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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (6)

(Continuação)

Patrício Aylwin, um outro antigo contra a vida do Allende, esse que, no ano 1998 publicamente pedia perdão pelas suas estupidezes do passado , foi feito Doutor Honoris Causa da nossa Instituição Universitária, ISCTE, de Lisboa. Foi-me perguntado o que pensava eu sobre o facto, eu ripostei que não merecia tanto mérito, estava a governar um país traído também por ele a à maneira da ditadura. No entanto, assenti, porque ajudava ao Chile e pela delicadeza dos meus colegas ao me perguntar o meu pensamento, mas a cerimónia não assisti, excepto ao jantar, por se tratar de um amigo do meu Senhor Pai. Não fui capaz de me conter e disse ao Aylwin que pedir perdão não reparava o sofrimento de um povo, não ressuscitava aos mortos vítimas da ditadura, como também não ajudava a encontrar ou saber onde estavam, o prisioneiros desaparecidos, nem como não acabava com o nosso exílio.