata por uma escola autónoma, assente no mérito, com os melhores a subirem na carreira. Em vez disso, tornou-se num porta voz igual a tantos outros de uma corporação que, como muitas outras, só quer mais mordomias, evitar a avaliação assente no mérito e ganhar mais. É pouco para tanto saber!
A conversa de que os professores são as vítimas do regime não colhe, estão muito acima, no que às condições de trabalho diz respeito, da maioria dos trabalhadores portugueses, e o que sabemos, e isto é de fonte segura, é que os nossos jovens saem da escola muito mal preparados. Convinha não esquecer o mérito dos resultados, é que quem não apresenta resultados ganha sempre demais.
PS: Para que não restem dúvidas tenho familiares professores e muitos amigos e amigas professores. Não é dos professores que se trata, é da corporação sentada à mesa do orçamento como muitas outras.
Diz Santana Castilho: "Miguel Sousa Tavares falou mais uma vez dos professores,na SIC. MST não pode fundamentar opinião com afirmações factualmente falsas.É grosseiramente falso que todos os professores passaram a ganhar mais automaticamente. Além disso, como aqui escrevi e MST não poderá desmentir, exceptuando a chaga dos desempregados, são os professores os mais penalisados pelos governos de Sócrates:viram salários congelados,carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados; têm a maior carga horária da OCDE e o mais baixo salário..."
A gente lê isto e fica estarrecido. Mas ó prof. ter o mais baixo salário de todos da OCDE não é o que acontece a nós todos? Aos pedreiros, canalisadores, economistas ,arquitectos e todos os que, por ganharem tão pouco, vão lá para fora ganhar mais? E conhece alguma profissão, para além das outras corporações que abocanham o Estado, que os seus elementos tenha lugar fixo no "quadro" ? ter progressão automática? não serem avaliados e progredirem todos haja ou não mérito?
Conhece? É que visto assim, os professores, são uns grandes privilegiados, são das pessoas com melhor nível de vida cá neste país onde, a esmagadora maioria das pessoas não ganha nem metade e não tem emprego fixo para toda a vida! O Prof. quando escreveu este artigo acordou em que país? Na Alemanha, França, Reino Unido, Luxemburgo ...
Quando não há argumentos corre-se o risco de se cair em tentações que não ficam nada bem a um prof. universitário. E já agora, há hipótese de comparar os resultados? Quanto à preparação dos professores, aos conhecimentos adquiridos pelos alunos? Ou isso não interessa nada e não vale a pena comparar? A OCDE para os resultados não serve?
Diz MST que foram todos os professores aumentados, o prof. diz que não foram todos. Quantos é que não foram? Um, dois, 50%? O que o prof. sabe é o mesmo que levou MST a generalisar. Foram 435 milhões deitados para cima dos professores para eles irem para a escola ensinar e não para a frente do ministério gritar. Saberá o Prof. mais do que isto? Claro que não! Isto numa altura em que os mais pobres e os desempregados vivem cada vez pior.
É uma pena que não se bata por uma escola autónoma, assente no mérito, com os melhores a subirem na carreira. Em vez disso, tornou-se num porta voz igual a tantos outros de uma corporação que, como muitas outras, só quer mais mordomias, evitar a avaliação assente no mérito e ganhar mais. É pouco para tanto saber!
A conversa de que os professores são as vítimas do regime não colhe, estão muito acima, no que às condições de trabalho diz respeito, da maioria dos trabalhadores portugueses, e o que sabemos, e isto é de fonte segura, é que os nossos jovens saem da escola muito mal preparados. Convinha não esquecer o mérito dos resultados, é que quem não apresenta resultados ganha sempre demais.
PS: Para que não restem dúvidas tenho familiares professores e muitos amigos e amigas professores. Não é dos professores que se trata, é da corporação sentada à mesa do orçamento como muitas outras.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Professores - afinal a avaliação é possível!
Luis Moreira
O ímpossivel sempre se cumpre como, aliás, em todas as organizações. As escolas e os professores vão ser avaliados. Esperemos que sejam avaliados segundo o mérito, que trás resultados, diferenciação entre os que obtêm resultados e os que apenas esperam sentados.
