VERBARTE
Luís Moreira

É verdade que o passado não regressa mas podem regressar factos desse mesmo passado e quanto perturbadores podem eles ser.
Estamos perante um filme entre a comédia e o drama, com cenas bem conseguidas e hilariantes mas, paralelamente, corre como o marfim, o talento aprisionado nos corpos de homens e mulheres que por razões políticas foram afastados da sua paixão. A música! E, quem os afastou, fê-lo também por uma paixão. O amor a um partido e a uma ideologia!
Chegou a altura da redenção e no ambiente fantástico da grande música, desenrolam-se factos há muito contidos que se vão elevando na arte esplêndida de exímios músicos.
Ficamos sentados muito para além do fim do filme, enquanto não termina o sonho, teimamos em ficar. Gostei muito, embora cenas hajam desnecessárias e que tiram alguma beleza e mistério ao filme!


