Luis Moreira
O professor universitário Mário Pinto, no Publico , e sob o título " Pro-choice sim; pro-choice não" vem mostrar como o governo por razões meramente ideológicas ataca a escola privada contratualizada.
Leis e disposições legais que estão há 30 anos ao serviço da Liberdade de ensino e que foram aprovadas por todos os partidos na Assembleia da República, com excepção do PCP, alguns delas por iniciativa de governos de Mário Soares,estão hoje a ser propostos para serem derrogadas pelo governo.
Designadamente, o chamado Estatuto do Ensino Privado e Cooperativo e a lei da Gratuitidade do Ensino Obrigatório .O governo quer introduzir imprevisibilidade na relação como bem afirmou o Presidente da Republica, mas bem mais certo é tratar-se de arbitrariedade. Aliás, Sócrates não dá nem autonomia nem vida previsível até às escolas públicas como devia.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ensino: A escola é boa ou é má? Eis a questão.
Luis Moreira
O Governo cortou em 30% o orçamento das escolas privadas com contrato e apenas 11% nas escolas estatais. Quem defende a escola privada diz que o custo por aluno é muito mais baixo que o aluno da escola estatal. Hoje o prof Santiago Carrilho vem dizer que não é assim, o custo por aluno da escola estatal é mais baixo.A verdade é que em Portugal ninguém acredita em ninguém e as contas são o que são. Dão para tudo, o ME dá um valor, os sindicatos outro e as instituições que tẽm o dever de informar a população, dão o valor segundo o pedido .
A primeira questão que temos é saber se estamos a falar de custos directos (os da escola) ou custos totais. Se forem custos directos é fácil saber, basta ter acesso aos contratos entre a escola privada e o estado, pois o financiamento é feito por aluno e por ano. Se são custos totais ( directos mais os da estrutura - ministério e Direcções Regionais) não vejo como é que os custos por aluno podem ser favoráveis à escola estatal. A escola privada não precisa das Direcções Regionais para nada, são autónomas, respondem segundo as metas e os objectivos dos contratos que assina.
O Governo cortou em 30% o orçamento das escolas privadas com contrato e apenas 11% nas escolas estatais. Quem defende a escola privada diz que o custo por aluno é muito mais baixo que o aluno da escola estatal. Hoje o prof Santiago Carrilho vem dizer que não é assim, o custo por aluno da escola estatal é mais baixo.A verdade é que em Portugal ninguém acredita em ninguém e as contas são o que são. Dão para tudo, o ME dá um valor, os sindicatos outro e as instituições que tẽm o dever de informar a população, dão o valor segundo o pedido .
A primeira questão que temos é saber se estamos a falar de custos directos (os da escola) ou custos totais. Se forem custos directos é fácil saber, basta ter acesso aos contratos entre a escola privada e o estado, pois o financiamento é feito por aluno e por ano. Se são custos totais ( directos mais os da estrutura - ministério e Direcções Regionais) não vejo como é que os custos por aluno podem ser favoráveis à escola estatal. A escola privada não precisa das Direcções Regionais para nada, são autónomas, respondem segundo as metas e os objectivos dos contratos que assina.
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domingo, 31 de outubro de 2010
Professores - 10% de mérito na escola pública
Luis Moreira
É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:
Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".
Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.
A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.
Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.
A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.
Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.
É bem verdade que o ranking das escolas está longe de ser perfeito, há critérios que deveriam ser tomados em conta e não são, mas também é verdade que as escolas que ficam sistematicamente nas melhoras posições são, de certeza absoluta, boas escolas. Vem isto a propósito desta notícia:
Das vinte melhores escolas em Portugal só duas são públicas. Perante este facto, a Ministra diz que "a escola pública não escolhe os alunos" e que "é uma escola aberta à sociedade, recebe todos".
Quem não gostou nada foi a Helena Matos (no Publico) que diz que é precisamente ao contrário, quem escolhe as escolas privadas são as famílias por considerarem que aí há maior exigência, e não por terem os filhos mais inteligentes.
