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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal, por José Brandão, (52)

O Socialismo em Portugal 1850-1900


César Oliveira

Afrontamento, 1973

O volume, agora dado a lume é, essencialmente, a tese de licenciatura que o autor apresentou à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Um trabalho com tal objectivo impôs, desde o seu começo. certos limites que determinariam alguns aspectos do trabalho e dos quais se tem clara consciência.
Para primeira tentativa de síntese do socialismo oitocentista português, este volume está longe de poder constituir obra exaustiva e definitiva. Como se explica com maior pormenor na introdução, este estudo aponta sobretudo para caminhos e pistas a explorar e hipóteses de trabalho a verificar. Por entendermos não haver ainda condições que permitam sínteses suficientemente fundamentadas, pensamos que fosse necessário um primeiro desbravar, do terreno da investigação; daí a abordagem do tema sofrer destes limites.
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A Sociedade e a Economia Portuguesas nas Origens do Salazarismo


Fernando Medeiros

A Regra do Jogo, 1978

A ordem a que obedece a exposição não traduz convenientemente esse vai e vem constante, e difícil será fazê-lo num calão de historiadores sociólogos que não soube inspirar-se nas técnicas mais arejadas do romance. No entanto, o método a que obedeceu a investigação consistiu em procurar estabelecer as séries mais ou menos longas das repercussões em cadeia que cada acontecimento significativo provocava e, ao mesmo tempo que se evidenciavam esses encadeamentos, em isolar os seus efeitos em retrocesso nas diversas áreas do social.

É a análise estrutural que aparece no primeiro plano da primeira parte, o que não vai sem alguns riscos de fastídio para o leitor. Apesar disso a abertura sobre os dados da formação económica portuguesa, que se encontravam por sintetizar, constituía uma etapa indispensável para o entendimento dos capítulos seguintes…


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sábado, 20 de novembro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (37)

O Primeiro Congresso do Partido Comunista Português


César Oliveira


Seara Nova, 1975



Este é um volume cujo principal objectivo é dar a conhecer ao público as teses, resoluções e outro noticiário referente ao I Congresso do Partido Comunista Português realizado em 1923, dois anos após a sua fundação em 1921.
Não se pretende neste volume iniciar uma história do P.C. P. para cuja continuidade nos faltariam, necessariamente, elementos dadas as condições de clandestinidade em que foram obrigados a viver, durante dezenas de anos, os militantes deste partido. Por outro lado não é nosso propósito mostrar com a publicação deste material a fraqueza teórica patente no referido congresso: isso seria, exactamente, desconhecer ou ignorar deliberadamente o contexto social e económico da época em que nasceu o partido…

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O Primeiro de Maio


César Nogueira

Lisboa, 1917

É esta a orientação, que o proletariado português deve também acompanhar. Mas para que as reivindicações do 1.º de Maio melhor possam vingar é necessário, é imprescindível, que ao lado do esforço económico esteja a luta do carácter político pela conquista das juntas de paróquia, dos municípios, das juntas distritais e do Parlamento, porque sendo os melhores baluartes onde se acoita o capitalismo, é, por consequência, o meio mais autêntico o mais prático para obter e manter as reivindicações formuladas no dia 1.° de Maio, factos importantes, que o Congresso Socialista Internacional de Paris, em 1900, reconheceu, convidando as organizações operárias a prosseguir na obtenção das reformas sociais, «obrando duma maneira progressiva e ligando a acção sindical e a acção politica». Assim o têm compreendido e executado as massas populares para além-fronteiras.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dicionário Bibliográfico das Origens do Pensamento Social em Portugal (12), por José Brandão

A Criação da União Operária Nacional

César Oliveira

Afrontamento, 1973

Quando iniciámos o estudo das relações entre o operariado português e a República democrática logo se nos tornou imperioso analisar, para além da crítica à democracia burguesa que o movimento operário elaborou, duas ordens de factores; a primeira, respeitante à organização real das classes trabalhadoras, à dimensão social da sua força, ao poder da sua acção como classe no defrontar dos vários níveis em que o capital (em qual quer das suas formas) exerce o seu domínio; a segunda, referente não apenas à ideologia dominante no seio do próprio movimento operário, mas também procurando descortinar, ao processo social português, essa mesma ideologia, sempre entrevisto em íntima conexão com o movimento operário europeu.

