António Mão de Ferro
A maior parte das organizações ainda não se deram conta de que pequenas diferenças fazem as grandes diferenças. Imagine uma final de atletismo. Por vezes, o segundo classificado fica tão próximo do primeiro que se tem dificuldade em discernir quem ganhou. No entanto os proveitos de um e de outro são incomparáveis, não só em termos financeiros, como em prestigio.
Do que ficou em primeiro lugar falar-se-á durante muito tempo, do que ficou em segundo quase nem se ouve falar. Será que o primeiro é muito melhor que o segundo. Certamente que não, mas uma pequena diferença no desempenho fez uma enorme diferença. O momento que atravessamos exige um empenhamento cada vez maior por parte das pessoas, para que ele faça sobressair as pequenas diferenças. Precisa da atitude que evidencia aquele jogador de futebol que corre atrás de uma bola que está quase a sair pela linha de cabeceira, a apanha e marca golo, quando os outros não acreditavam ser possível apanhá-la.
A alteração dos mercados, a obsolescência dos produtos exigem uma força de trabalho inovadora e com capacidade rápida de adaptação
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domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
É preciso redignificar a palavra
António Mão de Ferro
Assistimos cada vez mais a situações em que as pessoas parecem agir como se fossem apenas uma parte daquilo que são e o resto ficou noutro lado. Diz-se uma coisa e faz-se outra. Tudo é verdade como o seu oposto. Terá a palavra o valor de uma insignificante casca de ovo? Acabaram-se os cavalheiros?
Ainda não há muito tempo, o que tinha palavra era considerado um cavalheiro. Isso era mais importante do que ter muito dinheiro ou uma conta elevada no Banco. Fazia os negócios que queria. Palavra era palavra. Era uma espécie de pedra tocada, pedra jogada no xadrez.
Não era preciso ter carisma, poder de convicção, ou pôr entusiasmo no discurso. O que era preciso era cumprir o combinado.
Como as coisas mudaram. Os meios de comunicação puseram a nu a charlatanice, as tramas, as intrigas, dos que têm responsabilidades de dirigir. Dá-se o dito pelo não dito, sem qualquer receio do ridículo. Uns fazem-no com todos os pormenores, outro com vastas generalizações, o curioso de tudo isto é que há responsáveis que afirmam que quem é fiel à palavra, não vai longe. É impressionante esta constatação de que quem se quiser assumir por inteiro terá grandes dificuldades.
Esta situação reflecte-se no trabalho e no dia a dia e reclama normas, autoridade. No tempo dos cavalheiros as normas e a autoridade eram dispensadas, porque quando os costumes fazem quase tudo, aquelas só atrapalham.
A situação actual conduz à irracionalidade, ao erro, ao esquecimento de quem se é, de onde se vem. Quando se passará a apreciar os que se dão ao trabalho de ser decentes?
Assistimos cada vez mais a situações em que as pessoas parecem agir como se fossem apenas uma parte daquilo que são e o resto ficou noutro lado. Diz-se uma coisa e faz-se outra. Tudo é verdade como o seu oposto. Terá a palavra o valor de uma insignificante casca de ovo? Acabaram-se os cavalheiros?
Ainda não há muito tempo, o que tinha palavra era considerado um cavalheiro. Isso era mais importante do que ter muito dinheiro ou uma conta elevada no Banco. Fazia os negócios que queria. Palavra era palavra. Era uma espécie de pedra tocada, pedra jogada no xadrez.
Não era preciso ter carisma, poder de convicção, ou pôr entusiasmo no discurso. O que era preciso era cumprir o combinado.
Como as coisas mudaram. Os meios de comunicação puseram a nu a charlatanice, as tramas, as intrigas, dos que têm responsabilidades de dirigir. Dá-se o dito pelo não dito, sem qualquer receio do ridículo. Uns fazem-no com todos os pormenores, outro com vastas generalizações, o curioso de tudo isto é que há responsáveis que afirmam que quem é fiel à palavra, não vai longe. É impressionante esta constatação de que quem se quiser assumir por inteiro terá grandes dificuldades.
Esta situação reflecte-se no trabalho e no dia a dia e reclama normas, autoridade. No tempo dos cavalheiros as normas e a autoridade eram dispensadas, porque quando os costumes fazem quase tudo, aquelas só atrapalham.
A situação actual conduz à irracionalidade, ao erro, ao esquecimento de quem se é, de onde se vem. Quando se passará a apreciar os que se dão ao trabalho de ser decentes?
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