Os professores que querem obter "bom" e "muito bom" têm que solicitar, segundo os escalões definidos, a observação de aulas, bem como apresentar os objectivos individuais. Quem não entrar nas percentagens mesmo assim terá uma majoração de 0.5 pontos por ano o que dará uma progressão ao fim de 3 anos. Nada mau!
Os sindicatos reclamam "um sarilho enorme" diz o Mário Nogueira, agora mais calmo perante a evidência, prevê que milhares de professores vão pedir para as suas aulas serem observadas - para quem dizia que a maioria estava contra, não está mal - o que aperta o prazo para coordenadores e relatores trabalharem as instruções. Mas o dirigente sindical insiste " a avaliação tem uma forte carga burocrática" o que já é um grande passo em frente, é sempre possível melhorar e aperfeiçoar. Contra quem está de cabeça enterrada na areia é que é mais dificil.
Para haver avaliação segundo o mérito é necessário saber a que se propõe a escola, definir objectivos globais, prazos , programas, medidas e, a partir daí, fixar os objectivos por matérias e, a seguir, definir objectivos individuais. É uma hipótese. Há outras, são conhecidas, estão implementadas é só aprender e andar em frente. E é preciso que os objectivos sejam mensuráveis, há muito que se faz em todas as organizações que querem progredir e não tenham medo do mérito.
Claro que é controverso trocar a direcção democrática por uma direcção única de uma pessoa nomeada, mas tambem é possível equilibrar os poderes com os outros orgãos da escola. É tudo uma questão de bom senso e remarem todos para o mesmo lado fixado e aceite por todos. Sem objectivos conhecidos e aceites por todos é que é muito dificil obter resultados.
Repito, havendo boa vontade e profissionalismo é um bom começo, não perfeito, vai ser necessário introduzir factores de aperfeiçoamento, índices mais significaticos, ponderar melhor o peso relativo, mas o processo vai encarregar-se de mostrar o caminho.É um bom começo.
Escolas de excelência
Em Bragança, um caso de sucesso invulgar, uma escola secundária pôs dez alunos no curso de Medicina, em simultâneo. Entre os 60 alunos que terminaram o 12º ano, duas alunas, as melhores da escola com 19,8 e 19,7 entraram nas opções preferidas e, os restantes, tiveram médias acima de 18,5 o que não lhes garantiu a colocação nas Faculdades indicadas em primeiro lugar. A faculdade de Medicina e o Instituto Abel Salazar. Estes dez alunos frequentaram a escola desde o 7º ano.
Uma escola de Viseu, conseguiu colocar vinte alunos nos cursos de medicina, o que, lembre-se, exige notas superiores a 18,5 valores .Toda uma sala de aula, não deve ter sido um fenómeno da natureza co-existirem tantos alunos excepcionais é, concerteza, o resultado de muito trabalho de alunos e de professores, dos pais, de toda a escola.
Mostra bem que as escolas não são iguais, nem os professores têm o mesmo mérito.
É bom haver diferenças que trás o reconhecimento do mérito de quem trabalha e apresenta resultados!
O ímpossivel sempre se cumpre como, aliás, em todas as organizações. As escolas e os professores vão ser avaliados. Esperemos que sejam avaliados segundo o mérito, que trás resultados, diferenciação entre os que obtêm resultados e os que apenas esperam sentados.
Os professores que querem obter "bom" e "muito bom" têm que solicitar, segundo os escalões definidos, a observação de aulas, bem como apresentar os objectivos individuais. Quem não entrar nas percentagens mesmo assim terá uma majoração de 0.5 pontos por ano o que dará uma progressão ao fim de 3 anos. Nada mau!
Os sindicatos reclamam "um sarilho enorme" diz o Mário Nogueira, agora mais calmo perante a evidência, prevê que milhares de professores vão pedir para as suas aulas serem observadas - para quem dizia que a maioria estava contra, não está mal - o que aperta o prazo para coordenadores e relatores trabalharem as instruções. Mas o dirigente sindical insiste " a avaliação tem uma forte carga burocrática" o que já é um grande passo em frente, é sempre possível melhorar e aperfeiçoar. Contra quem está de cabeça enterrada na areia é que é mais dificil.
