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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Professores - A escola não tem que ser democrática.

Luis Moreira

Fernando Savater, uma voz sensata, um líder de opinião que muito inspira,esteve em Portugal para falar de educação e da necessidade de uma revolução profunda. (revista Expresso)

A criação de uma disciplina de Educação Cívica que introduza a capacidade de agir em democracia, pois se a escola não o faz será a televisão a fazê-lo. A religião e moral, aconteceu em ditadura, no seu livro "Ética para um jovem" pretendeu que a ética servisse de alternativa à religião.A ética é para todos, não é exclusiva dos religiosos.

A escola não é democrática, nem deve sê-lo, a escola é a preparação para a democracia. A aula é hierárquica, o professor deve estar acima dos alunos que os prepara para serem cidadãos.

A escola sempre viveu em crise, anda atrás da sociedade, na medida em que os professores foram educados no passado e têm que educar para o futuro. A teoria que diz que os alunos são iguais aos professores leva a que percam o respeito pelo professor.Se a autoridade não é exclusiva dos professores a aula não funciona.

No "Panfleto Anti-Pedagógico" de Ricardo Moreno Castilho, cujo prefácio foi escrito por Savater, defende-se que a aula não é uma reunião de amigos nem um recreio, é o um lugar onde se transmitem conhecimentos. Ninguém coloca em causa a autoridade de um treinador de futebol que todos aceitam que deverá dar ordens aos seus jogadores.

Um ignorante segue tudo o que é prometedor, se lhe acenam com mais dinheiro, mais carreira, mais mordomias, a tendência é seguir os demagogos que promentem o céu e a terra, não é seguir quem é sério e promete mais trabalho e mais exigência.

Este é o grande problema da democracia! E da escola, acrescento eu.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Opinião. Galp Base combustível mais barato.

Carlos Mesquita


Portugal é o segundo país da União Europeia com os combustíveis mais caros antes de impostos. A política de preços da Galp tem sido de desrespeito absoluto pelos consumidores. A liberalização do mercado de combustíveis não trouxe a anunciada baixa de preços, antes a cartelização das principais marcas, o que só a Autoridade da Concorrência não consegue ver.

Em 2008 tivemos a visita de um comissário europeu que dizia “haver necessidade de melhor regulação em Portugal”. O Bloco de Esquerda aproveitou para pedir uma nova audição parlamentar da Autoridade da Concorrência; deu em nada.