A escola pública que emprega a corporação dos professores que se acomodam à política do sindicato, de guerra aberta, de reinvindicação permanente, é que não pratica uma docência de mérito, exigente, virada para os alunos, pelo contrário, está fechada sobre si própria, entregue às guerras permanentes entre os burocratas do ministério e os burocratas dos sindicatos.
Como se viu ainda bem recentemente, na reestruturação levada a efeito , com os mega- agrupamentos, o ministério não perguntou nada a ninguem se estava ou não de acordo, avançou e estão aí, a escola pública nada tem de aberta, não permite a livre escolha , não responde pelos maus resultados e tem um custo muito mais elevado por aluno que a escola privada.
A escola pública devia ser constituída pela escola estatal e pela escola de gestão privada( entregue aos professores que se constituíssem em grupos de gestão), as famílias escolhiam segundo os seus próprios critérios, de exigência , de proximidade, numa salutar concorrência, privilegiando o mérito e a autonomia face aos burocratas do ministério e do sindicato.
Os bons professores, como é reconhecido pelos próprios, são joguetes nas mãos do ministério e sindicatos , e sempre será assim se não houver uma maior autonomia, com a escola pública entregue a quem nela trabalha.
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domingo, 12 de setembro de 2010
Professores - o ensino (este) reproduz desigualdades sociais
Alexandra Pinheiro, dirigente do Fórum para a Liberdade de Educação diz que Portugal é dos países europeus onde o ensino mais reproduz desigualdades sociais.
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
"Em Portugal houve uma perversão do Estado social no domínio da Educação, responsável pela perpetuação de um sistema educativo sem qualidade e gerador de grande injustiça social....não obstante o sacríficio dos contribuintes e o crescimento substancial do orçamento do Ministério da Educação, os resultados internacionais espelham a fraca qualidade do ensino em Portugal e indicam que somos um dos países europeus em que o sistema de ensino reproduz...em que tendo um pai licenciado ainda é a mellhor garantia de ter acesso à Universidade."
""...Portugal está no grupo...em que ao lado de uma má educação se acentuam as disparidades sociais. As elevadas taxas de abandono escolar precoce e de chumbos consecutivos envergonhariam qualquer outro país europeu....Noutros países europeus, a vitalidade das sociedades democráticas, associada ao declinar dos seus resultados educativos, exigiu reformas que alteraram a forma de intervenção pública na educação para modelos consentâneos com o direito fundamental de escolha pelos pais do projeto educativo para os seus filhos. Hoje, é assim na Suécia, Holanda, Bélgica, e Reino Unido, só para citar alguns" .
Cabe ao estado assegurar uma rede de ensino gratuito e garantir que as escolas estão a prestar um serviço de qualidade.dessa rede fazem parte escolas estatais e privadas, o que permite aos cidadãos, ricos ou pobres, escolherem livremente o projeto educativo que pretendem para cada um dos seus filhos. Todas estas escolas são "públicas" e não podem fazer seleção de alunos!
A escola estatal não é a mesma coisa de escola "pública", esta redução permite ao Ministério da Educação gerir as suas escolas da forma que bem entende ( como vimos em: professores - há cada vez mais quem veja) consolidando uma estrutura cada vez mais centralizada.
A outra face desta moeda são os sindicatos que nunca reinvidicam melhorias pedagógicas, ou a coesão do quadro de professores,factores decisivos nos resultados. Os burocratas de ambos os lados precisam uns dos outros e precisam de uma obediente, amorfa e medíocre escola, com professores acomodados à carreira, às progressões automáticas e a não serem avaliados.
E a terem uma colocação na escola lá do bairro!
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Escola
Clara Castilho
Escola “autista” Escola da pretensa
“igualdade para todos”
No início, na escola procura-se ensinar a:
• Saber ler e escrever, contar;
• Ser capaz de comunicar, cooperar com os outros;
• Adquirir hábitos de trabalho regular;
• Aprender a aprender.
Se falarmos numa “missão”, ela será:
Preparar os alunos para a vida de adultos, para o mundo onde vão viver, sendo um lugar de cidadania;
Promover, acolher e valorizar todos os alunos, fomentando o êxito e respeitando as diferenças de cada um;
Ser um dos instrumentos da “educação para todos”, em inter-ligação com a família e a comunidade.