Para haver avaliação segundo o mérito é necessário saber a que se propõe a escola, definir objectivos globais, prazos , programas, medidas e, a partir daí, fixar os objectivos por matérias e, a seguir, definir objectivos individuais. É uma hipótese. Há outras, são conhecidas, estão implementadas é só aprender e andar em frente. E é preciso que os objectivos sejam mensuráveis, há muito que se faz em todas as organizações que querem progredir e não tenham medo do mérito.
Claro que é controverso trocar a direcção democrática por uma direcção única de uma pessoa nomeada, mas tambem é possível equilibrar os poderes com os outros orgãos da escola. É tudo uma questão de bom senso e remarem todos para o mesmo lado fixado e aceite por todos. Sem objectivos conhecidos e aceites por todos é que é muito dificil obter resultados.
Repito, havendo boa vontade e profissionalismo é um bom começo, não perfeito, vai ser necessário introduzir factores de aperfeiçoamento, índices mais significaticos, ponderar melhor o peso relativo, mas o processo vai encarregar-se de mostrar o caminho.É um bom começo.
Escolas de excelência
Em Bragança, um caso de sucesso invulgar, uma escola secundária pôs dez alunos no curso de Medicina, em simultâneo. Entre os 60 alunos que terminaram o 12º ano, duas alunas, as melhores da escola com 19,8 e 19,7 entraram nas opções preferidas e, os restantes, tiveram médias acima de 18,5 o que não lhes garantiu a colocação nas Faculdades indicadas em primeiro lugar. A faculdade de Medicina e o Instituto Abel Salazar. Estes dez alunos frequentaram a escola desde o 7º ano.
Uma escola de Viseu, conseguiu colocar vinte alunos nos cursos de medicina, o que, lembre-se, exige notas superiores a 18,5 valores .Toda uma sala de aula, não deve ter sido um fenómeno da natureza co-existirem tantos alunos excepcionais é, concerteza, o resultado de muito trabalho de alunos e de professores, dos pais, de toda a escola.
Mostra bem que as escolas não são iguais, nem os professores têm o mesmo mérito.
É bom haver diferenças que trás o reconhecimento do mérito de quem trabalha e apresenta resultados!
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domingo, 19 de setembro de 2010
Professores - o custo do centralismo.
Luis Moreira
Cada aluno custa ao estado português cinco mil euros no ensino básico e 5695 euros no secundário. (dados recentemente divulgados pela OCDE). O mesmo Estado apoia as famílias de baixos rendimentos, que tenham os filhos em colégios.Esta comparticipação é de 720 euros anuais para um aluno do ensino básico e de 505 euros para um aluno do ensino secundário.
Se o centralismo estatal não fosse cego, veria que mesmo que duplicasse os apoios aos alunos dos colégios, e dessa forma mantê-los onde estão, não os deixando transferir-se para o ensino estatal, pouparia milhões de euros. A essa poupança acrescentaria a cobrança de IRS e IRC.
Isto é, ( 5 000 E - 1 440E= 3 560E) seria a poupança num caso e (5695E - 1 010E= 4 685E) no outro, por aluno, veja-se a quanto este valor de poupança pode representar multiplicado por milhares de alunos em todo o país.
Só razões ideológicas mantêm este centralismo cego num ministério cheio de burocratas, com os piores resultados da UE, que há dezenas anos colocou no centro das suas preocupações o experimentalismo pedagógico, sem nunca darem um passo no sentido da escola autónoma ou no direito das pessoas escolherem o projecto de educação que querem para os seus filhos.
Como sempre tenho dito, os burocratas do ministério e dos sindicatos precisam deste centralismo para manterem o poder, as supostas zaragatas não passam de teatro, sem uns não existem os outros, nunca discutem a escola, nem o mérito, tudo se resume às carreiras e às progressões automáticas. E os professores, que pagam as quotas dos sindicatos, vão na cantiga, não se importam de serem joguetes nas mãos desta gente.( ver texto: professores: são joguetes nas mãos do ME).
Há cada vez mais professores que fazem ouvir a sua voz contra este estado de coisas, move-os a esperança de uma escola autónoma, livre dos "recados" dos burocratas, dos mil papéis para preencher e que não servem para nada, das reuniões sem fim.
