Ramalho Ortigão – Memórias do Seu Tempo
Júlio de Sousa e Costa
Romano Torres, s. d.
O único intento que preside à publicação deste livro é prestar homenagem à memória de Ramalho Ortigão, cuja pena actuou brilhantemente no mundo das Letras Portuguesas nos últimos tempos do Século XIX.
A investida que sofreu dos insignificantes e invejosos do seu talento robusto fazia-o sorrir... Divertiram-no imensamente os ecos sobre a sua pessoa: físico, predilecções artísticas, opiniões, gravatas, chapéus desusados, bengalões, botas com cardas, luvas de cores que nunca se viram, as polainas, o charuto sempre fumegando, e a luneta… Nem esta última escapou às arremetidas!...
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A “Regeneração”
Vítor Sérgio Quaresma
Publicações Dom Quixote, 1988
Do ponto de vista de um quadro genérico descritivo das formações partidárias do período da Regeneração, é líquido que elas se revestiam de um carácter de clubes de notáveis, revelando um rudimentar processo de individualização, estruturação e implantação à escala do país, embora os anos 70 e 80 tenham revelado alguma dinâmica de mudança, sobretudo por parte do Partido Progressista, surgido em 1876, em resultado da reconfiguração da esquerda monárquica, ou seja, da junção dos Partidos Histórico e Reformista.
Eram, portanto, estruturas organizativas bastante informais, construídas a partir de cima e prioritariamente vocacionadas para a luta eleitoral e para a formação de blocos de apoio ou de oposição aos governos no interior do parlamento.
Nessa condição, tratava-se de agrupamentos que reforçavam o «isolamento» relativo do mundo…
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
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