Luis Moreira
Um engenheiro que percebi ser quadro da Brisa, veio à TVI explicar que a Terceira Ponte sobre o Tejo para servir o TGV é demasiado comprida e cara, pelo que a solução é a Ponte 25 de Abril, onde já lá temos comboios a 60 Kms/hora.Mas vamos à matéria:
De alguém que me mandou este texto, onde se colocam interrogações apropriadas.Poderá ser conhecido por alguns dos leitores mas, sendo simples e comparando com países que todos conhecemos, ajuda a compreender as dúvidas acerca da rentabilidade dos investimentos públicos.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
O Orçamento é uma espécie de confessionário.
Luis Moreira
O Orçamento tem como parceiro natural o PSD diz o PS sem se rir, da mesma forma que os parceiros naturais do PS nas eleições são o BE e o PCP .O PS precisa de um parceiro para, naturalmente, arcar com as medidas neoliberais e anti-populares que aí vêm e quem melhor do que quem lhe pode tirar o poder?
O relatório da OCDE não é bem o que por aí anda nos jornais e na boca dos PS, é bem pior, como a despesa é muito inflexível, vai-se pela receita, mais impostos, o que vai arrefecer a economia ainda mais, quando a economia da Alemanha cavalga a 4% nós nem aos 1% chegamos. Se tivéssemos o trabalho de casa feito, podíamos agora beneficiar com as exportações para a Alemanha, mas como não fizemos, andamos a sonhar com o TGV e o aeroporto, outros beneficiarão.
O trabalho de casa era ter dado prioridade às PMEs, como toda a gente aconselhou o governo, que são quem exporta, quem cria postos de trabalho e as que mais rapidamente se acomodam às novas condições. Infelizmente, as políticas económicas foram dirigidas para os bancos, para as empresas publicas e para os megainvestimentos, deixando para segundas núpcias os investimentos de proximidade.
O Orçamento é a confissão dos pecadores, já não podem esconder mais os pecados capitais, trava-se o TGV, o aeroporto, os contentores de Alcântara pagam milionárias indemnizações , as locomotivas já não vêm, e os submarinos andam debaixo de água a ver se a gente se esquece das comissões...
Por mim,para além das avés marias da praxe, levavam com o FMI...
PS: já depois do texto escrito o governo anunciou as medidas que jurava que nunca faria. Não há almoços grátis!
O Orçamento tem como parceiro natural o PSD diz o PS sem se rir, da mesma forma que os parceiros naturais do PS nas eleições são o BE e o PCP .O PS precisa de um parceiro para, naturalmente, arcar com as medidas neoliberais e anti-populares que aí vêm e quem melhor do que quem lhe pode tirar o poder?
O relatório da OCDE não é bem o que por aí anda nos jornais e na boca dos PS, é bem pior, como a despesa é muito inflexível, vai-se pela receita, mais impostos, o que vai arrefecer a economia ainda mais, quando a economia da Alemanha cavalga a 4% nós nem aos 1% chegamos. Se tivéssemos o trabalho de casa feito, podíamos agora beneficiar com as exportações para a Alemanha, mas como não fizemos, andamos a sonhar com o TGV e o aeroporto, outros beneficiarão.
O trabalho de casa era ter dado prioridade às PMEs, como toda a gente aconselhou o governo, que são quem exporta, quem cria postos de trabalho e as que mais rapidamente se acomodam às novas condições. Infelizmente, as políticas económicas foram dirigidas para os bancos, para as empresas publicas e para os megainvestimentos, deixando para segundas núpcias os investimentos de proximidade.
O Orçamento é a confissão dos pecadores, já não podem esconder mais os pecados capitais, trava-se o TGV, o aeroporto, os contentores de Alcântara pagam milionárias indemnizações , as locomotivas já não vêm, e os submarinos andam debaixo de água a ver se a gente se esquece das comissões...
Por mim,para além das avés marias da praxe, levavam com o FMI...
PS: já depois do texto escrito o governo anunciou as medidas que jurava que nunca faria. Não há almoços grátis!
domingo, 26 de setembro de 2010
Boaventura de Sousa Santos no Estrolabio - O Fim do Pensamento Único

No momento em que escrevo, os portugueses dispõem de duas visões muito diferentes sobre como sair da crise em que nos encontramos. De um lado, o “manifesto dos 28” e, do outro, o “manifesto dos 52”. Para o primeiro, a solução é limitar o endividamento, o que implica uma drástica redução do investimento público, fonte de muitos males, sendo os maiores o TGV, o novo aeroporto e as auto-estradas. Para o segundo, a prioridade é a promoção do emprego e a capacitação económica, o que implica um forte investimento público (não necessariamente nos projectos referidos) pois só o Estado dispõe de instrumentos para desencadear medidas que minimizem os riscos sociais e políticos da crise e preparem o país para a pós-crise.