PS: Com Rodrigo Queiroz e Melo - Director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
Ora, esta questão passa por um direito fundamental que é o direito de escolha, face aos maus resultados da escola pública, não se vê razões para se negar esse direito,podemos e devemos ter uma rede pública de escolas, umas estatais e outras privadas, competindo e complementando-se, melhorando umas e outras com o mérito e a experiência do dia a dia. O centralismo não consegue controlar todas e cada uma das escolas, todas diferentes, em ambientes diferentes, por isso abundam as circulares, os regulamentos, as fichas para preencher.
O ME e os sindicatos ficam a falar sozinhos,nada têm a ver com o que se passa dentro das escolas, ninguem melhor que os professores, os alunos, as instituições regionais e locais,conhecem a realidade em cada escola.
Este modelo está esgotado é preciso ter a coragem de mudar. Sem uma boa Educação o país não vai sair desta tristeza vil e envergonhada. Trinta e muitos anos é mais que suficiente para termos a certeza que a relação estável de proximidade entre professor e aluno é um factor determinante para obter bons resultados. Os factores que influem positivamente nos resultados não são preocupação nem são prioritários para sindicatos e Ministério, muda tudo em cada ano.
Só não mudam os maus resultados!
Cada aluno custa ao estado português cinco mil euros no ensino básico e 5695 euros no secundário. (dados recentemente divulgados pela OCDE). O mesmo Estado apoia as famílias de baixos rendimentos, que tenham os filhos em colégios.Esta comparticipação é de 720 euros anuais para um aluno do ensino básico e de 505 euros para um aluno do ensino secundário.
Se o centralismo estatal não fosse cego, veria que mesmo que duplicasse os apoios aos alunos dos colégios, e dessa forma mantê-los onde estão, não os deixando transferir-se para o ensino estatal, pouparia milhões de euros. A essa poupança acrescentaria a cobrança de IRS e IRC.
Isto é, ( 5 000 E - 1 440E= 3 560E) seria a poupança num caso e (5695E - 1 010E= 4 685E) no outro, por aluno, veja-se a quanto este valor de poupança pode representar multiplicado por milhares de alunos em todo o país.
Só razões ideológicas mantêm este centralismo cego num ministério cheio de burocratas, com os piores resultados da UE, que há dezenas anos colocou no centro das suas preocupações o experimentalismo pedagógico, sem nunca darem um passo no sentido da escola autónoma ou no direito das pessoas escolherem o projecto de educação que querem para os seus filhos.
Como sempre tenho dito, os burocratas do ministério e dos sindicatos precisam deste centralismo para manterem o poder, as supostas zaragatas não passam de teatro, sem uns não existem os outros, nunca discutem a escola, nem o mérito, tudo se resume às carreiras e às progressões automáticas. E os professores, que pagam as quotas dos sindicatos, vão na cantiga, não se importam de serem joguetes nas mãos desta gente.( ver texto: professores: são joguetes nas mãos do ME).
Há cada vez mais professores que fazem ouvir a sua voz contra este estado de coisas, move-os a esperança de uma escola autónoma, livre dos "recados" dos burocratas, dos mil papéis para preencher e que não servem para nada, das reuniões sem fim.
PS: Com Rodrigo Queiroz e Melo - Director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
Ora, esta questão passa por um direito fundamental que é o direito de escolha, face aos maus resultados da escola pública, não se vê razões para se negar esse direito,podemos e devemos ter uma rede pública de escolas, umas estatais e outras privadas, competindo e complementando-se, melhorando umas e outras com o mérito e a experiência do dia a dia. O centralismo não consegue controlar todas e cada uma das escolas, todas diferentes, em ambientes diferentes, por isso abundam as circulares, os regulamentos, as fichas para preencher.
O ME e os sindicatos ficam a falar sozinhos,nada têm a ver com o que se passa dentro das escolas, ninguem melhor que os professores, os alunos, as instituições regionais e locais,conhecem a realidade em cada escola.
Este modelo está esgotado é preciso ter a coragem de mudar. Sem uma boa Educação o país não vai sair desta tristeza vil e envergonhada. Trinta e muitos anos é mais que suficiente para termos a certeza que a relação estável de proximidade entre professor e aluno é um factor determinante para obter bons resultados. Os factores que influem positivamente nos resultados não são preocupação nem são prioritários para sindicatos e Ministério, muda tudo em cada ano.
