(Continuação)
António Gomes Marques
VI
Devo falar agora um pouco de formação. Sabe-se que há várias escolas de formação para o teatro, Escolas Superiores oficiais, integradas nos Politécnicos de Lisboa e do Porto, e outras, sendo a mais antiga a Escola Superior de Teatro e Cinema, como herdeira do antigo Conservatório Nacional, com novas instalações há uns anos na Amadora. Para além dessas escolas oficiais, onde se ministram cursos para actores, cursos de realização plástica do espectáculo, cursos de produção e de dramaturgia, há várias outras escolas para a actividade teatral no país, públicas e privadas. Disseram-me que, só no Porto, há pelo menos quatro escolas, de umas e outras.
Pelo que sei da actividade teatral em Portugal, considero que a escolha dos jovens que ao teatro queiram dedicar-se não deixa de ser de um grande risco. Também outro risco constitui a forma financeira que o Estado encontrou para estas escolas, que é proporcional ao número de alunos, levando a que se formem turmas com muito mais alunos do que os que seriam recomendáveis para um ensino de qualidade. Digam depois que a culpa é dos professores, esquecendo esta forma perversa que o Estado encontra para resolver o problema do financiamento.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
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