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domingo, 19 de dezembro de 2010

O Filme - O Concerto





VERBARTE

Luís Moreira





É verdade que o passado não regressa mas podem regressar factos desse mesmo passado e quanto perturbadores podem eles ser.

Estamos perante um filme entre a comédia e o drama, com cenas bem conseguidas e hilariantes mas, paralelamente, corre como o marfim, o talento aprisionado nos corpos de homens e mulheres que por razões políticas foram afastados da sua paixão. A música! E, quem os afastou, fê-lo também por uma paixão. O amor a um partido e a uma ideologia!

Chegou a altura da redenção e no ambiente fantástico da grande música, desenrolam-se factos há muito contidos que se vão elevando na arte esplêndida de exímios músicos.

Ficamos sentados muito para além do fim do filme, enquanto não termina o sonho, teimamos em ficar. Gostei muito, embora cenas hajam desnecessárias e que tiram alguma beleza e mistério ao filme!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Filme - Ondine - Um Irish puro, sem gelo!

1Luis Moreira

Um pescador pesca nas suas redes uma jovem e bela mulher. O seu canto atrai os peixes e a vontade de viver a um homem alcoólico que tem na filha, doente, a única razão de viver.

Só a criança compreende, dá nome às coisas pouco normais, aceita a verdade ainda que inverosímel, antevê um horizonte menos escuro para todos. E persiste, com a clarividência que só os olhos puros de uma criança são capazes.

As imagens são belas, puras e duras como um wiskie irish, straight, sem água e sem gelo. O mar profundo e cinzento da Irlanda, as suas costas de um verde que se confunde com o mar e com o céu, as sua gentes duras que são capazes de serem felizes neste ambiente hostil e também terrivelmente belo.

Uma história belíssima, pouco habitual, com actores a compor personagens densas e ricas, música e canções trazidas pelas ondas...

Saiam antes da última cena. Até aí tudo é perfeito.

sábado, 24 de julho de 2010

Escritor fantasma - belo filme!

Luís Moreira




Para quem gosta de uma boa história, com bons actores, um argumento que nos deixa na dúvida se estamos ou não a falar da realidade ( Tony Blair), um thriler que nos agarra do principio ao fim.

Alguem que tem que escrever uma história a partir de um manuscrito, enfrenta-se com a verdadeira história que o manuscrito esconde, numa encruzilhada onde o que parece se funde com a realidade.

É a política e os seus cenários, como se chega a primeiro ministro, quem verdadeiramente decide, quem maneja os cordelinhos do poder,quem exige, na devida altura, o pagamento. E aí de quem falhe...

Polanski no seu melhor!