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quarta-feira, 28 de julho de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 86 e 87 (José Brandão)



A Hora da Justiça


Alberto Margaride

Vila Nova de Famalicão, 1934

A Verdade nunca pode incomodar as pessoas briosas e dignas e é sempre desejada por todas as que tiverem pelo seu nome e pela sua honra a devida consideração.

Mas tem necessariamente de ser odiada pelos criminosos, pelos que desconhecerem as noções de honra, de brio, de dignidade, pelos que tenham facilidade em praticar incorrecções, visto ela os não poupar, os prejudicar e comprometer.

Para a poderem abafar têm esses criminosos e trapalhões laboratórios especiais onde a cobrem de tudo o que a ela se não liga (a mentira, a intriga, a difamação); mas, por meio de uma agitação constante, sempre conseguem, por algum tempo, misturá-la, embrulhá-la, ocultá-la.

Como, porém, é impossível conservar indefinidamente aquela massa em agitação, deixam-na mais tarde ou mais cedo, em repouso.

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A Ideia Republicana em Portugal 


Amadeu Carvalho Homem

  Coimbra, 1989

O trabalho que agora apresentamos à consideração dos leitores não enferma da estulta pretensão de estudar a obra teofiliana no conjunto dos seus aspectos. Os interesses mentais de Teófilo Braga, largamente espraiados pelos terrenos da literatura, da história e da crítica literárias, da historiografia, da etnografia, da filosofia e da sociologia, da política, da psicologia e da própria fisiologia, impõem desde logo ao estudioso a consciência dos seus limites, obrigando-o a definir com todo o rigor o âmbito das suas análises e a encurtar o campo de enfoque em função da natureza da sua especialização. Animou-nos a intenção mais modesta, mas também muito mais realista, de traçar um perfil biográfico de Teófilo Braga e de explanar as coordenadas gerais do seu pensamento filosófico e político-social.