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domingo, 17 de outubro de 2010

A Grande Muralha- 11 - Luís Moreira na China


Hoje tive a oportunidade de visitar as outrora belas e ainda luxuriantes montanhas que cercam a baia e as varias ilhas . O avanco dos prédios com 60 andares ha muito que retirou o horizonte as belas montanhas, e implacável, o cimento, so muito raramente o verde encobre uma bela moradia aqui e ali, com as suas piscinas e courts de ténis.

O passeio num barco chinês em plena baia mostrou que o mar esta tao ocupado quanto a terra, habitação e restaurantes sobre as aguas, cruzam-se com juncos chineses e magníficos iates, uns tripulados por gente chinesa, outros por ocidentais e orientais que, não obstante, nada tem a ver com os chineses.

As marcas de carros de luxo são mais que muitas, embora a opulência não se veja, como se vê em Macau, nos hotéis e casinos que ultrapassam tudo o que se possa imaginar. Há aqui algumas praias ocupadas por Filipinos e Paquistaneses que vem apanhar sol, nos fins de semana, mas tambem vi belos fatos de banho de mulheres ocidentais, com a tez branca e o cabelo loiro de inglesas e alemãs.

O Hotel onde estou, esta ligado a um centro comercial que tem a dimensão do Colombo, 600 lojas cheias de gente, da para sair do quarto e entrar no shopping sem precisar de ir a cidade. A comida já não é tão exótica como na China. Perdi quatro quilos



sábado, 16 de outubro de 2010

A Grande Muralha - 10 - Luís Moreira na China

A poluição absoluta de cimento, carros, pessoas, no meio de prédios com 60 andares onde não corre brisa pequena ou grande, um inferno!

Milhares de lojas com milhões de produtos tudo se compra e vende num rodopio sem fim. Desde os produtos que obrigam a fechar as lojas quando se esta a negociar (pelo seu alto valor) ate aos produtos vendidos a peso, num afã febril. É mil vezes pior do que Macau,  menos opulenta no que diz respeito aos hotéis e casinos. Nas verdejantes montanhas circundantes erguem-se prédios de 60 andares destruindo sem consciência o pouco da natureza que resta, não ha um palmo de terra a vista, tudo e aproveitado para construir.

Pontes juntam as margens da baia bem como tres túneis submersos com cerca de 12 km cada. E uma colmeia humana onde não ha uma réstea de paz e sossego, um pequeno jardim no centro da cidade quase que pede desculpa por ainda se manter por ali, embora esteja bem tratado e seja bonito. Há gente de todas as raças, os ingleses são frequentes, vem ver a memoria colonial, uma cidade que utilizaram para controlar o mar, numa estratégia que passava pelo controlo dos grandes caminhos marítimos como era este estreito onde se situa esta cidade.


Tudo e igual ou parecido, grande, muito, alto, enquanto os chinesess vivem e dormem em casas onde as três camas para a família tem que estar sobrepostas.

Para que tudo se complique, os trabalhadores franceses decidiram entrar em greve o que poderá impedir o meu regresso no dia aprazado.