Luis Moreira ( publicado por: )
Sem sentido filosófico…….
Que os paradigmas estão a mudar, já todos demos conta. Mas para onde vamos é difícil de antecipar.
E nada desta revolução corresponde a políticas, a ideologias, a capitalismos, a socialismos, a comunismos, a fascismos e a tantos outros ismos.
Trata-se apenas e mais prosaicamente da revolução económica dos paises emergentes e do desejo justo das suas populações de acederem aos beneficios civilizacionais e materiais que durante séculos os europeus, melhor dizendo os paises ditos ocidentais, alcançaram e as suas populações usufruiram.
Desconheço o autor , mas está muito bem visto e bem escrito. Aí vai contra todas as regras do copy/paste.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ceci tuera cela? (as novas tecnologias significarão a morte do livro? )
Carlos Loures
Para encerrar, por agora, esta questão da ameaça do livro electrónico ao livro impresso, começo por transcrever palavras de José Afonso Furtado em O Que é o Livro: «Uma das imagens recorrentes em diversas obras que se dedicam a problemas de História ou da Sociologia do Livro e da Leitura é uma passagem clássica do romance Nôtre-Dame de Paris, de Victor Hugo. Nela, o arcediago abre a janela da sua cela, contempla por algum tempo a Nôtre-Dame, estende a mão para o livro impresso aberto na sua mesa e, lançando um olhar triste para a igreja, profere a conhecida frase: ceci tuera cela.».
Embora como José Afonso Furtado diz, este imagem seja recorrente, utilizo-a mais uma vez porque facilita a compreensão do que quero expor. Segundo o próprio Victor Hugo explica depois, a frase dita pelo arcediago Claude Frollo (o protector de Quasímodo), reflecte o espanto e o receio do sacerdócio, naquele final do século XV, perante o “prelo luminoso de Gutenberg”, o confronto entre a palavra escrita e a palavra falada. Victor Hugo explicita depois num capítulo do romance a sua previsão de que «o livro matará o edifício». Segundo ele a invenção da imprensa é o maior acontecimento da história da humanidade. A «bíblia de chumbo» irá substituir a «bíblia de pedra». Como disse McLuhan, a arquitectura gótica, a escultura, a iluminura ou a glosa medievais eram suportes da arte da memória e o eixo da cultura da escrita. Temia-se que o advento da imprensa pusesse tudo isso em causa e em risco de extinção.
Para encerrar, por agora, esta questão da ameaça do livro electrónico ao livro impresso, começo por transcrever palavras de José Afonso Furtado em O Que é o Livro: «Uma das imagens recorrentes em diversas obras que se dedicam a problemas de História ou da Sociologia do Livro e da Leitura é uma passagem clássica do romance Nôtre-Dame de Paris, de Victor Hugo. Nela, o arcediago abre a janela da sua cela, contempla por algum tempo a Nôtre-Dame, estende a mão para o livro impresso aberto na sua mesa e, lançando um olhar triste para a igreja, profere a conhecida frase: ceci tuera cela.».
Embora como José Afonso Furtado diz, este imagem seja recorrente, utilizo-a mais uma vez porque facilita a compreensão do que quero expor. Segundo o próprio Victor Hugo explica depois, a frase dita pelo arcediago Claude Frollo (o protector de Quasímodo), reflecte o espanto e o receio do sacerdócio, naquele final do século XV, perante o “prelo luminoso de Gutenberg”, o confronto entre a palavra escrita e a palavra falada. Victor Hugo explicita depois num capítulo do romance a sua previsão de que «o livro matará o edifício». Segundo ele a invenção da imprensa é o maior acontecimento da história da humanidade. A «bíblia de chumbo» irá substituir a «bíblia de pedra». Como disse McLuhan, a arquitectura gótica, a escultura, a iluminura ou a glosa medievais eram suportes da arte da memória e o eixo da cultura da escrita. Temia-se que o advento da imprensa pusesse tudo isso em causa e em risco de extinção.
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