As diferenças entre os dois documentos são, antes de tudo, “genealógicas”. O primeiro é subscrito por economistas, a grande maioria dos quais ocupou cargos políticos nos últimos quinze anos, e colaborou na promoção da ortodoxia neoliberal que nos conduziu à crise. O segundo é subscrito por economistas e cientistas sociais que, ao longo dos últimos quinze anos, tomaram posições públicas contra a política económica dominante e advertiram contra os riscos que decorreriam dela. À partida há, pois, uma questão de credibilidade: como podem os primeiros estar tão seguros do seu saber técnico se as receitas que propõem, descontada a cosmética, são as mesmas que nos conduziram ao buraco em que nos encontramos e em cuja aplicação participaram com tanto desvelo político?
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Concurso anulado - indemnização milionária paga!
Luis Moreira
Contra tudo e contra todos, lançaram um concurso para o TGV, sabendo à partida que não tinham condições para cumprirem com o vencedor do concurso. O Poceirão, fica longe de Lisboa e longe de Badajoz, alguem percebia para que interessava aquele troço de TGV sem ínicio e sem fim?
Sofregamente, lançaram o concurso da terceira Ponte sobre o Tejo, contra tudo e contra todos, não há dinheiro, nem os privados têm dinheiro, agora nem os bancos, a dívida cresce assustadoramente, os juros já na altura, trepavam e hoje estão a roçar a impossibilidade de serem pagos, o serviço da dívida é incomportável, uma herança maldita que vamos deixar às próximas gerações.
Felizmente que quem empresta o dinheiro não está para palhaçadas, a Alemanha obriga o governo a mostrar o Orçamento antes de ser aprovado, o que provoca um sem fim de protestos. a nossa soberania, está em perigo, mas a humilhação não, quando andamos de mão estendida.
Antes destas desgraças, não se conseguiu evitar a tempo outra, mil milhões para uma outra autoestrada algures ali pelo centro, à Motta-Engil, a tal que viu a PJ entrar-lhe mais uma vez pelas portas dentro por causa do contrato dos contentores de Alcântara, tambem anulado, mais uns milhões de indemnização.
Quem aprova estas decisões contra tudo e contra todos, sabendo à partida que vai falhar, que não pode cumprir e que isso obriga o Estado a pagar milhões de indemnização, não devia ser chamado à Justiça? Claro que daqui a uns anos tudo não passa de mais uma campanha negra, não houve má-fé, tudo legal, feito nos conformes e dentro da lei. Os actuais governantes, tal como tantos outros, no passado, ocupam grandes cargos nessas mesmas empresas a quem deram de mão beijada milhões? Nada de importante, já passaram os três anos da praxe.
Alguem acredita que estes processos não têm em vista favorecer as empresas do regime? Alguem acredita que não é trafulhice da pior, quando sabendo todos que não é possível e mesmo assim adjudicam-se as obras, acabando tudo em milionárias indemnizações?
O aeroporto, que já andava aí impante em modelos 3D para português ver, não é para agora, as razões são as mesmas, o transporte aéreo do próximo futuro é de tal forma nebuloso que ninguem se arrisca a navegar em céus tão enevoados, o HUB já foi e Alcochete tem que esperar, o Presidente da TAP puxa pela privatização, o governo nuns dias sim, noutros não, como convém a quem vê as grandes empresas do sector a "casarem-se" e a feiínha a ficar para tia.
Ora, quando cada um de nós paga 2,3 euros /mês o que corresponde a 30 euros /ano/contribuinte e que isso tudo somado dá 2,5 milhões /hora de juros e que esse dinheiro é retirado às famílias e à economia e vai direitinho lá para fora (só para pagar juros que a dívida alguem a vai pagar...) não está na hora de nos indignarmos? Como é que se põe o país a convergir com os outros países da Europa com uma dívida destas que não cessa de crescer?
Mas as obrinhas públicas são uma tentação...
Contra tudo e contra todos, lançaram um concurso para o TGV, sabendo à partida que não tinham condições para cumprirem com o vencedor do concurso. O Poceirão, fica longe de Lisboa e longe de Badajoz, alguem percebia para que interessava aquele troço de TGV sem ínicio e sem fim?
Sofregamente, lançaram o concurso da terceira Ponte sobre o Tejo, contra tudo e contra todos, não há dinheiro, nem os privados têm dinheiro, agora nem os bancos, a dívida cresce assustadoramente, os juros já na altura, trepavam e hoje estão a roçar a impossibilidade de serem pagos, o serviço da dívida é incomportável, uma herança maldita que vamos deixar às próximas gerações.
Felizmente que quem empresta o dinheiro não está para palhaçadas, a Alemanha obriga o governo a mostrar o Orçamento antes de ser aprovado, o que provoca um sem fim de protestos. a nossa soberania, está em perigo, mas a humilhação não, quando andamos de mão estendida.
Antes destas desgraças, não se conseguiu evitar a tempo outra, mil milhões para uma outra autoestrada algures ali pelo centro, à Motta-Engil, a tal que viu a PJ entrar-lhe mais uma vez pelas portas dentro por causa do contrato dos contentores de Alcântara, tambem anulado, mais uns milhões de indemnização.
