Carlos Loures
Em entrevista à agência Lusa, em Novembro de 2008, Arturo Pérez-Reverte escritor espanhol, defendeu a existência da Ibéria como país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal. Entende ser «um absurdo» que os dois países vivam «tão desconhecidos um do outro». Afirma haver «uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirenéus e o estreito de Gibraltar, com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais", Para ele, o maior erro histórico de Filipe II, no século XVI, foi não ter escolhido Lisboa como capital do império. “Teria sido mais justo haver uma Ibéria, e a história do mundo teria sido diferente". Acrescentou que a Ibéria não existe de jure, mas "qualquer espanhol que venha a Portugal se sente em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo". (..)"É uma realidade incontestável" que precisa de um empurrão social e não político para ser concretizada”(…)”. O mundo de hoje "é um lugar de grandes mudanças sociais". O " Ocidente pacífico, sereno, poderoso, com alguma coerência cultural e social do século XX não poderá continuar. O Ocidente como o entendemos está na sua etapa final"-
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
El Sol de Breda - Um livro que eu li
João Machado
Acabei de ler El Sol de Breda, escrito por Arturo Pérez-Reverte em 1998. A tradução portuguesa é de Helena Pitta, e foi editada pela ASA em 2007. É um livro de 180 e tal páginas, que se inclui na série de aventuras do Capitão Alatriste, personagem que o autor terá idealizado em conjunto com a sua filha Carlota. Pérez-Reverte nasceu em Cartagena em 1951, e foi jornalista e correspondente de guerra na Bósnia. Já publicou numerosas obras de ficção, como El Húsar, El Club Dumas, La Reina del Sur, La Carta Esférica, El Pintor de Batallas. É membro da Real Academia Española desde 2003.
As aventuras do Capitão Alatriste são romances de capa e espada, situados temporalmente no século XVII, no fim da chamada Idade do Ouro espanhola. Pérez-Reverte é obviamente admirador de Alexandre Dumas, mas o Capitão Alatriste é um sucessor em linha directa do Pardaillan, do corso Michel Zévaco (1860-1918), mais do que de D’Artagnan ou dos Três Mosqueteiros. Tanto quanto sei saíram até à data seis aventuras de Diego Alatriste y Tenório.
A acção deste romance passa-se na Flandres, durante o cerco de Breda (hoje uma cidade holandesa), durante as guerras religiosas entre católicos e protestantes, ou se se preferir, entre a Espanha e os Países Baixos. O espantoso quadro de Velásquez, A rendição de Breda (As lanças), foi sem dúvida um elemento de inspiração para o enredo desta aventura, havendo no fim do livro uma engraçadíssima nota de editor que fornece importante informação histórica, entrelaçada com pormenores deliciosos sobre as razões porque não se consegue encontrar o Capitão Alatriste representado no quadro. De resto, no livro cruzam-se os personagens saídos da imaginação do autor com personagens verídicos, desde o general italiano Ambrósio Spínola (1569-1630), chefe máximo das tropas espanholas e personagem central do quadro de Velásquez, até ao grande escritor Dom Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645) que Pérez-Reverte apresenta como amigo pessoal de Alatriste.
Acabei de ler El Sol de Breda, escrito por Arturo Pérez-Reverte em 1998. A tradução portuguesa é de Helena Pitta, e foi editada pela ASA em 2007. É um livro de 180 e tal páginas, que se inclui na série de aventuras do Capitão Alatriste, personagem que o autor terá idealizado em conjunto com a sua filha Carlota. Pérez-Reverte nasceu em Cartagena em 1951, e foi jornalista e correspondente de guerra na Bósnia. Já publicou numerosas obras de ficção, como El Húsar, El Club Dumas, La Reina del Sur, La Carta Esférica, El Pintor de Batallas. É membro da Real Academia Española desde 2003.
As aventuras do Capitão Alatriste são romances de capa e espada, situados temporalmente no século XVII, no fim da chamada Idade do Ouro espanhola. Pérez-Reverte é obviamente admirador de Alexandre Dumas, mas o Capitão Alatriste é um sucessor em linha directa do Pardaillan, do corso Michel Zévaco (1860-1918), mais do que de D’Artagnan ou dos Três Mosqueteiros. Tanto quanto sei saíram até à data seis aventuras de Diego Alatriste y Tenório.
A acção deste romance passa-se na Flandres, durante o cerco de Breda (hoje uma cidade holandesa), durante as guerras religiosas entre católicos e protestantes, ou se se preferir, entre a Espanha e os Países Baixos. O espantoso quadro de Velásquez, A rendição de Breda (As lanças), foi sem dúvida um elemento de inspiração para o enredo desta aventura, havendo no fim do livro uma engraçadíssima nota de editor que fornece importante informação histórica, entrelaçada com pormenores deliciosos sobre as razões porque não se consegue encontrar o Capitão Alatriste representado no quadro. De resto, no livro cruzam-se os personagens saídos da imaginação do autor com personagens verídicos, desde o general italiano Ambrósio Spínola (1569-1630), chefe máximo das tropas espanholas e personagem central do quadro de Velásquez, até ao grande escritor Dom Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645) que Pérez-Reverte apresenta como amigo pessoal de Alatriste.
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