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quinta-feira, 13 de maio de 2010

A mão de Fátima



Pedro Godinho

Ildefonso Falcones*, consagrado em 2006 pelo seu primeiro romance A Catedral do Mar, reincidiu em 2009 com nova novela histórica La mano de Fátima.

Os termos da rendição de Granada aos Reis Católicos de Espanha estabeleciam condições para os muçulmanos que lhes permitiam conservar língua, costumes, propriedades e autoridades.

Não obstante, passados oito anos, o cardeal Cisneros impôs a cristianização forçada dos mouros, o estabelecimento de novos e pesados impostos e a supressão da sua cultura e autonomia administrativa.

A Mão de Fátima romanceia o levantamento mouro das Alpujaras, no reino de Granada do século XVI, e a violência, a crueldade e o ódio de ambos os lados no conflito.


Traz-nos, igualmente, um fresco das condições de vida dos mouros e da sua deportação para outros reinos de Espanha, em particular Córdova, na sequência da derrota da insurreição mourisca, abandonada por argelinos e turcos com quem os revoltosos contavam.

Recomenda-se.