Carlos Loures
Catarse, substantivo feminino, é a expulsão daquilo que, sendo estranho à essência ou à natureza de um ser, o corrompe. É um processo de purificação. Embora não pareça, catar, o verbo transitivo, na sua forma reflexiva catar-se, tem um significado muito semelhante, embora mais popular. Enquanto catarse nos remete para o classicismo grego, para o orfismo, o pitagorismo, o platonismo ou para acepções mais técnicas, do foro da psiquiatria, o verbo catar, menos clássico, mais democrático, lembra-nos mães, às portas de suas casas em bairros pobres espiolhando os filhos ou, numa versão mais National Geographic, chimpanzés catando-se mutuamente (porque os sais que extraem das pelagens fazem falta à sua dieta - não sei se isto é verdade. A Dra. Jane Goodall, grande especialista no estudo da espécie, não o confirma).
O blogue é uma forma moderna de catarse. Moderna e barata, pois os psiquiatras não cobram pouco… É também uma forma de cada bloguista se catar, limpando-se de obsessões, ou de os bloguistas se catarem mutuamente, extraindo uns dos outros os sais necessários ao seu equilíbrio emocional. Catarse = catar-se. O português não é uma língua traiçoeira – é como um cão fiel e bonacheirão - desde que tratada com respeito, não nos morde. Mas voltemos aos blogues, esquecendo a sua função catártica e voltando-nos agora para a sua vocação comunicacional.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Blogosfera - universo em expansão
Carlos Loures
O que é um blogue? Uma feira de vaidades onde se exibem habilidades ou um espaço plural onde se expõem opiniões, sujeitas depois, a críticas, favoráveis ou desfavoráveis? Será também um meio de aliviar tensões, deitando cá para fora o que nos aflige ou preocupa. A esta função catártica há mesmo quem chame blogoterapia. Um blogue parece ser um pouco de tudo isto. Fonte dinâmica de informação e de entretenimento, os blogues possuem também o tal poder catártico, pois dizem-se coisas que doutro modo ficariam sepultadas e, quem sabe, a remoer dúvidas, a adensar angústias dentro das cabeças dos bloguistas. Aliviando tensões, os blogues terão salvo vidas, evitando suicídios, embora quem viaje um pouco pela blogosfera encontre comentários, disputas, susceptíveis de provocar suicídios. Porque é preciso cuidado com as pulsões que se libertam - podem transformar-se em rottweilers à solta e sem açaimo.
Dizia-me há semanas um amigo que os blogues, mais tarde ou mais cedo, implodem devido às quezílias que se levantam entre os colaboradores. Lutas ideológicas, religiosas, clubísticas, regionalistas, quando não mesmo a luta pelo poder dentro do blogue, vão criando rancores, os comentários azedam e o blogue extingue-se. Porém, neste momento estão a ser criados mais de 80 blogues, pois é o que acontece em cada segundo que passa; cinco mil por minuto, 120 mil por dia... Em todo o mundo, devem existir cerca de 200 milhões. Nesta perspectiva, acabar um blogue, não é grave, pois a blogosfera é um universo em permanente expansão. Agora, vejam esta definição:
O que é um blogue? Uma feira de vaidades onde se exibem habilidades ou um espaço plural onde se expõem opiniões, sujeitas depois, a críticas, favoráveis ou desfavoráveis? Será também um meio de aliviar tensões, deitando cá para fora o que nos aflige ou preocupa. A esta função catártica há mesmo quem chame blogoterapia. Um blogue parece ser um pouco de tudo isto. Fonte dinâmica de informação e de entretenimento, os blogues possuem também o tal poder catártico, pois dizem-se coisas que doutro modo ficariam sepultadas e, quem sabe, a remoer dúvidas, a adensar angústias dentro das cabeças dos bloguistas. Aliviando tensões, os blogues terão salvo vidas, evitando suicídios, embora quem viaje um pouco pela blogosfera encontre comentários, disputas, susceptíveis de provocar suicídios. Porque é preciso cuidado com as pulsões que se libertam - podem transformar-se em rottweilers à solta e sem açaimo.
Dizia-me há semanas um amigo que os blogues, mais tarde ou mais cedo, implodem devido às quezílias que se levantam entre os colaboradores. Lutas ideológicas, religiosas, clubísticas, regionalistas, quando não mesmo a luta pelo poder dentro do blogue, vão criando rancores, os comentários azedam e o blogue extingue-se. Porém, neste momento estão a ser criados mais de 80 blogues, pois é o que acontece em cada segundo que passa; cinco mil por minuto, 120 mil por dia... Em todo o mundo, devem existir cerca de 200 milhões. Nesta perspectiva, acabar um blogue, não é grave, pois a blogosfera é um universo em permanente expansão. Agora, vejam esta definição:
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