Luis Moreira
Num país com gente sem trabalho e pobre, dois milhões de pobres dizem as estatisticas, não há quem se indigne e faça ouvir a sua voz a seu favor. Nada, o que temos são as corporações de interesses sentadas à manjedoura em que transformaram o Estado, a exigirem e a protestarem por alguns dos seus privilégios serem tocados.
O Presidente do Sindicato dos Juízes chama ladrão ao governo por classificar como um roubo o que o governo propõe para quem paga as quotas que sustentam o sindicato. Vindo de um Juiz não está mal, vamos todos continuar a pensar que a classe é constituída por gente equilibrada e estimável, não corremos o risco de um dia sermos atropelados em pleno tribunal.
Mário "alucinado" do Sindicato dos Professores vem agora dizer que afinal a avaliação que tanto critica e que antes considerava impossível de realizar, resultou de um acordo com o Ministério. A avaliação foi sempre possível o que era necessário era ganhar mais uns cobres e mais uns quantos empregos para toda a vida. Se o Ministério não avançar com o concurso vai para o protesto, quiçá para a greve. A avaliação, a tal que era impossivel de ser aplicada aos professores, segue o seu caminho entre os profissionais dignos de serem professores.
Os trabalhadores das empresas públicas, com vencimentos e mordomias muito acima do comum dos mortais, anda para aí a espalhar, sem se envergonhar, que os cortes nos salários não se aplicam a eles, "as empresas apresentam lucros" , argumento assaz curioso de quem trabalha em empresas monopolistas no mercado interno, com preços muito acima dos praticados nos restantes países europeus. Afinal o mesmo argumento de quem ganha dezenas de milhares de euros por mês, os gestores que tanto recreminam.
As corporações de interesses deste Estado gordo e anafado, pasto de gente "bem", partidária, e privilegiada, sempre solidária com os "colegas" igualmente "bem", nem sequer se lembram que estamos num país com muita miséria, com elevado desemprego e elevada precariedade no emprego. Sem ponta de solidariedade com os mais pobres e mais fracos, nunca se farão ouvir para defender quem não tem voz, quem não tem condições de fazer greves, nem acesso à comunicação social.
Solidários, "bonzinhos", ideias avançadas, exigem de barriga cheia! Que vergonha!
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Os poemas do meu tio Alfredo Prior - 5
Luís Moreira
Pai duma caterva de filhos e avô de um exército de netos o meu tio Alfredo não desiste de viver uma vida feliz na terra que ama.Ei-lo a cantá-la, agora na Casa da Praça que está na família há tantos anos que se perdem no tempo, é a principal preocupação do meu tio, quer deixá-la una e indivisivel a um dos filhos.A Casa da minha avó da Praça abrigo dos pobrezinhos
Oh! velha casa da Praça
Por tantos és conhecida
Em ti aves fazem ninho
Cantando ao desafio
E a pobres tu dás guarida
Tu foste reconstruída
P'ró efeito não importa
És sempre a Casa da Praça
Tu saúdas a quem passa
E a quem bater à porta
E se for em noite morta
Que eu já esteja deitado
Não hesites bate à porta
Porque a mim não incomodas
E serás arrecadado.
Se ainda não tiveres ceado
Não te deves acobardar
Uma tigela de caldo quente
Estás em casa de boa gente
Há-de haver para te dar
E nada tens a pagar
É gratidão e amor
Que desde há muitos anos
Neste mundo de enganos
Faz a família Prior
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Em Gaza - templo de consumo
Luís Moreira
Não é para todos, mas em Gaza, há de tudo, como se pode ver nesta loja .
Lá como cá a injustiça é enorme, o que nos chega são imagens horríveis, mas são imagens dos que sofrem, porque há uma parte de priveligiados que estão a salvo da fome e da violência. Chama-se a isto, em tempo de guerra, "contra-informação", colocar as pessoas e a opinião pública do nosso lado.
Naquela, como em todas as guerras, os mais fracos e os mais humildes ainda sofrem mais do que habitualmente,a única forma de ajudar é pugnar pela PAZ! Estas prateleiras a abarrotar de alimentos são bem a imagem da mentira dos que usam a dor alheia para venderem a sua ideologia e que lhes permite manter os lugares confortáveis de quem manda.
Não é para todos, mas em Gaza, há de tudo, como se pode ver nesta loja .
Lá como cá a injustiça é enorme, o que nos chega são imagens horríveis, mas são imagens dos que sofrem, porque há uma parte de priveligiados que estão a salvo da fome e da violência. Chama-se a isto, em tempo de guerra, "contra-informação", colocar as pessoas e a opinião pública do nosso lado.
Naquela, como em todas as guerras, os mais fracos e os mais humildes ainda sofrem mais do que habitualmente,a única forma de ajudar é pugnar pela PAZ! Estas prateleiras a abarrotar de alimentos são bem a imagem da mentira dos que usam a dor alheia para venderem a sua ideologia e que lhes permite manter os lugares confortáveis de quem manda.
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