As crianças apontam o que necessitam e podemos chegar a um conceito de “ ESCOLA “APOIANTE” (supportive)
A escola que sentem como segura e justa
A escola que tem professores que os apoiam
A escola onde sentem apoio por parte dos seus colegas
A escola onde a pressão para o sucesso não é excessiva
É ESTA A REALIDADE? O QUE FAZER?
Talvez reconhecer que não se pode exigir aos professores que assumam todos os papeis( educadores, assistentes sociais, psicólogos, modelos afectivos…)
Talvez fornecer estruturas de apoio aos professores e implementar um trabalho multidisciplinar, a fim de se poderem dar respostas às várias facetas de um mesmo problema, evitando o sentimento de frustração e de desânimo.
Talvez maior reflexão quanto ao currículo essencial para a formação de professores, com adaptação ao nível etário dos alunos que irão leccionar, implementando a vertente de saúde mental ( para que, conhecendo, possam prevenir).
Talvez……………..
Escola “autista” Escola da pretensa
“igualdade para todos”
No início, na escola procura-se ensinar a:
• Saber ler e escrever, contar;
• Ser capaz de comunicar, cooperar com os outros;
• Adquirir hábitos de trabalho regular;
• Aprender a aprender.
Se falarmos numa “missão”, ela será:
Preparar os alunos para a vida de adultos, para o mundo onde vão viver, sendo um lugar de cidadania;
Promover, acolher e valorizar todos os alunos, fomentando o êxito e respeitando as diferenças de cada um;
Ser um dos instrumentos da “educação para todos”, em inter-ligação com a família e a comunidade.
As crianças apontam o que necessitam e podemos chegar a um conceito de “ ESCOLA “APOIANTE” (supportive)
A escola que sentem como segura e justa
A escola que tem professores que os apoiam
A escola onde sentem apoio por parte dos seus colegas
A escola onde a pressão para o sucesso não é excessiva
É ESTA A REALIDADE? O QUE FAZER?
Talvez reconhecer que não se pode exigir aos professores que assumam todos os papeis( educadores, assistentes sociais, psicólogos, modelos afectivos…)
Talvez fornecer estruturas de apoio aos professores e implementar um trabalho multidisciplinar, a fim de se poderem dar respostas às várias facetas de um mesmo problema, evitando o sentimento de frustração e de desânimo.
Talvez maior reflexão quanto ao currículo essencial para a formação de professores, com adaptação ao nível etário dos alunos que irão leccionar, implementando a vertente de saúde mental ( para que, conhecendo, possam prevenir).
Talvez……………..
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Escolas públicas - tudo muda
Luís Moreira
As escolas públicas apesar da resistência de quem se sente confortável com as evidentes deficiências, começa a mudar. Tudo muda, só a mudança é que não muda!
A oferta de actividades de férias antes exclusivas dos colégios privados, já aí estão, muito por iniciativa das associações de pais e em parceria com o estabelecimento de ensino e com a autarquia.
Ocupar três meses de férias é uma preocupação acrescida dos pais a maioria dos quais são famílias desenraízadas.A escola pública está organizada de uma forma que não se coaduna com a vida das famílias que não têm três meses de férias. Há, em paralelo, uma preocupação de preencher o tempo com actividades pedagógicas, por forma a preparar as crianças para o futuro ciclo escolar.
É cada vez mais comum a parceria entre associações de pais,escolas e autarquias, e é uma esperança que dentro de alguns anos todo o país esteja coberto por estas actividades!
Sem uma maior autonomia, a escola pública, presa à burocracia do ministério e aos interesses de classe dos professores, não evoluirá, não é possível querer que uma escola de Freixo de Espada à Cinta seja igual, ou tenha os mesmos problemas de uma escola do centro do Porto, as medidas e as políticas a seguir não podem ser iguais.
Há, pois, que descentralizar, autonomizar, devolver a escola aos professores, pais, alunos e autarquias, erguer escolas de acordo com o ambiente social em que se inserem, e retirá-las de vez das lutas fraticidas de que se alimentam sindicatos e ministério.
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