Carlos Loures
Comemora-se este ano o centenário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero. (Ferrol, 1910 — Compostela, 1990). Figura cimeira da intelectualidade galega do século XX, escritor, filólogo e primeiro Catedrático de Língua e Literatura Galegas. Foi o principal teórico da corrente reintegracionista, ou seja, dos que defendem que o galego e o português se devem voltar a unir, pois são duas formas dialectais do mesmo idioma, como defenderam Carolina Michaëlis e Manuel Rodrigues Lapa, entre outros. Porém, apesar da grande importância que a sua obra assumiu, sobretudo na última fase dos seus trabalhos, Carvalho Calero não teve nem tem em Portugal a ampla divulgação que se justificava pela transcendência da sua obra.
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sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Portal Galego da Língua
Desejava congratular aos meus amigos da Galiza, no Dia das Letras Galegas e lembrar que nunca tenho para de ir.
Acabo de escrever dois textos para comemorar esse dia, que podem ser lidos em
http://estrolabio.blogspot.com/
Com o prazer de me sentir mais um galego!
Prof.Doutor Raúl Iturra
lautaro@netcabo.pt
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Com o prazer de me sentir mais um galego!
Prof.Doutor Raúl Iturra
lautaro@netcabo.pt
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Dia das Letras Galegas
Carlos Loures
Comemorando o Dia das Letras Galegas, Estrolabio dedicou toda a sua edição de hoje, 17 de Maio de 2010, à língua, à literatura, à História da Galiza. Não será um acto isolado na nossa orientação editorial – a Galiza, Cabo Verde, o Brasil… todo o espaço lusófono é para nós campo privilegiado de intervenção. Iremos, com frequência, publicar posts sobre temas relacionados com os países onde se fala o português, ou como dizia Carolina Michaëlis, onde se fala o galego-português.
Nesta irmandade de 200 milhões de falantes, os galegos são os nossos mais antigos irmãos, a sua história e a sua língua encontram-se a montante da nossa história e do idioma que falamos. Circunstâncias políiticas, originaram uma deriva que levou a Galiza a ser aculturada durante muitos séculos. Hoje, muitos intelectuais galegos querem integrar o universo lusófono. Devemos abrir-lhes os braços e apoiar, sem reservas, esse desiderato. As desconfianças devemos guardá-las para quem, aproveitando frustrações regionais manipuladas por caciques, pretende anexar o Norte do nosso País, criando algo a que chamam «região transfronteiriça» e que não tem qualquer suporte histórico ou cultural – sujas manobras de oportunistas. Porque a união de Portugal com a Galiza já existe e é de natureza cultural. No campo político terão de ser os galegos a decidir o seu destino,. Enquanto na sombra se desenvolvem estas manobras, com toda a transparência avança serenamente o projecto da integração do galego no espaço da lusofonia. Peço a vossa atenção para o vídeo que se segue.
Em 6 de Outubro de 2008 foi criada a Academia Galega de Língua Portuguesa, com sede em Santiago de Compostela e presidida pelo Professor José Martinho Montero Santalha. Segundo ele, a criação da Academia corresponde a uma ideia do Professor Carvalho Calero que, na década de 80, concebeu o projecto de uma instituição que «mantivesse de modo inequívoco a unidade linguística da Galiza com os outros países de língua portuguesa». A cerimónia de fundação da Academia, da qual vimos alguns momentos, realizou-se no Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago. Foi apadrinhada pelos Professores Malaca Casteleiro e Artur Anselmo, da Academia das Ciências de Lisboa, pelo escritor moçambicano João Craveirinha (filho de José Craveirinha), pelo Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta, pelo Professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, pelo Professor Elías Torres Feijó, presidente da Associação Internacional de Lusitanistas e vice-reitor da Universidade de Santiago de Compostela, entre outros. Padrinhos não faltaram. Ângelo Cristóvão, presidente da Associação promotora da AGLP comentou: «Não podemos dizer que viemos ao mundo sem padrinhos!» E acrescentou: «queremos devolver ao galego o lugar que lhe corresponde, que é o de uma forma do português e não o de um dialecto do castelhano». Em 23 de Maio de 2009 realizou-se na Academia das Ciências de Lisboa, uma sessão as duas entidades. Agora, quando falarmos em países de língua portuguesa, não devemos esquecer a Galiza. Somos nove e não oito países. Foi na Galiza, que o galego-português, nasceu. Foi ali que pela primeira vez se falou a nossa língua, a língua de Camões, de Rosalía de Castro e de Fernando Pessoa.