Só não mudam os maus resultados!
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domingo, 12 de setembro de 2010
Professores - o ensino (este) reproduz desigualdades sociais
Alexandra Pinheiro, dirigente do Fórum para a Liberdade de Educação diz que Portugal é dos países europeus onde o ensino mais reproduz desigualdades sociais.
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A escola pública pode ser assim - de excelência!
Luis Moreira
A Escola Secundária do Entroncamento é uma escola com uma dimensão significativa: um corpo docente que ronda os 150 professores, os mil alunos em regime diurno e os 200 em regime nocturno. Bem relacionada com o seu meio ambiente e de proximidade com a comunidade do meio escolar e ainda pela aprazibilidade dos seus espaços físicos.
"Ganhamos um prémio de excelência graças ao trabalho de um grupo de pessoas que se juntaram num objectivo comum, partilhando boas práticas e que nos colocaram no bom caminho como mostram os resultados atingidos. 27% dos nossos alunos tiveram uma média superior a 17,5% valores, dos que concluiram o ensino secundário."
A relação escola/família/comunidade consubstanciada numa participação activa dos pais e encarregados de educação nos projectos da escola, no envolvimento dos pais no processo ensino/aprendizagem e numa melhoria efectiva dos canais de comunicação da escola com as famílias. Para isso foi criado um gabinete de Provedoria com o intuito de receber e ouvir todos os que nos procuram com novas ideias, sugestões, reclamações e podermos responder em tempo útil.
Numa lógica de abertura à comunidade estabeleceram-se parcerias com associações civis e empresariais, com a Autarquia e outras instituições de ensino, alugaram-se as nossas instalações para obter receitas próprias e assim melhorar o equipamento e comprar materiais didácticos. O cartão electrónico, preocupados como estamos com a segurança, por forma a que os diversos serviços que escola fornece possam ser pagos sem dinheiro "vivo" e ,paralelamente, controlar quem entra e sai da escola.
Enfim, uma escola virada para o exterior, para e com os alunos!
A Escola Secundária do Entroncamento é uma escola com uma dimensão significativa: um corpo docente que ronda os 150 professores, os mil alunos em regime diurno e os 200 em regime nocturno. Bem relacionada com o seu meio ambiente e de proximidade com a comunidade do meio escolar e ainda pela aprazibilidade dos seus espaços físicos.
"Ganhamos um prémio de excelência graças ao trabalho de um grupo de pessoas que se juntaram num objectivo comum, partilhando boas práticas e que nos colocaram no bom caminho como mostram os resultados atingidos. 27% dos nossos alunos tiveram uma média superior a 17,5% valores, dos que concluiram o ensino secundário."
A relação escola/família/comunidade consubstanciada numa participação activa dos pais e encarregados de educação nos projectos da escola, no envolvimento dos pais no processo ensino/aprendizagem e numa melhoria efectiva dos canais de comunicação da escola com as famílias. Para isso foi criado um gabinete de Provedoria com o intuito de receber e ouvir todos os que nos procuram com novas ideias, sugestões, reclamações e podermos responder em tempo útil.
Numa lógica de abertura à comunidade estabeleceram-se parcerias com associações civis e empresariais, com a Autarquia e outras instituições de ensino, alugaram-se as nossas instalações para obter receitas próprias e assim melhorar o equipamento e comprar materiais didácticos. O cartão electrónico, preocupados como estamos com a segurança, por forma a que os diversos serviços que escola fornece possam ser pagos sem dinheiro "vivo" e ,paralelamente, controlar quem entra e sai da escola.
Enfim, uma escola virada para o exterior, para e com os alunos!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Os professores são joguetes nas mãos do ME e dos Sindicatos...

Luis Moreira
Maria Nazaré Oliveira, Professora do Ensino Secundário, diz algumas evidências que muitos não querem ver a par de muitas ideias feitas que afloram sempre no discurso dos professores.
"Desde a anterior Ministra da Educação, apesar de compreender algumas das suas medidas, tudo acabou por ser imposto!Sem diálogo.Quer do ME quer dos sindicatos.Falou-se do que não se sabia ou do que se sabia pouco. Legislou-se despoticamente." Os Sindicatos não são poupados, como é óbvio.
