Carlos Mesquita
Portugal tem tido presidentes, governantes, e deputados, muito viajados. Aproveitam a boleia das passagens pagas pelo Estado e vão visitando os cinco continentes, ficam mais uns dias nas Arábias, dão um salto à Capadócia, fazem-se convidados a visitar outros países convidando os seus homólogos a visitar Portugal, sempre em nome da reciprocidade e boas relações diplomáticas. Os governantes dos outros países fazem o mesmo, mas nenhuma nação tem na bandeira a esfera armilar, antepassada dos roteiros turísticos do ACP. Assumimos o destino histórico de viajeiros, embora uns partam pelas SCUTs aéreas e a maioria fique a ver passar os aviões. A razão para não viajarmos todos, é naturalmente para defesa do meio ambiente, se toda a população andasse de avião a humanidade apanharia um escaldão devido ao aumento do buraco do ozono. O Mundo é mais sustentável assim, uns peregrinam caminhando, outros voando.
Mal comparado, é como a necessidade do consumo interno se manter ou aumentar para haver crescimento económico. Com o desemprego baixa o consumo, mas equilibra-se aumentando quem vive do dinheiro público; esses vão consumir mais, compensando patrioticamente a falha dos tesos em contribuírem para o sucesso da nação. É o caminho para a felicidade geral. Uns tristes gastam e viajam, embriagados pela sociedade de consumo, essa abominável criação do capitalismo, sentem-se contentes sem se aperceberem do erro em que mergulharam, serão felizes à sua maneira; já o resto passa o tempo a sonhar, e sabe-se como o sonho é o regaço da felicidade, podem ir fantasiar para os aeroportos, vendo partir e poisar os aviões, ou para as docas, assistir ao desembarque dos cruzeiros, ou para os Stands ver os automóveis a ser vendidos. Podem ainda, ó suprema sorte, comprar lotaria ou jogar no euromilhões, a maior invenção da humanidade que possibilita ter esperança durante uma semana, renovável por mais e todas as semanas.
Não têm razão os pessimistas que vêm desgraça por todo o lado, isto caminha de forma sustentável para uma sociedade equilibrada e harmoniosa, assim se deixe presidir quem preside e governar quem governa. Para mais, é possível um facho vir a ser eleito primeiro-ministro e aí os aviões serão talvez os mesmos, mas a mirá-los embevecidos estará uma multidão.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O Norte em pé de guerra!
Luís Moreira
As SCUTS estão aí com o norte a não perceber (e bem) porque paga e os outros (leia-se o resto do país) não paga.O Rui Rio, teve o seu momento de empunhar a bandeira e veio dizer que a coisa é séria e podem vir aí tumultos sociais.
Vamos ter "utilizador/pagador ou "utilizador/contribuinte" fazendo de conta que ninguem paga, é tudo à borla? Eu digo já que sou a favor do "utilizador/pagador" como sou na Saúde e na Educação, nestas pagando conforme as capacidades e que ninguem fique sem Saúde e sem Educação por razões económicas.
Enquanto andarmos na "política do faz de conta" vamos continuar a construir autoestradas em parcerias público/privadas, negócios em que o risco é todo do Estado e o lucro todo dos privados, com os pobres dos contribuintes convencidos que há um senhor em Bruxelas que paga tudo.
A partir de 2013 o que vem aí em custos para o estado vai dar uma crise ainda maior que a actual, começam os pagamentos às parcerias público/privadas, tudo a pagar pelo estado, ao contrário do que vai dando a entender que quem paga são os fundos de Bruxelas.
À mistura temos o problema do "grande irmão" que querem colocar nos carros para que a passagem nas portagens seja "sem dor", passas e já está, não custou nada, vez? foi só uma picadinha,e vamos pagando o "chip", as autoestradas e ainda levamos para casa o "espião" Tudo para nosso bem!
Há ainda uma terceira questão que me preocupa, é que "o animal feroz" perante o levantamento das massas recue, seria uma saída inglória a juntar a tantas mentiras.
O PS e o PSD neste preciso momento estão a negociar a situação.Para nosso bem!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Não são os Tribunais que governam
Luís Moreira
Devo dizer, antes de tudo, que esta intromissão dos tribunais no assunto da avaliação dos professores é a melhor notícia para o Governo. Perante um círculo vicioso, o governo tem agora uma saída que sempre lhe será dada pelos tribunais. O governo, fosse qual fosse a decisão, iria sempre arrostar com a fúria de parte da classe dos professores.
Há um mês, o jornal “SOL” perante uma decisão de um tribunal favorável a uma providência cautelar, decidiu não acatar a decisão e distribuir a edição. Durante várias semanas afrontou a decisão do Tribunal, com evidente júbilo de nós todos! Editoriais a roçar o rídiculo do próprio director do jornal, acompanhavam a festa por termos acesso às escutas.
Agora temos uma ministra que decidiu não acatar uma decisão de um tribunal do mesmo nível e já tem uma acção de desobediência às costas, com evidente júbilo de nós todos. Há por aqui coerência?
