Raúl Iturra
Nos dias da minha inocência, escrevia estes textos.
Nos dias de hoje as ideias mudaram. Vou lembrar essas palavras, essa minha premoniçao…Especialmente pelos assassinatos na faixa de Gaza pelos hebraicos, que enterraram o seu holocausto, para criar outros…
Com a licença das pessoas que acreditam em Deus. Queiram estimar que o que vou dizer é apenas uma análise do observável na população. Dessa população da qual eu também sou parte. Uma população não apenas portuguesa, mas ocidental e das suas antigas colónias. Com a licença das pessoas que acreditam serem criadas por uma divindade eterna e omnipotente. Uma divindade que dá descanso eterno no prazer do não trabalho, ou trabalho eterno na ira do mau comportamento. Como cientista social, só posso observar o agir dessas pessoas e respeitar a sua forma de pensar e de sentir a existência duma divindade, o que é denominado fé. Fé na existência duma testemunha que observa todos esses agires, desejos e pensamentos. Como se fizesse observação participante dos afazeres de todos, em todo o sítio.
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sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Palestina
Adão Cruz
Não há sol nos céus da Palestina não há luz nos olhos da Palestina.
Roubaram o sorriso à Palestina!
São de sangue as gotas de orvalho da madrugada e o vento só é vento quando as balas assobiam.
Roubaram as manhãs à Palestina!
O céu de chumbo esmaga as almas e os ossos e é de lágrimas a chuva quando cai.
Não há sol nos céus da Palestina!
Do ventre da lua cheia de aço e de amargura nasce a cada hora um menino com bombas à cintura.
Mataram a infância na Palestina!
Rasgam as mães os seios com arroubos de ternura para alimentar a raiva. Por cada filho que perdem
outro nasce da sepultura.
Semearam a dor na Palestina!
Nas casas esventradas rompem por entre as pedras leitos de sofrimento onde à noite se acoitam os amantes queimando a dor na paixão de um momento.
Fizeram em pedaços o amor na Palestina!
Cada instante é uma vida na vida da Palestina cada momento uma taça de vingança clandestina cada gesto um vulcão de raiva que nem a morte amansa.
Roubaram a paz à Palestina!
Na sombra do dia ou na calada da noite cravam os vampiros nazis seus dentes de ferro no coração da Palestina. Não há sangue que farte a fúria assassina.
Sangraram cobardemente a Palestina!
Para atirar contra os tanques uma pedra agiganta-se o ódio a cada bater do coração. Por não haver sangue de tanto sangue vertido outra força não há para erguer a mão...
e dar à Palestina algum sentido.
(Ilustração foto net)
Não há sol nos céus da Palestina não há luz nos olhos da Palestina.
Roubaram o sorriso à Palestina!
São de sangue as gotas de orvalho da madrugada e o vento só é vento quando as balas assobiam.
Roubaram as manhãs à Palestina!
O céu de chumbo esmaga as almas e os ossos e é de lágrimas a chuva quando cai.
Não há sol nos céus da Palestina!
Do ventre da lua cheia de aço e de amargura nasce a cada hora um menino com bombas à cintura.
Mataram a infância na Palestina!
Rasgam as mães os seios com arroubos de ternura para alimentar a raiva. Por cada filho que perdem
outro nasce da sepultura.
Semearam a dor na Palestina!
Nas casas esventradas rompem por entre as pedras leitos de sofrimento onde à noite se acoitam os amantes queimando a dor na paixão de um momento.
Fizeram em pedaços o amor na Palestina!
Cada instante é uma vida na vida da Palestina cada momento uma taça de vingança clandestina cada gesto um vulcão de raiva que nem a morte amansa.
Roubaram a paz à Palestina!
Na sombra do dia ou na calada da noite cravam os vampiros nazis seus dentes de ferro no coração da Palestina. Não há sangue que farte a fúria assassina.
Sangraram cobardemente a Palestina!
Para atirar contra os tanques uma pedra agiganta-se o ódio a cada bater do coração. Por não haver sangue de tanto sangue vertido outra força não há para erguer a mão...
e dar à Palestina algum sentido.
(Ilustração foto net)
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Em terras de Belém (
Eva Cruz
Em terras de Belém
Presépio de sangue
Estrelinha apagada
Magos sem rumo
Jesus nascido
P´ra nada.
Na coroa os espinhos
Nas mãos as chagas
Cristo perdido
Entre os homens
O Gólgota erguido.
Um muro de ódio
Feito de mortos
Feito de corpos
Cristo de novo crucificado
Mártires lado a lado
Eternos heróis
Rebentados de pólvora
Atada à cintura
Um muro erguido
Entre a fome
E a fartura.
Ergue-se a lua
Em forma de crescente
À Palestina sem terra
Resta apenas
O céu do Oriente.
Em terras de Belém
Presépio de sangue
Estrelinha apagada
Magos sem rumo
Jesus nascido
P´ra nada.
Na coroa os espinhos
Nas mãos as chagas
Cristo perdido
Entre os homens
O Gólgota erguido.
Um muro de ódio
Feito de mortos
Feito de corpos
Cristo de novo crucificado
Mártires lado a lado
Eternos heróis
Rebentados de pólvora
Atada à cintura
Um muro erguido
Entre a fome
E a fartura.