Antes disto vem o habitual, onde há muito a ideia de que os professores são as vítimas do regime, muito cansados, estoirados, asfixiados, desanimados...mais ou menos o que me diz a minha mulher a dias e todos os que têm que trabalhar todos os dias. Cheios de trabalho e de papéis, que têm que ler, regulamentos a esmo, nunca se viu tanta reunião e tanta papelada, tantas directrizes do Ministério e tantas orientações institucionais.
Há uma resposta como há muito defendo e que muitos professores defendem: a autonomia da escola! Lutem por uma escola autónoma, retirem a escola das garras dos burocratas do Ministério e dos burocratas dos Sindicatos. Quer uns quer outros precisam, uns dos outros, e da escola para terem a importância que têm.
"O Ministério e os Sindicatos foram irredutíveis nas suas posições e os professores foram uns joguetes nas suas mãos. Concordo com uma avaliação mais rigorosa e há muito que a aguardava, mas o modelo foi o melhor?"
Há muito que defendo o que aqui está escrito, parece que no país há medo de falar na escola autónoma, mas ela fará o seu caminho, apesar dos que acham que é com a carreira, as progressões automáticas e chegarem todos ao topo, que ganham à credibilidade e o respeito do país.
Cada vez mais há professores a perceberem que não passam de joguetes nas mãos de burocratas, que os afastam da população, que lhes cravam nas costas o corporativismo dos mesmos de sempre, os que querem o igualitarismo, não querem ser avaliados, não querem ser pagos segundo o mérito.
Os melhores saem prejudicados , os que ficam sentados à espera da promoção são os que fazem o barulho, e os resultados são a miséria que são.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
700 escolas a mais e autonomia a menos!
Luís Moreira
Temos níveis de educação baixíssimos e 700 escolas a mais? Alguem, no passado, congeminou que construir escolas era fundamental para melhorar a educação, o contrário do que se pensa agora. E, enquanto tivermos as escolas centradas no ministério, por cada equipa ministerial que toma posse teremos uma política diferente. Muda-se tudo!
A primeira prioridade é dar autonomia plena às escolas, contribuir para um quadro de professores estável, um ambiente de proximidade, envolver professores, pais de alunos, instituições civis e empresariais, autarquia...
Agora vamos ter mega agrupamentos, concentrar serviços administrativos, financeiros e fazer a gestão de dois/três mil alunos, enquanto nos países que já fizeram isto, há anos, se arrepia caminho e se volta ao "small is beautiful".
Os alunos numa escola não andam todos no mesmo ciclo, por isso esta medida vai apanhar alunos de todas as idades, para uns ,os mais velhos, será favorável conhecer outros jovens e outros professores, para outros vai ser uma odisseia. Na maior parte das vezes má.
O que o governo não faz é negociar com os professores, os pais, as autarquias e associações civis e empresariais, uma autonomia plena para a escola, inserindo-a no seu ambiente, favorecendo a proximidade, a estabilidade e o mérito, isso não, o Ministério deixava de ter a quem mandar as milhentas regras, regulamentos e más disposições diárias.
E ter treze disciplinas, além de estragar a coluna aos jovens com o peso da mochila, tambem contribui para os alunos aprenderem alguma coisa?
Esta questão leva-nos a outra. Que saberes? Português e Inglês, matemática e disciplinas científico-naturais? Ou ênfase nas disciplinas humanistas? Ou como sempre fizemos, prioridade a todas e estarmos mal preparados em todas? E é preciso começarmos pelo primeiro ano para só daqui a 14 anos vermos resultados? Não, deve avançar-se em pequenos passos, introduzindo as alterações no 6º, no 11º e assim por aí adiante.
Mas é claro que não haverá uma escola nova estando centrada no Ministério, nunca a colocação de professores terá que ver com a coesão de uma equipa, os programas pedagógicos nunca terão a ver com a região em que a escola se insere e com as características sociais dos alunos.
Autonomia, competências, responsabilização, são as chaves de alunos melhores preparados e de professores mais motivados. Sem esta mudança, vamos andar toda a vida, como já andamos há dezenas de anos, atrás do "eduquês", das experiências pedagógicas, por cada equipa ministerial que toma posse muda-se tudo!
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