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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quatre Barres - Direcció de Josep Anton Vidal

Aquest espai, dedicat a tots els amics d'Estrolabio i, de manera molt especial, als que segueixen el nostre bloc des de les terres de parla catalana. Aquí parlarem de cultura lusòfona i de cultura catalana, i de les qüestions i els problemes que ens afecten als uns i als altres.

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Independència, un camí de llarg recorregut


Els resultats de les eleccions al Parlament de Catalunya celebrades recentment han donat, com vam comentar oportunament en aquesta secció, una majoria important a Convergència i Unió, que se situa a poca distància de la majoria absoluta. El poble de Catalunya ha fet confiança al catalanisme de signe conservador, amb un perfil que li permet ocupar un espai de centre a l’estil de les democràcies occidentals. Cal fer l’observació que l’adjectiu “conservador” es refereix a tot el programa polític de CiU amb l’excepció de les qüestions identitàries, perquè a Catalunya la defensa de la identitat no pot ser “conservadora”, cosa que voldria dir que aquest país hauria assolit un nivell de “normalitat” que avui li és negat; per això, pel que fa a la identitat, CiU és un partit vindicatiu, militant, que integra en les seves files des de partidaris de l’acord i el pacte amb l’Estat espanyol fins a independentistes conveçuts.

sábado, 11 de setembro de 2010

Dia 11 de Setembro - Diada nacional de Catalunya - Dia Nacional da Catalunha

Josep Anton Vidal

L'onze de setembre del 1714, Barcelona, fortament assetjada per les tropes de Felip d'Anjou comandades pel duc de Berwick i traïda i abandonada per les potències europees, queia sota l'assalt de l'exèrcit borbònic. Aquella data és, encara avui, un punt de referència per als catalans, que n'han fet la Festa Nacional de Catalunya. Hi ha qui diu que celebrem una derrota, i n'hi ha també que afegeixen o fan entenedor que els pobles que celebren derrotes han perdut la capacitat de fer-se un lloc propi en la història. No és pas així; els catalans no celebrem cap derrota, perquè les derrotes les celebren els vencedors. Els vençuts commemorem (és a dir, "compartim la memòria") un fet que ens diu clarament qui som, d'on venim i quins camins hem transitat, alhora que ens empeny a la reflexió de cap on volem anar i ens porta a compartir també l'esforç de fer i aconseguir un projecte per al nostre país.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Iberismo? - Não, obrigado! (2)

Carlos Loures

Em entrevista à agência Lusa, em Novembro de 2008, Arturo Pérez-Reverte escritor espanhol, defendeu a existência da Ibéria como país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal. Entende ser «um absurdo» que os dois países vivam «tão desconhecidos um do outro». Afirma haver «uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirenéus e o estreito de Gibraltar, com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais", Para ele, o maior erro histórico de Filipe II, no século XVI, foi não ter escolhido Lisboa como capital do império. “Teria sido mais justo haver uma Ibéria, e a história do mundo teria sido diferente". Acrescentou que a Ibéria não existe de jure, mas "qualquer espanhol que venha a Portugal se sente em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo". (..)"É uma realidade incontestável" que precisa de um empurrão social e não político para ser concretizada”(…)”. O mundo de hoje "é um lugar de grandes mudanças sociais". O " Ocidente pacífico, sereno, poderoso, com alguma coerência cultural e social do século XX não poderá continuar. O Ocidente como o entendemos está na sua etapa final"-

domingo, 15 de agosto de 2010

O futebol e a independência da Catalunha

Joan Laporta quer tornar-se líder de uma Catalunha independente



Dissemos ontem que o FC Barcelona era um dos símbolos da Catalunha, talvez o mais visível. A relação estreita entre futebol e política, que se verifica igualmente em Portugal, assume aqui contornos diferentes, pois o Barça é o factor de união entre os catalães. Uma poderosa alavanca no esforço de erguer um estado soberano.

