Carlos Godinho
Nem damos conta disso, mas por estarmos virados quase em exclusivo para a Europa, mas Marrocos, Casablanca, está a uma hora de viagem de avião de Lisboa. Parecendo tão longe, está tão perto. Madrid, que é quase ali ao virar da esquina, está precisamente à mesma distância.
Decidi visitar este país, que quase fazendo fronteira com Portugal, não fosse o Atlântico separar-nos, representa um outro mundo, de culturas, tradições, religiões, cheiros e cores. De Casablanca, cidade ocidentalizada, a Ouarzazate, às portas do deserto, é um mundo de contrastes que se aproximam mais do nosso passado do que do presente.
Entrar na Medina de Fez é como acontecer um recuo acentuado nas nossas vidas, e o reencontro com hábitos e meios completamente ultrapassados para os ocidentais. A ASAE, caso existisse em Marrocos, fecharia a Medina, não havendo um único lugar em que as condições de higiene estejam garantidas. Acredito que em Lisboa, nos bairros populares, se viveria assim há uma centena de anos. De qualquer forma entrar por ali, acompanhado por um guia, sem o qual um visitante se perderá no emaranhado de ruas, becos e quintais, é uma experiência a não perder. Claro que a alguma distância se encontra uma cidade vibrante, moderna, em que apesar de tudo, para os nossos hábitos, infelizmente, a mulher continua com um papel secundário. Aí, existem McDonalds e outras modernices. Cerveja e vinho é que é difícil de encontrar. Meknes e Fez são muito idênticas. Rabat, a capital, por seu turno, tem outra dinâmica, mais desenvolvida, mantendo a sua Medina, mais moderna, ou melhor, menos atrasada, mais limpa. O seu Kasbah, bem cuidado, com imensas referências a Portugal, merece uma visita. Mais a sul, após uma viagem de nove horas pelo Médio Atlas, sem grande interesse do ponto de vista do conhecimento, chega-se à mais moderna e vibrante das cidades de Marrocos, Marraquexe. Um mundo à parte, multicultural, de grandes contrastes e largos milhares de turistas de todo o mundo. Para quem quiser passar um fim-de-semana diferente pode viajar directo de Lisboa e sinceramente aconselho uma visita.
Mostrar mensagens com a etiqueta casablanca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casablanca. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Bonjour, la France!
- « C’est une révolte ? »
- « Non sire, ce n’est pas une révolte, c’est une révolution », lui aurait alors répondu La Rochefoucauld !
Na sua edição do dia 16 de Julho de 1789, o Journal de Paris começava assim a notícia:
"O sol nasceu às 4h08 daquela terça-feira, dia 14 de julho de 1789, e, apesar da luminosidade, a cidade anunciava um dia encoberto e frio naquele Verão, no qual os termómetros marcavam 12 graus pouco antes do meio-dia." Porém, apesar do inusitado frio num dia de Verão, um furacão incendiário estava prestes a abater-se sobre a «ordem natural das coisas». Com a Tomada da Bastilha, começava a grande Revolução Francesa. A França e o mundo nunca mais seriam os mesmos. Na realidade, não se tratava de uma revolta. Era a Revolução.
Vejamos de novo esta cena do filme Casablanca, onde o realizador Michael Curtiz consegue, neste seu filme de 1942, fazer perpassar, com emoção, a força de uma França que, apesar de ocupada, se mantém como a indómita guardiã dos valores da sua e nossa Revolução.
É um momento único da história do cinema:
É esta França que saudamos - Bonjour, la France!
Etiquetas:
1789,
casablanca,
La Marseillaise,
michael curtiz,
revolução francesa
Subscrever:
Mensagens (Atom)


