Carlos Loures
A primeira vez que fui ao Porto, viajei com os meus pais, pois era um miúdo pequeno, com seis ou sete anos. Chegámos num sábado, numa manhã de Primavera, fria, mas luminosa. Saímos do comboio na Estação de São Bento e logo fiquei maravilhado com as diferenças – o empedrado das ruas, os eléctricos não eram amarelos, mas acastanhados e (pareceram-me) mais largos do que os de Lisboa, os prédios escuros… Via muito cinema e a Baixa do Porto, pareceu-me um cenário londrino. O incêndio da guerra lavrava ainda. A falta de combustível obrigava os carros a usar uns depósitos de gasogénio. Já os tinha visto em Lisboa, mas pareceu-me haver mais no Porto. Tudo era ou me parecia diferente.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
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