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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um país onde a tragédia é não haver tragédias

Carlos Loures

Não há quem não elogie a Suíça – a limpeza das cidades e aldeias, a pontualidade com que comboios cumprem horários – podemos acertar os relógios pelas partidas e chegadas – a urbanidade dos suíços, o nível de vida dos suíços, os relógios suíços, o chocolate, os canivetes, os bancos…

A Suíça é, na realidade, um país bonito. Visitei-o há uns anos na Primavera, por altura da Páscoa. Apanhei alguns daqueles fortes nevões sem os quais a Suíça tem tanta graça como o Algarve sem sol ou a Alemanha sem cerveja. Com a minha mulher e outro casal amigo e o seu filho (o Gomes Marques, a Célia e o António Pedro), percorremos o país que, como sabemos é pequeno - uma área ligeiramente superior à soma do Alentejo com o Algarve - ao longo de um pouco mais de uma semana. Chegados de avião a Zurique, visitámos depois as demais cidades – Genebra, Lausana, Basileia, Montreux, Lucerna, Zermatt, os Alpes… (estive a ver as fotografias, mas não me lembro se o itinerário seguiu esta ordem). Comprovámos tudo o que se diz – a beleza, a limpeza, a organização… Porém, quando atravessámos a fronteira e chegámos a França, após uma maravilhosa viagem sem incidentes, sentimos uma certa sensação de alívio. Por que terá sido?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bakunine por Bakunine (Raúl Iturra)


MARX E A INTERNACIONAL:CARTA AOS INTERNACIONAIS DE BOLONHA -2
Na realidade, é a camarilha alemã que domina e faz tudo no Conselho Geral. Os seus membros ingleses, como verdadeiros insulares, e ingleses que são, ignoram o continente, só se preocupam exclusivamente com a organização das massas operárias em seu próprio país. Tudo o que se fazia no Conselho Geral era unicamente feito pelos alemães sob a direcção exclusiva de Marx.

Por sinal, até Setembro de 1871, a acção do Conselho Geral, do ponto de vista propriamente internacional, foi totalmente nula, de tal forma nula que jamais cumpriu com as obrigações que os Congressos tinham, um de cada vez, imposto, como por exemplo as circulares que ele devia publicar todos os meses sobre a situação geral da Internacional e que jamais publicou. Em relação a este facto houve muitas razões. Inicialmente, o Conselho Geral sempre foi muito pobre. Nós que conhecemos bem o estado das finanças da Internacional, rimos e continuamos a rir quando lemos, nos jornais oficiais e oficiosos de diferentes países, as fábulas sobre as somas imensas que Londres envia para todos os lugares para fomentar a revolução. O facto é que o Conselho Geral sempre se encontrou numa posição financeira excessivamente miserável.

Não deveria ser assim se todas as secções que se encontram estabelecidas sob a bandeira da Internacional, em todos os países, lhe tivessem regularmente enviado os dez centavos por membro ordenados pelos estatutos. A maioria das secções não o fez, até aqui.