Comemorando o Dia das Letras Galegas, Estrolabio dedicou toda a sua edição de hoje, 17 de Maio de 2010, à língua, à literatura, à História da Galiza. Não será um acto isolado na nossa orientação editorial – a Galiza, Cabo Verde, o Brasil… todo o espaço lusófono é para nós campo privilegiado de intervenção. Iremos, com frequência, publicar posts sobre temas relacionados com os países onde se fala o português, ou como dizia Carolina Michaëlis, onde se fala o galego-português.
Nesta irmandade de 200 milhões de falantes, os galegos são os nossos mais antigos irmãos, a sua história e a sua língua encontram-se a montante da nossa história e do idioma que falamos. Circunstâncias políiticas, originaram uma deriva que levou a Galiza a ser aculturada durante muitos séculos. Hoje, muitos intelectuais galegos querem integrar o universo lusófono. Devemos abrir-lhes os braços e apoiar, sem reservas, esse desiderato. As desconfianças devemos guardá-las para quem, aproveitando frustrações regionais manipuladas por caciques, pretende anexar o Norte do nosso País, criando algo a que chamam «região transfronteiriça» e que não tem qualquer suporte histórico ou cultural – sujas manobras de oportunistas. Porque a união de Portugal com a Galiza já existe e é de natureza cultural. No campo político terão de ser os galegos a decidir o seu destino,. Enquanto na sombra se desenvolvem estas manobras, com toda a transparência avança serenamente o projecto da integração do galego no espaço da lusofonia. Peço a vossa atenção para o vídeo que se segue.
Em 6 de Outubro de 2008 foi criada a Academia Galega de Língua Portuguesa, com sede em Santiago de Compostela e presidida pelo Professor José Martinho Montero Santalha. Segundo ele, a criação da Academia corresponde a uma ideia do Professor Carvalho Calero que, na década de 80, concebeu o projecto de uma instituição que «mantivesse de modo inequívoco a unidade linguística da Galiza com os outros países de língua portuguesa». A cerimónia de fundação da Academia, da qual vimos alguns momentos, realizou-se no Centro Galego de Arte Contemporânea, em Santiago. Foi apadrinhada pelos Professores Malaca Casteleiro e Artur Anselmo, da Academia das Ciências de Lisboa, pelo escritor moçambicano João Craveirinha (filho de José Craveirinha), pelo Professor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta, pelo Professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, pelo Professor Elías Torres Feijó, presidente da Associação Internacional de Lusitanistas e vice-reitor da Universidade de Santiago de Compostela, entre outros. Padrinhos não faltaram. Ângelo Cristóvão, presidente da Associação promotora da AGLP comentou: «Não podemos dizer que viemos ao mundo sem padrinhos!» E acrescentou: «queremos devolver ao galego o lugar que lhe corresponde, que é o de uma forma do português e não o de um dialecto do castelhano». Em 23 de Maio de 2009 realizou-se na Academia das Ciências de Lisboa, uma sessão as duas entidades. Agora, quando falarmos em países de língua portuguesa, não devemos esquecer a Galiza. Somos nove e não oito países. Foi na Galiza, que o galego-português, nasceu. Foi ali que pela primeira vez se falou a nossa língua, a língua de Camões, de Rosalía de Castro e de Fernando Pessoa.
Uxío Novoneyra

Uxío Novoneyra, nome literário de Eugenio Novo Neira, nasceu em 19 de Janeiro de 1930, numa família de camponeses do concelho de Folgoso do Courel, falecendo em Santiago de Compostela em 30 de Outubro de 1999. Por decisão da Real Academia Galega, ele foi o escritor escolhido para patrono do Dia das Letras Galegas a celebrar hoje, 17 de Maio de 2010.
Em 1952 redigiu as primeiras obras em galego, pois escrevera alguns poemas em castelhano durante a sua permanência em Madrid. Em 1962 regressou a Madrid para trabalhar em rádio e televisão, regressando à Galiza quatro anos depois. Em 1983 instalou-se definitivamente a Compostela, e até a sua morte seria presidente da Associação de Escritores em Língua Galega.
