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sábado, 17 de julho de 2010

Opinião. Passos Coelho impõe portagens na A24.


Carlos Mesquita


Razões de força maior impossibilitaram o envio, na semana passada, do artigo que tinha planeado. Ia no seguimento do anterior, sobre a prestação dos cuidados de saúde no Alto Tâmega, e a capacidade reivindicativa da denominada Comissão de Defesa da Unidade Hospitalar de Chaves. Entretanto surgiu o tema da portagem em todas as SCUTs. Coloquei um texto no blogue Estrolabio, dia 3, (www.estrolabio.blogspot.com) com a posição que defendo há anos neste jornal. Os dois problemas estão relacionados num ponto; Trás-os-Montes não consegue dizer NÃO. Perante actos políticos que prejudicam a Região, os transmontanos têm respondido com uma passividade ímpar. Não há cidade ou lugarejo, empresa ou grupo profissional, que seja ofendido nos seus direitos e não parta para a luta, que barafuste, mesmo que não consigam ganhar as batalhas, vão à briga, ouvem-se, vêem-se. Em Trás-os-Montes não; a apatia tomou conta das gentes transmontanas.

sábado, 3 de julho de 2010

Opinião. Pagar a hipocrisia nas SCUT


Carlos Mesquita

Estamos num imbróglio com as portagens das auto-estradas. Comecemos por uma ponta. O desenvolvimento do país tem sido desigual como é reconhecido por todos. Apesar do território continental ser pequeno, regiões inteiras mantiveram-se distanciadas do litoral desenvolvido, e inter-regiões, devido à má qualidade das acessibilidades. Os fundos europeus permitiram encetar a construção de estruturas viárias que começaram por ser atabalhoadas com os IPs do cavaquismo, mas nos governos seguintes melhoraram e fizeram-se obras que ajudaram a fixação das populações. Durante anos eu e outros na imprensa regional fizemos eco da exigência dos habitantes locais, para a construção de estradas capazes de contribuírem para tirar o interior do subdesenvolvimento; a guerra mais prolongada foi decerto a do Jornal do Fundão pela construção do túnel da Gardunha, feito após dezenas de anos de espera, no tempo de Guterres.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SCUTS - residentes não pagam


Luís Moreira

Esta é a mais recente proposta de Sócrates quanto às Scuts, uma discriminação positiva que parece razoável. Quem vive ou trabalha na área não paga. Ainda não se sabe se a proposta se estende a todo o país ou se é uma jogada para fazer passar as Scuts a norte. Se for esta última, a ideia deve ser de imediato repudiada pelas gentes do norte, antes de aceitarem deve estar assegurada a universalidade, as SCUTs são para serem praticadas em todo o país e não por razões partidárias.

Claro que esta ideia levanta um problema grosso, é que as receitas vêm por aí abaixo e quem vai pagar é o "utilizador/contribuinte" mas, enfim, do mal o menos!

Uma grande lição a tirar é que quando a sociedade civil está atenta e reage, os políticos pensam duas vezes e pensam melhor. Sem uma sociedade civil forte, este país não sai desta apagada tristeza, somos cada vez mais pobres e as diferenças cada vez maiores.Houve razões para que do 25 de Abril saíssem partidos fortes, mas após trinta e quatro anos essas razões desapareceram, há uma enorme contribuição que a sociedade civil pode e deve tomar em mãos.