Manuela Degerine
Capítulo XLI
Décima primeira etapa: na Mealhada
A rapariga desculpa-se por não ter avisado: há no ginásio, das oito às nove, um jogo de básquete, por conseguinte, como é necessário varrer o chão, pois há, aqui e além, excrementos dos pássaros, convém começarmos a arrumar as bagagens. Não é o que mais nos apetece neste momento... Claro que sorrimos à rapariga, declaramos não haver problema, arrumamos tudo, sem demoras; os bombeiros não são obrigados a acolher-nos e, num ginásio, é mais natural jogar básquete do que dormir e secar roupa. Enfiamos as camisolas, cuecas e peúgas em plásticos, dobramos os sacos-cama, pomos tudo nas mochilas, arrastamos os colchões para o canto onde os encontrámos e, depois do que caminhámos durante o dia, resignamo-nos a calcorrear a cidade.
Ao fim de meia hora, demos a volta completa à Mealhada, uma hora depois, palmilhámos duas vezes as ruas do centro, tirámos meia dúzia de fotografias, mirámos todas as montras, admirámos na pastelaria os bolos de aniversário, entrámos num café para comprar sumos de fruta... Falo à Maria do Luso, do Buçaco, dos vinhos e dos leitões da Bairrada; mas não fazem parte desta viagem. (E até, no que me toca, cochinillo... Não gosto.) As ruas estão desertas. Sentimos frio. Sentimo-nos cansadas. Apesar disto tudo, rimo-nos da situação, cada vez mais cómica…
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
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