A sua obra integra os seguintes livros: Os eidos (1955); Os eidos 2. Letanía de Galicia e outros poemas (1974); Poemas caligráficos (1979); Libro do Courel (1981); Muller pra lonxe (1987); Do Courel a Compostela 1956-1986 (1988); O cubil de Xabarín (1990); Tempo de elexía (1991); Gorgorín e Cabezón (1992): Poemas de doada certeza i este brillo premido entre as pálpebras (1994): Betanzos: Poema dos Caneiros e Estampas (1998): Dos soños teimosos Noitarenga (1998); Ilda, o lobo, o corzo e o xabarín (1998): Arrodeos e desvíos do Camiño de Santiago e outras rotas (1999)
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Se o pasado é pasado
Uxio Novoneyra
Se o pasado é pasado
i o presente é o urgente
por qué inda busca a xente
aquil soño clausurado?
Vido visto ben Santiago
i esa cuestión non resolta
fago camiño de volta
camiño de volta fago.
Camiño de volta fago
volvo do cabo do Mundo.
Terra sólo en ti me fundo:
é a certeza que trago.
Uxío Novoneyra (Eugenio Novo Neira), poeta e escritor galego, nasceu em Parada, lugar da freguesia de San Xoán de Seoane do Courel (Folgoso do Courel), em 19 de Janeiro de 1930 e morreu em Santiago de Compostela em 30 de Outubro de 1999. A sua aldeia, Courel constituiu a grande referência física para os seus versos, considerados dos melhores dentro da literatura galega no que se refere á paisajística. Este Dia das Letras Galegas de 2010, é-lhe consagrado por decisão da Real Academia Galega. Voltaremos a falar dele e da sua obra.
Se o pasado é pasado
i o presente é o urgente
por qué inda busca a xente
aquil soño clausurado?
Vido visto ben Santiago
i esa cuestión non resolta
fago camiño de volta
camiño de volta fago.
Camiño de volta fago
volvo do cabo do Mundo.
Terra sólo en ti me fundo:
é a certeza que trago.
Uxío Novoneyra (Eugenio Novo Neira), poeta e escritor galego, nasceu em Parada, lugar da freguesia de San Xoán de Seoane do Courel (Folgoso do Courel), em 19 de Janeiro de 1930 e morreu em Santiago de Compostela em 30 de Outubro de 1999. A sua aldeia, Courel constituiu a grande referência física para os seus versos, considerados dos melhores dentro da literatura galega no que se refere á paisajística. Este Dia das Letras Galegas de 2010, é-lhe consagrado por decisão da Real Academia Galega. Voltaremos a falar dele e da sua obra.
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domingo, 16 de maio de 2010
17 de Maio – Dia das Letras Galegas
Amanhã, Estrolábio é dedicado ao Dia das Letras Galegas.
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Amanhã - Dia das Letras Galegas
Marcha de apoio à língua Galega – 17 de Maio de 2009 em Santiago de Compostela.
O Dia das Letras Galegas é um dia consagrado à língua e à literatura galega. A data começou a celebrar-se em 17 de Maio de 1963, coincidindo com a comemoração do centenário da primeira edição de Cantares Galegos, de Rosalía de Castro. Todos os anos é homenageado um autor. Em 1963, foi, como é lógico, o ano da grande Rosalía de Castro. Este ano, o escolhido foi Uxio Novoneyra.
O autor tem que cumprir três condições para ser candidato: ter uma obra literária relevante escrita em galego, ter falecido há dez anos ou mais e ser indigitado por, pelo menos, três membros da Real Academia Galega. No primeiro ano em que se realizou esta comemoração, foi Rosalía de Castro a homenageada. Os anos seguintes foram sendo dedicados a escritores como Eduardo Pondal, Manuel Curros Enríquez, Antonio López Ferreiro, Ramón Otero Pedrayo, Celso Emilio Ferreiro, Álvaro Cunqueiro, Manuel Murguía, Ramón Piñeiro López e muitos outros.
Amanhã, dia 17 de Maio, Estrolabio é dedicado às letras, à cultura, à história da nação irmã.
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