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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sábado, 20 de Novembro de 2010, às18 Horas em Torres Vedras


Lançamento do livro "Um País Silencioso: Uma história das Linhas de Torres Vedras", de Carlos Guardado da Silva e Daniel Silvestre da Silva.


Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras


Para mais informação sobre esta obra, clique aqui:

http://www.edi-colibri.pt/colibri/Detalhes.aspx?ItemID=1392






terça-feira, 27 de julho de 2010

José Brandão fala de «Os Homens do Rei».

Este é um espaço novo onde teremos os colaboradores do Estrolabio a apresentar uma ideia, um livro, um quadro, uma canção – de sua autoria ou não. José Brandão, o nosso historiador que nos apresentou a série dos «Suicídios famosos em Portugal» e agora nos está a oferecer «República nos livros de ontem nos livros de hoje», vem falar sobre a sua última obra - «Os Homens do Rei». Ouçamo-lo então;

Este livro é a História de Portugal contada com o propósito de trazer para primeiro plano do conhecimento público algumas das muitas figuras que protagonizaram episódios marcantes ao serviço de um rei.

Contam-se casos e vidas de súbditos que se notabilizaram pelos feitos que os colocam no nosso memorial histórico e onde estão nomes da mais diversa condição que surpreendem ao aparecerem juntos, como acontece no presente volume.

Os Homens do Rei são um encontro com figuras da História que estiveram presentes de forma elevada na vida dos reis portugueses. São personagens com feitos e factos capazes de despertar as atenções protectoras ou os interesses mais exigentes das majestades reinantes e que, em alguns casos, chegam mesmo a ocupar funções que deixam ofuscado o respectivo patrono real.

Os Homens do Rei aqui apresentados revelam as grandezas e fraquezas de um mundo tutelado por sucessivas dinastias onde nem sempre prevalece o primado da competência e o da honradez de carácter.

Se por um lado homem do rei pode significar um factor de competência na educação e na formação de alguém visado, por outro, pode traduzir as fragilidades e os podres de um Poder que se estilhaça e se dissolve às mãos de aproveitadores de ocasião.

domingo, 11 de julho de 2010

República nos livros de ontem e de hoje (José Brandão) - 61



História Contemporânea de Portugal


(I República) 2 Volumes



João Medina (direcção)

Lisboa, 1985

Esses são os heróis. Sempre o foram, através dos tempos, sê-lo-ão, pelos tempos fora, porque, sempre que o canastro corre perigo, o instinto animal do amor ao pêlo faz herói de um poltrão... E assim, Machado Santos não é um herói…


Machado Santos, é claro, podia ter sido, naturalmente, mercê do acaso que pela Rotunda o tivesse feito passar, ou dos acontecimentos que na sua onda imprevista para a Rotunda o tivessem arrolado, um autêntico e veracíssimo herói, tal como a lenda o haloiza e a admiração popular o consagra, se, todo o seu passado e o próprio e decisivo facto de ele estar na Rotunda em vez de ter estado, por exemplo, em Algés ou em S. Paulo, de ter estado na Porta das Armas de Infantaria 16, em vez de estar em Alenquer ou de ter ficado, simplesmente, na cama, se, ter-se mantido a pé firme na Rotunda e de lá não ter abalado…

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Apresentando Carlos Luna



Carlos Eduardo da Cruz Luna, nasceu em 1956 em Lisboa, de forma perfeitamente acidental, como faz questão de salientar Oriundo de uma família de Estremoz, é nessa cidade alentejana onde vive e ensina. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é Professor de História, há 32 anos. No período que se seguiu à Revolução de Abril militou no MES. Ao longo da sua vida, tem-se batido por causas que considera justas, desde a liberdade para a Birmânia até aos Direitos do Povo Curdo ou a independência do Sara Ocidental, desde a ecologia até ao desenvolvimento sustentado de Portugal... e entre essas causas privilegia a da restituição de Olivença a Portugal. É de sua autoria o livro "Nos Caminhos de Olivença". Assumindo-se como um regionalista alentejano, visita quase semanalmente Olivença, onde tem muitos amigos e alguns não-amigos., acrescenta. Continua a estudar o território usurpado, apoiando iniciativas que visem a recuperação das antigas História e Língua.

A sua opinião sobre a questão de Olivença é de que esta tem muitas semelhanças com o diferendo que o estado espanhol mantém com o Reino Unido acerca de Gibraltar. Porém enquanto os espanhóis aproveitam todas as oportunidades para debater a questão de Gibraltar, "o Estado Português não fala em Olivença, é quase uma posição clandestina". É, por isso, uma luta difícil. Mas lutar por uma causa que considerou sempre justa é uma questão de princípio.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Outra Constituição, outra Democracia, uma Terceira República – 35

Carlos Leça da Veiga

(continuação)

Fosse o atraso material do país duma dimensão despropositada e houvesse legítimas acusações de ordem vária impossíveis de calarem-se, a verdade é que, mau grado tanto de desfavorável, não parece correcto, muito menos justo, ser-se tão verrinoso, como aconteceu, na avaliação do estado do país.

A decadência e o desencanto com a parca evolução material do país, passaram a ser e mantiveram-se como a tónica maioritária e mais fundamental do pensamento político e cultural português o que, em grande medida, haveria de ajudar a consubstanciar a formação da resposta nacional mais comum, por desígnio, a de querer copiar, à viva força, sem as bases mais fundamentais, quanto progresso material a Europa Central já tinha conseguido.

sábado, 19 de junho de 2010

Outra Constituição, outra Democracia, uma Terceira República – 33

Uma História nacional inspiradora mas sempre desprezada


A ignorância da nossa História tem proporcionado erros monumentais aos nossos políticos e a muitos portugueses”, Embaixador Luís Gaspar da Silva.

A conquista duma Democracia do ser, do ter e do saber, deverá constituir o melhor e o maior objectivo a que a organização social humana deve e tem de guindar-se. Embora os benefícios políticos, culturais e sociais proporcionados directa e imediatamente pela Democracia sejam, de facto, o fim mais desejado pela generalidade dos Homens e das Mulheres, à Democracia, por igual, deve pedir-se que aceite esforçar-se, quanto possível, para produzir as reparações mais necessárias, nos estragos inegáveis que, ao longo da História, as prepotências dos mais variados absolutismos conseguiram criar e quantas vezes consagrar inclusive, tal a ignomínia do seu ferrete, terem deixado um rasto negativo susceptível de, muitos anos passados, continuarem a ter presença e força para condicionar o futuro, até no pior sentido.


O 25 de Abril, tenha-se consciência disso, obrou dum modo muito positivo no sentido de corrigir particularidades políticas nacionais que, há demasiado tempo, já não podiam conferir à população portuguesa um qualquer motivo de satisfação, uma qualquer réstia de orgulho e, muito menos, um qualquer prestígio internacional.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os Homens do Rei - novo livro de José Brandão

José Brandão, o nosso colaborador, autor da série História de Suicídios Famosos em Portugal e da que estamos diariamente a editar - República nos livros de ontem nos livros de hoje, ambas com tanto êxito, lançou um novo livro
Os Homens do Rei

Os reis portugueses, ao longo de vários séculos, seguraram nas mãos o destino de Portugal. Mas nunca o fizeram sozinhos. À sua sombra sempre estiveram homens poderosos e influentes com uma palavra a dizer. Os Homens do Rei fala-nos de todas essas figuras históricas. Militares, religiosos ou pensadores, esses homens deixaram a sua marca em Portugal e, por vezes, no mundo.

Um livro a não perder:

Os Homens do Rei
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