Os tribunais não se podem substituir a quem foi eleito para governar o país, isso levaria os governos à inacção, qualquer um de nós, em qualquer actividade poderia amarrar de pés e mãos o governo. Eu, por exemplo, metia uma providência cautelar para as obras públicas, apresentando um rol de testemunhas deveras credível a que nenhum tribunal se atreveria a dizer não. Um Presidente da República, o próprio ministro das finanças do governo, o governador do Banco de Portugal e ex-ministros de todas as áreas ideológicas. Mas posso apresentar queixa se a teimosia do primeiro ministro levar o país para a bancarrota ! Veja-se como Tony Blair foi acusado por um magistrado por causa, não da guerra do Iraque,(decisão política) mas porque mentiu ao seu povo(crime) para poder assinar as leis que levaram os soldados ingleses à guerra!
No caso dos professores, os que se limitaram a obedecer a uma ordem da sua tutela(decisão política) não discutindo as condições em que foram avaliados, são os únicos que não podem em caso algum serem prejudicados, ninguem pode ver goradas as suas legítimas expectativas por ter cumprido a lei ou porque outros incorreram em desigualdades.(crime)
Bela prenda que ofereceram à Ministra. Não sei se ela será merecedora de tamanho carinho!
PS: aí está outra providência cautelar, a das SCUT do Vale do Sousa.
Devo dizer, antes de tudo, que esta intromissão dos tribunais no assunto da avaliação dos professores é a melhor notícia para o Governo. Perante um círculo vicioso, o governo tem agora uma saída que sempre lhe será dada pelos tribunais. O governo, fosse qual fosse a decisão, iria sempre arrostar com a fúria de parte da classe dos professores.
Há um mês, o jornal “SOL” perante uma decisão de um tribunal favorável a uma providência cautelar, decidiu não acatar a decisão e distribuir a edição. Durante várias semanas afrontou a decisão do Tribunal, com evidente júbilo de nós todos! Editoriais a roçar o rídiculo do próprio director do jornal, acompanhavam a festa por termos acesso às escutas.
Agora temos uma ministra que decidiu não acatar uma decisão de um tribunal do mesmo nível e já tem uma acção de desobediência às costas, com evidente júbilo de nós todos. Há por aqui coerência?
Os tribunais não se podem substituir a quem foi eleito para governar o país, isso levaria os governos à inacção, qualquer um de nós, em qualquer actividade poderia amarrar de pés e mãos o governo. Eu, por exemplo, metia uma providência cautelar para as obras públicas, apresentando um rol de testemunhas deveras credível a que nenhum tribunal se atreveria a dizer não. Um Presidente da República, o próprio ministro das finanças do governo, o governador do Banco de Portugal e ex-ministros de todas as áreas ideológicas. Mas posso apresentar queixa se a teimosia do primeiro ministro levar o país para a bancarrota ! Veja-se como Tony Blair foi acusado por um magistrado por causa, não da guerra do Iraque,(decisão política) mas porque mentiu ao seu povo(crime) para poder assinar as leis que levaram os soldados ingleses à guerra!
No caso dos professores, os que se limitaram a obedecer a uma ordem da sua tutela(decisão política) não discutindo as condições em que foram avaliados, são os únicos que não podem em caso algum serem prejudicados, ninguem pode ver goradas as suas legítimas expectativas por ter cumprido a lei ou porque outros incorreram em desigualdades.(crime)
Bela prenda que ofereceram à Ministra. Não sei se ela será merecedora de tamanho carinho!
PS: aí está outra providência cautelar, a das SCUT do Vale do Sousa.
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domingo, 9 de maio de 2010
Vivemos num Estado de Direito?
Carmona Rodrigues foi afastado ou afastou-se no prosseguimento de uma acusação grave.Teria favorecido a empresa Bragarques em 10 milhões de euros na permuta de uns terrenos. O Ministério Público acusou, o Tribunal ao fim de três/quatro minutos de julgamento (na 1ª sessão), considerou inocentes todos os réus. O resultado só poderia ser a absolvição e, por isso, o julgamento seria um "procedimento inútil e como tal proíbido pela lei." E agora?
Os autarcas do Norte do país face à imposição das SCUT (pagamento de portagens) não conseguiram contratar uma empresa da especialidade para fazer um estudo. Todas têm medo de perder o seu principal cliente. O Estado socialista! É a isto que chegou Portugal! Voltou o medo!
E, claro, daqui a pouco temos o futebol, terça- feira o Papa e, mais logo, uma sessão de fados numa qualquer viela. Recorda-vos algum tempo?
Os autarcas do Norte do país face à imposição das SCUT (pagamento de portagens) não conseguiram contratar uma empresa da especialidade para fazer um estudo. Todas têm medo de perder o seu principal cliente. O Estado socialista! É a isto que chegou Portugal! Voltou o medo!
E, claro, daqui a pouco temos o futebol, terça- feira o Papa e, mais logo, uma sessão de fados numa qualquer viela. Recorda-vos algum tempo?
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