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| (Foto de Francisco Paraíso) |
Ontem deu uma curiosa entrevista ao jornal "A Bola", através do meu amigo José Manuel Freitas. Sei que alguns dos visitantes deste blog não o apreciam, mas não é esse o meu caso dado que depois de o ter conhecido o considerei uma pessoa extremamente inteligente e sabedor, como poucos, dos caminhos que trilhava. Esteve sempre disponível, algumas vezes prejudicando mesmo a sua carreira nos clubes onde se encontrava. Nunca duvidei das suas intenções nem tenho motivos reais para tal. Estando de fora, talvez não compreendesse algumas das suas opções ou palavras. Aqui na Selecção nunca foi esse o meu entendimento. Admito opiniões contrárias, como quem não pensa como eu terá de aceitar as minhas. Não vou obviamente falar das suas palavras acerca de Carlos Queiroz, dado que não sou seu advogado, nem ele precisa de tal. As suas conclusões e ideias são claras e só o próprio as poderá rebater, mas quero reafirmar aquilo que disse de uma forma simples e objectiva: "Como já lhe referi, sinto falta de Portugal pelas mais variadas situações, muito especialmente porque o País está inteirmente ligado à minha vida. Nessa medida, na minha cabeça está muito claro aquilo que sou: por tudo aquilo que vivi sou português de coração! E isso chega, pois não há forma de conseguir demonstrar sentimentos."
BPN
Segundo o "Expresso" de hoje, num artigo impressionante, cerca de 20 quadros superiores do BPN, sem trabalharem desde 2008, continuam a receber os seus vencimentos, havendo mesmo alguns deles pronunciados por crimes relacionados com a gestão danosa do banco. Foi um autêntico assalto à mão armada aquilo que alguns elementos dessa instituição bancária fizeram aos nossos bolsos, dado que na realidade, clientes ou não, estamos todos a pagar e não se sabe, segundo o jornal, quando deixaremos de o fazer. Se fossem quadros baixos do banco decerto que já teriam sido despedidos, mas como são superiores e no final, como é hábito, serão considerados inocentes e indemnizados, por lá continuam, enquanto o Zé Povinho continua a pagar. O azar do Madoff foi viver nos EUA, tivesse ele vivido e roubado, como o fez, em Portugal, e estaria decerto em grande situação financeira com alguns largos milhões em off-shores nas Caraíbas, curtindo a vida como se nada tivesse acontecido.