Ergue-se a lua
Em forma de crescente
À Palestina sem terra
Resta apenas
O céu do Oriente.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Um barco para encalhar em Gaza e em Washington
Luis Moreira
As negociações entre a Autoridade Palestiniana e o Estado de Israel defrontam-se com o primeiro grande problema, como aliás, já se sabia. A moratória que impede a construção de mais colonatos termina hoje. Este assunto é, tanto para os Israelitas como para os Palestinianos, absolutamente fundamental para que se encontre um caminho para a existência de dois estados. A moratória vai ser renovada?
Então de que se iriam lembrar os corajosos "amantes da paz" para ajudar as negociações? Enviar um barco para Gaza com a finalidade confessa de romper o bloqueio que os Israelitas fazem naquela região. Se passa, no caso dos Israelitas acharem que não vale a pena prejudicar as negociações, os extremistas vão cantar vitória, o que terá uma reacção muito negativa na opinião pública israelita; se não passa, aqui d'el rei que há um bloqueio ilegal a pessoas que só querem ajudar; e afastemos a possibilidade de haver mortos e feridos como bem há pouco tempo aconteceu.
As negociações entre a Autoridade Palestiniana e o Estado de Israel defrontam-se com o primeiro grande problema, como aliás, já se sabia. A moratória que impede a construção de mais colonatos termina hoje. Este assunto é, tanto para os Israelitas como para os Palestinianos, absolutamente fundamental para que se encontre um caminho para a existência de dois estados. A moratória vai ser renovada?
Então de que se iriam lembrar os corajosos "amantes da paz" para ajudar as negociações? Enviar um barco para Gaza com a finalidade confessa de romper o bloqueio que os Israelitas fazem naquela região. Se passa, no caso dos Israelitas acharem que não vale a pena prejudicar as negociações, os extremistas vão cantar vitória, o que terá uma reacção muito negativa na opinião pública israelita; se não passa, aqui d'el rei que há um bloqueio ilegal a pessoas que só querem ajudar; e afastemos a possibilidade de haver mortos e feridos como bem há pouco tempo aconteceu.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Em Gaza - templo de consumo
Luís Moreira
Não é para todos, mas em Gaza, há de tudo, como se pode ver nesta loja .
Lá como cá a injustiça é enorme, o que nos chega são imagens horríveis, mas são imagens dos que sofrem, porque há uma parte de priveligiados que estão a salvo da fome e da violência. Chama-se a isto, em tempo de guerra, "contra-informação", colocar as pessoas e a opinião pública do nosso lado.
Naquela, como em todas as guerras, os mais fracos e os mais humildes ainda sofrem mais do que habitualmente,a única forma de ajudar é pugnar pela PAZ! Estas prateleiras a abarrotar de alimentos são bem a imagem da mentira dos que usam a dor alheia para venderem a sua ideologia e que lhes permite manter os lugares confortáveis de quem manda.
Não é para todos, mas em Gaza, há de tudo, como se pode ver nesta loja .
Lá como cá a injustiça é enorme, o que nos chega são imagens horríveis, mas são imagens dos que sofrem, porque há uma parte de priveligiados que estão a salvo da fome e da violência. Chama-se a isto, em tempo de guerra, "contra-informação", colocar as pessoas e a opinião pública do nosso lado.
Naquela, como em todas as guerras, os mais fracos e os mais humildes ainda sofrem mais do que habitualmente,a única forma de ajudar é pugnar pela PAZ! Estas prateleiras a abarrotar de alimentos são bem a imagem da mentira dos que usam a dor alheia para venderem a sua ideologia e que lhes permite manter os lugares confortáveis de quem manda.
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sábado, 5 de junho de 2010
O ataque mortal de Israel à frota de barcos humanitários que iam em direção a Gaza chocou o mundo.
Israel, como qualquer outro Estado, tem o direito de se defender, mas isso foi um uso abusivo de força letal para defender o bloqueio vergonhoso de Israel a Gaza, onde dois terços das famílias não sabem onde encontrarão sua próxima refeição.
As Nações Unidas, a União Européia e quase todos os outros governos e organizações multilaterais têm pedido a Israel para acabar com o bloqueio, e agora a ONU convocou uma investigação sobre o ataque à frota. Mas sem pressão maciça dos seus cidadãos, os líderes mundiais vão limitar sua resposta a meras palavras – como eles já fizeram tantas vezes.
Vamos gerar um clamor global tão alto, que não possa ser ignorado. Assine a petição para exigir uma investigação independente sobre o ataque, a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio à Gaza – clique para assinar a petição, e depois repasse essa mensagem a todos os que você conhece:
http://www.avaaz.org/po/gaza_flotilla_8/?vl
As Nações Unidas, a União Européia e quase todos os outros governos e organizações multilaterais têm pedido a Israel para acabar com o bloqueio, e agora a ONU convocou uma investigação sobre o ataque à frota. Mas sem pressão maciça dos seus cidadãos, os líderes mundiais vão limitar sua resposta a meras palavras – como eles já fizeram tantas vezes.
Vamos gerar um clamor global tão alto, que não possa ser ignorado. Assine a petição para exigir uma investigação independente sobre o ataque, a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio à Gaza – clique para assinar a petição, e depois repasse essa mensagem a todos os que você conhece:
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