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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Primeira mulher presidente do Brasil


Com 80%% dos votos contados, Dilma é virtualmente a primeira mulher presidente do Brasil, contando a seu favor com 56% dos votos!

Confirma-se assim que Lula passa a pasta a uma sua seguidora, mulher que foi guerrilheira, e que promete que o Brasil continuará na senda do progresso o que já permitiu retirar da pobreza, nos últimos vinte anos, 40 milhões de Brasileiros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Alçapões da linguagem: os "apenas assalariados"

Paulo Rato


Acrescentado de: "Meditações sobre a existência de "empresários de esquerda" e relacionados motivos de apoquentação de Pedro Godinho"

I – O Le Monde

O Le Monde foi fundado em 1944, sob os auspícios do próprio general De Gaulle. A "Sociedade de redactores" foi constituída em 1951. Nos finais dos anos 60, o jornal estruturou-se em duas sociedades: uma de redactores, outra abrangendo os restantes profissionais.

Os tempos eram outros. O Mundo mudou. A imprensa escrita de referência (e até a outra...) foi enfrentando dificuldades crescentes e múltiplas. O Le Monde seguiu os caminhos que, em cada momento, surgiram como os mais adequados à manutenção do jornal e outras publicações do grupo, de acordo com as decisões tomadas pelos seus responsáveis.

II – O Alçapão

A utilização, por Pedro Godinho, da palavra "apenas", para caracterizar os assalariados é um dos alçapões que invoca: explicita a diferença de nível que estabelece entre "empresários" (mesmo mesmo mesmo empresários!, como esmiuçariam os "Gato fedorento") e os "apenas", que, como se vê logo, não sendo empresários (oh! oh! oh!), não sabem empreender... A bem dizer, não são adequadamente ungidos pela entidade divina de serviço, como os reis do antigamente... Portanto, não têm legitimidade para empreender, gerir, abrir falência, fazer as coisas decentes e os disparates que o demiúrgico funcionário reservou para os eleitos do empresariado.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Esquerda precisa-se!

Carlos Loures

E Em todas as esquinas da cidade
Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas
janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes…
dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros

Lembram-se? É assim que começa «A Invenção do Amor», o belo poema de Daniel Filipe. E bem necessário seria que um anúncio solicitando uma verdadeira Esquerda fosse publicá-lo “com carácter de urgência” em todos os jornais, gritá-lo pela rádio, mostrá-lo na televisão, pois existem muitos milhares de cidadãos de esquerda que não se revêem em qualquer das organizações, ditas de esquerda, existentes e que sentem bloqueados, cercados pela direita, pela falsa esquerda e pelo seu ideal de uma esquerda autêntica. Mas, perguntarão, então não existem já numerosos partidos e movimentos de esquerda, dentro e fora do Parlamento?

Depende de como definimos o conceito de esquerda. O poeta francês Jean-Arthur Rimbaud disse que era preciso «mudar a vida». Karl Marx, embora, como Engels, nunca tenha dito ser «de esquerda», afirmou que era indispensável «transformar o mundo». A mudança da vida, isto é, dos valores mercantilistas e da lógica consumista, que regem a sociedade em que vivemos, e a transformação do mundo, ou seja a Revolução que varra as desigualdades, as injustiças sociais, para mim constituem duas excelentes definições do que deve enformar um pensamento de esquerda.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Alçapões da linguagem - Os empresários de esquerda

Pedro Godinho


Fazendo-se eco de agências internacionais, várias notícias referiram que a oferta de compra feita por três empresários de esquerda salvou da falência o diário francês Le Monde.

Presumo haver um significado especial na menção “empresários de esquerda”.

“Empresários” porque empresários, “de esquerda” porque de esquerda.

Mas porquê “empresários de esquerda”?

Se são “empresários de esquerda”, e não simplesmente “empresários” ou “de esquerda”, é porque haverá um tipo distinto de “empresários”: os “empresários de esquerda”. O que os caracteriza? Como se distinguem? Serão os empresários naturalmente de direita? O que faz deles “empresários de esquerda”?

Porque dirigem de forma diferente as suas empresas? Porque preferem o valor de uso ao valor de troca? Porque é outra a natureza das mais-valias? Porque partilham os ganhos com equidade?

No Le Monde, os jornalistas não aguentaram a sua condição de accionistas maioritários (antes considerada essencial para assegurar a independência editorial) e (com a aprovação de 90% dos próprios para entrega do controlo) passam a ser apenas assalariados.