Carlos Loures

No Natal passado, Bento XVI, apelou durante a tradicional oração do Angelus na Praça de são Pedro, a um sentido mais religioso das festividades, dizendo: «o Natal não é um conto para crianças» (…) «é a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz». A mensagem começou com uma expressão de pesar porque em «Belém, que é uma cidade símbolo da paz na Terra Santa e em todo o mundo, não reina a paz». Bento XVI explicou em seguida que o Natal «é profecia de paz para cada homem, compromete os cristãos na tomada de consciência de dramas, com frequência desconhecidos e escondidos, e dos conflitos do contexto em que se vive». Recordou que o Natal tem que fazer com que os homens se transformem em «instrumentos e mensageiros de paz, para levar o amor aonde há ódio, perdão onde haja ofensas, alegria onde haja tristeza e verdade onde haja erros». Entretanto, a comunidade judaica criticou a decisão do papa de aprovar as «virtudes heróicas» do papa Pio XII, primeiro passo para a beatificação, apenas faltando que se reconheça um milagre feito por sua intercessão para que Eugenio Pacelli seja considerado beato.
Será que os judeus têm razão? Acho que neste caso têm e muita.