Síntese do reintegracionismo contemporâneo (14)
por Carlos Durão
(continuação)
No 1982, no 17 de agosto, Dia da Galiza Mártir, são (re)fundadas as Irmandades da Fala (na Rede: http://www.lusografia.org/ifgp/), continuação das IF históricas (de 1916), inclusive do ponto de vista jurídico, pois herdaram o seu nome registado (Ministério do Interior, Direção Geral de Política Interior, Associações, Madrid, Ofício de 20 julho 1983, registo de saída no 3430, pelo que se legaliza) e com elas entroncaram por meio de Jenaro Marinhas del Valhe, “por ser eu o último representante vivo da primeira Irmandade da Fala fundada na Galiza” (1993, 29-34: 15). “As Irmandades da Fala estabelecem como fins: ‘A recuperação etimológica e reintegracionista da língua galega como variante em pé de igualdade com as restantes variantes do mesmo sistema linguístico [...] Combater por todos os meios a contaminação linguística do idioma galego, a nível ortográfico, fonológico, morfológico, sintáctico, semântico e léxico para desterrar o castrapo ou patois da língua galega e conseguir a sua plena normalização cultural, política e social [...]” (1986, 6/10: 66). Foi eleito Presidente J.M. Montero Santalha. Editam as revistas Cadernos do Povo, NÓS, O Ensino, Temas de O Ensino, e obra literária. Publicam um Prontuário (1984, 2/3) que perfilou as suas linhas ortográficas gerais “avançadas”, p.ex. grafar “Castelão” com til, e em geral o emprego do til onde correspondia segundo o critério então adotado, que incluía as terminações em -ões. Daquele prontuário foram tiradas as palavras “brêtema” e “lôstrego” incluidas na Base XI 2° a) do Acordo da Ortografia Unificada.