Em declarações prestadas à meses, Joan Laporta, presidente do FC Barcelona, campeão de futebol da liga profissional espanhola, declarou pretender ser o próximo presidente do Governo autonómico da Catalunha, a eleger no Outono. O actual executivo de coligação entre socialistas e a Esquerda Republicana Catalã, de Josep-Lluís Carod-Rovira, está desgastado, circunstância que abre caminho a um novo ciclo político. Laporta  invoca a seu favor os êxitos que tem acumulado à frente do Barça. Diz Joan Laporta:


"Se eu fosse presidente lutaria para que a Catalunha dispusesse de um Estado para tomar decisões", Na mesma entrevista, o dirigente desportivo assegurou que o Barça "é o melhor instrumento para defender o país porque não está submetido a qualquer tipo de estrutura central". Em entrevista anterios,  tinha apelado a que "um milhão de catalães" o seguissem para romper definitivamente os laços políticos com Madrid, dando corpo ao projecto independentista que tem encontrado no futebol um poderoso aliado. Aos fins de semana, o Camp Nou é ponto de encontro dos defensores da independência da Catalunha.

"Quero acção política, o que significa um partido político, porque o meu objectivo é que a Catalunha tenha um Estado próprio. Como somos uma nação, a Catalunha deve ter capacidade para administrar os seus recursos.»

A dúvida é sobre se Laporta  criará uma força política própria para se apresentar às autonómicas ou se irá às urnas sob a sigla do Reagrupamento, associação nacionalista catalã que concorre contra os principais partidos sediados em Barcelona - a Convergência e União, o Partido Socialista da Catalunha e a Esquerda Republicana Catalã.O mundo político da Catalunha não deu grande valor a estas declarações. Para já, sublinham a ligação entre futebol e política e a ambição que alguns dirigentes bem sucedidos acalentam de prolongar na política os êxitos desportivos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Catalunha quer ser independente?

Continuando a abordar a questão de uma eventual independência da Catalunha e preferindo, a cogitações exteriores, conhecer o que pensam os catalães sobre um tema tão importante para eles, utilizamos hoje a gravação da primeira parte de um debate transmitido em directo pela 8 TV, em Outubro de 2007. Esse debate debruçava-se precisamente sobre  a temática "Catalunya vol ser independent?", havendo entre o público elementos ligados ao Estado Catalão. Pelo tom apaixonado em que o debate decorre,  e pela grande diversidade de opiniões (frequentemente opostas) vê-se que a questão divide a sociedade catalã. Esgrimem-se argumentos de todas as naturezas - da cultura à economia.

Porém, de 2007 até hoje, nestes três anos, a situação modificou-se. Em Outubro daquele ano, uma sondagem veio dizer-nos que apenas 30% dos catalães desejavam a independência. Ainda em Maio deste ano, 37% pronunciaram-se pela independẽncia, enquanto 41% a rejeitavam liminarmente. A decisão do Tribunal Constitucional, no seu acórdão de 28 de Junho, de considerar inconstitucionais alguns artigos do Estatuto da Catalunha, nomeadamente os que concediam ao idioma catalão pimazia sobre o castelhano, provocando grandes manifestações populares, trazendo às ruas de Barcelona mais de um milhão de manifestantes, essa decisão parece ter alterado as coisas, pois de acordo com uma sondagem recente cerca de metade dos habitantes da Catalunha defende a independência.


Pela primeira vez, o número dos adeptos da independência ultrapassa o dos que defendem que a Catalunha deve continuar politicamente ligada ao Estado espanhol, de acordo com uma sondagem levada a cabo o mês passado pelo diário barcelonês La Vanguardia.De acordo com essa sondagem, 47% das pessoas interrogadas afirmam que optariam pela independência caso este tema fosse submetido a referendo. Apenas 36% diriam que não, o que é a mais baixa percentagem de sempre neste tipo de inquéritos.Um tema apaixonante e não só para os catalães.

E vejam como é fácil compreender o catalão, tão diferente do castelhano e, por vezes, com sonoridades tão semelhantes à do português.