A fraqueza ou a força de qualquer formação social medem-se, historicamente, não só pelo seu triunfo definitivo mas ainda pela sua capacidade em granjear conquistas…
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A Crise do Liberalismo


e das Primeiras Manifestações das Ideias Socialistas em Portugal


(1820-1852)


1ª edição


Victor de Sá

Seara Nova, 1969

Posso por isso concluir que me considero satisfeito? Não, muito longe disso! Chegando ao cabo do meu trabalho, reconheci que ele não constituía afinal senão um primeiro esforço na vida da história social, que passou entretanto a avassalar-me. Porque, se tinha conseguido resolver alguns dos problemas iniciais, a verdade é que muitos aguardam solução e outros novos foram ainda surgindo.

É plenamente consciente destas insuficiências que submeto o meu trabalho à crítica, confiando na compreensão dos meus leitores mais exigentes para a amplitude e dificuldade da tarefa que me fixara.

No fim deste trabalho cumpre-me mencionar alguma das preciosas ajudas que encontrei para poder levá-lo a efeitos. Assim, é para mim o mais agradável dos deveres agradecer ao Doutor Léon Bourdon, meu director de tese, o seu valioso encorajamento para os meus esforços.

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Cronologia de Henriques Nogueira

António Carlos Leal da Silva


Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1982


Espírito inovador virado para o futuro e, todavia, empenhado em preservar um património de tradições milenárias; aberto à história e à experiência contemporânea de todos os povos, sem perder de vista as raízes e a mais concreta actualidade do Pais e das suas regiões; pioneiro do associativismo nas oficinas e nos campos, que sempre denunciou a hipertrofia do Estado; defensor dos pobres, dos humilhados, que jamais reconheceu na luta de classes a cura de seus males; castigador de um moralismo hipócrita, a que contrapunha uma moral de genuíno cunho evangélico; precursor da República, que preconizava para o clero um superior e alargado papel na educação da juventude, no saneamento dos costumes, na assistência aos deserdados da vida; realismo e sonho, audácia temperada de moderação assim reconhecerá Henriques Nogueira quem venha a abeirar-se da sua Obra.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

República nos livros de ontem nos livros de hoje - 151 e 152 (José Brandão)

A I República Portuguesa

Uma cronologia

Fernando de Castro Brandão

Livros Horizonte, 1991

Hoje em dia reconhece-se a cronologia como um instrumento imprescindível para a análise histórica. As datas existem como marcas insubstituíveis a partir das quais se articulam os factos inseridos no tempo e no espaço. A referência cronológica ganha ainda mais relevância quando o material de investigação e as obras de referência são escassas ou pouco rigorosas, criando dificuldades quase insuperáveis aos investigadores e a todos quantos se interessam pela história por falta de indicações cronológicas precisas. Daí esta cronologia da I República Portuguesa, um período aliciante e fundamental da história contemporânea portuguesa mas ainda com muita informação por desbravar.

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O Primeiro Congresso do Partido Comunista Português


César Oliveira

Seara Nova, 1975

Este é um volume cujo principal objectivo é dar a conhecer ao público as teses, resoluções e outro noticiário referente ao I Congresso do Partido Comunista Português realizado em 1923, dois anos após a sua fundação em 1921.

Não se pretende neste volume iniciar uma história do P.C. P. para cuja continuidade nos faltariam, necessariamente, elementos dadas as condições de clandestinidade em que foram obrigados a viver, durante dezenas de anos, os militantes deste partido. Por outro lado não é nosso propósito mostrar com a publicação deste material a fraqueza teórica patente no referido congresso: isso seria, exactamente, desconhecer ou ignorar deliberadamente o contexto social e económico da época em que nasceu o partido…
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