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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Teatro profissional/teatro de amadores*
Teatro de Amadores de Gondomar - Felizmente há Luar!, de Sttau Monteiro (6 de Março de 2010).
António Gomes Marques
Falar de Teatro de Amadores (e não Teatro Amador), ou seja, dos que por amor fazem teatro, pode remeter-nos para a área da animação sociocultural e/ou para a da divulgação cultural descentralizada.
Tempos houve em que o Teatro de Amadores tinha o respeito do País, dos meios intelectuais, do público em geral e dos meios de comunicação social. Depois do 25 de Abril conquistou mesmo o respeito do poder político, com ajudas financeiras e alguns meios técnicos, com excepção do período em que foi Secretário de Estado da Cultura essa figura única que dá pelo nome de Vasco Pulido Valente.
Também os partidos políticos, sabedores de que as actividades desenvolvidas pelos Grupos dão o seu contributo nas transformações qualitativas ao nível do consciente, tentaram dominar a sua organização, APTA-Associação Portuguesa do Teatro de Amadores, sem qualquer êxito. O movimento tornou-se forte. Fizeram-se Festivais de Teatro de Amadores que sempre tiveram o apoio dos vários públicos, das Câmaras Municipais, dos Governos Civis, da Fundação Calouste Gulbenkian e também da Secretaria de Estado da Cultura, embora não tanto como o movimento então merecia; fizeram-se cursos dirigidos por grandes encenadores europeus, participou-se em Festivais Internacionais e em vários cursos fora do País.
Na era cavaquista os apoios governamentais já não foram os mesmos, mas a responsabilidade não pode ser assacada apenas ao poder político. A estrutura montada, com as Associações Regionais, poderia resistir. No entanto, alguns dos grupos mais fortes e mais implantados tiveram a ilusão da profissionalização, a comunicação social ajudou e os grupos foram ficando cada vez mais isolados. Hoje continuam a existir muitos grupos de teatro de amadores, mas não existe o movimento do teatro de amadores, embora haja a intenção de alguns, nomeadamente do notável resistente Marcelino Lopes, Professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, recriarem uma nova Associação. As Câmaras Municipais, em alguns dos concelhos onde os grupos existem, vão apoiando e a imaginação dos seus elementos faz o resto.
Agora, há que colher as lições com a história recente do teatro de amadores e torná-lo de novo num movimento forte. O INATEL é a organização que, no momento, poderia dar um dos maiores impulsos para que as potencialidades que existem se transformassem em acto, ajudando ao reaparecimento do desejado movimento à volta do teatro de Amadores. O «Forum do Teatro de Amadores», que decorreu em Aveiro de 28 de Novembro a 1 de Dezembro de 1998, organizado por aquele Instituto, foi a demonstração clara das suas potencialidades. Estará a actual Administração do INATEL sensível a dar a sua quota parte para tornar realidade o que é desejo de muitos amadores de teatro?
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