Quem aprova estas decisões contra tudo e contra todos, sabendo à partida que vai falhar, que não pode cumprir e que isso obriga o Estado a pagar milhões de indemnização, não devia ser chamado à Justiça? Claro que daqui a uns anos tudo não passa de mais uma campanha negra, não houve má-fé, tudo legal, feito nos conformes e dentro da lei. Os actuais governantes, tal como tantos outros, no passado, ocupam grandes cargos nessas mesmas empresas a quem deram de mão beijada milhões? Nada de importante, já passaram os três anos da praxe.
Alguem acredita que estes processos não têm em vista favorecer as empresas do regime? Alguem acredita que não é trafulhice da pior, quando sabendo todos que não é possível e mesmo assim adjudicam-se as obras, acabando tudo em milionárias indemnizações?
O aeroporto, que já andava aí impante em modelos 3D para português ver, não é para agora, as razões são as mesmas, o transporte aéreo do próximo futuro é de tal forma nebuloso que ninguem se arrisca a navegar em céus tão enevoados, o HUB já foi e Alcochete tem que esperar, o Presidente da TAP puxa pela privatização, o governo nuns dias sim, noutros não, como convém a quem vê as grandes empresas do sector a "casarem-se" e a feiínha a ficar para tia.
Ora, quando cada um de nós paga 2,3 euros /mês o que corresponde a 30 euros /ano/contribuinte e que isso tudo somado dá 2,5 milhões /hora de juros e que esse dinheiro é retirado às famílias e à economia e vai direitinho lá para fora (só para pagar juros que a dívida alguem a vai pagar...) não está na hora de nos indignarmos? Como é que se põe o país a convergir com os outros países da Europa com uma dívida destas que não cessa de crescer?
Mas as obrinhas públicas são uma tentação...
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
A FIFA enxovalha Portugal e Espanha!
Luís Moreira
A FIFA é uma das mais poderosas companhias internacionais do planeta, com um poder exclusivo sobre o Futebol mundial e os respectivos campeonatos do mundo. Milhoẽs, muitos milhões que escapam ao controlo das autoridades não estivesse, a boa da FIFA ,sediada muito propositadamente, na Suiça.
Poia a FIFA anda por aí atarefada a ver as condições que Portugal e Espanha reunem para se poderem candidatar ao Mundial de 2018 ou ao de 2022. Ver estádios, lotações, condições de acessibilidades ,capacidade de alojamento e tudo o mais que a poderosa FIFA vem cá ver.
O chefe da comitiva lá deu a sua comunicação pública para "basbaque" ver, como se os nossos estádios não tivessem sido construídos há 6 anos e como se a Espanha não tivesse já sido sede de um Mundial. Mas esta gentinha não dá ponto sem nó, o que o senhor queria dizer é que se a Espanha e Portugal construíssem o TGV então é que era, "trigo limpo" dificilmente nos escaparia o Mundial.
Poia a FIFA anda por aí atarefada a ver as condições que Portugal e Espanha reunem para se poderem candidatar ao Mundial de 2018 ou ao de 2022. Ver estádios, lotações, condições de acessibilidades ,capacidade de alojamento e tudo o mais que a poderosa FIFA vem cá ver.
O chefe da comitiva lá deu a sua comunicação pública para "basbaque" ver, como se os nossos estádios não tivessem sido construídos há 6 anos e como se a Espanha não tivesse já sido sede de um Mundial. Mas esta gentinha não dá ponto sem nó, o que o senhor queria dizer é que se a Espanha e Portugal construíssem o TGV então é que era, "trigo limpo" dificilmente nos escaparia o Mundial.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
10 minutos de viagem, 60 minutos de atraso...

Luís Moreira
Somos um país moderno, pensamos em grande, grandes autoestradas, as pontes maiores da Europa, o TGV, o aeroporto “HUB” à volta do qual vão cirandar os aviões de todas as companhias…
Eu, no sábado, comprei um bilhete no Pendular para ir ao Porto, paguei o que me pediram, aliás não há concorrência, se quiseres escolhe, podes ir de carro ou de avião, mas de comboio é mesmo aquele, aí vou eu todo contente, adoro andar de comboio, já dei uma volta à Europa de comboio, e nos países escandinavos acordei no mar alto dentro de um comboio que por sua vez estava dentro de um barco, e o horário é cumprido ao minuto.
Pois, no sábado, ao fim de 10 minutos de viagem o comboio parou, trabalhos na linha, quando me venderam o bilhete (trata-se, para todos os efeitos, de um contrato) já sabiam que não podiam cumprir a parte deles que era colocarem-me em Campanhã em 2 horas e 45 minutos depois. Estivemos parados 60 minutos ou perto disso, cheguei ao destino com duas horas de atraso, diz-me o revisor do comboio que apanhei de ligação para Pinhão, não é este o comboio era o anterior, pois era, digo eu…
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