José Fernando Magalhães
Já lá vão muitos anos, mas as lembranças fluíam com rapidez.
Sentado à mesa de um café da baixa Portuense, olhei os meus sapatos e pensei em quanto me saberia bem que aquele café tivesse um engraxador. Apeteceu-me ter os sapatos limpos, escovados e a brilhar.
Se ao menos ainda houvesse engraxadores! Já há muito que os não via. Os últimos estavam naquela entrada de um prédio da rua Sampaio Bruno, quase em frente à Casa da Sorte. Havia também um ou dois, que paravam na Praça da Liberdade, quase na esquina da rua da 'engraxadoria'.
Antigamente, não havia café que não tivesse um, e havia trabalho para todos. Todo o homem que se prezasse gostava de ter os sapatos a brilhar. Hoje são raros, os engraxadores, já que sapatos a brilhar ainda os vai havendo, e homens que se prezem ainda há um ou outro.
.O sr Adérito era franzino, pequeno, de pele muito branca e sem barba. Homem dos seus quase cinquenta anos, não parecia ter mais de trinta.
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)

