Carlos Loures
Prossigo a recapitulação do que antes disse sobre as questões históricas, literárias e, evidentemente, linguísticas ligadas ao idioma galego-português. Estou a fazê-lo, convenhamos, de uma forma um pouco errática – à medida que vou consultando o que escrevi e essa leitura me vai sugerindo estas notas. Acabo de saber que o Professor Ariel Castro se vai debruçar sobre este tema. Será um valioso contributo. E muito gostaria de que os amigos galegos interviessem activamente neste painel sobre um tema tão importante. Vamos lá a mais um apontamento
Simplificando, digamos que há na Galiza, além dos que defendem a reintegração do galego na área da lusofonia (não percam o ensaio de Carlos Durão -"Síntese do reintegracionismo contemporâneo"), há os que são pelo acentuar da castelhanização do galego e outros ainda que pugnam por uma via autónoma, ligada à fala popular distanciada do português por oito séculos de deriva. Há também quem defenda uma versão mais radical, ainda que, em parte, apoiada na palavra do Professor Ricardo Carvalho Calero e cientificamente verdadeira. Digo em parte, porque o Professor sempre defendeu a integração do galego no universo da lusofonia – a tal tese radical é a de que o nosso idioma comum se devia chamar galego e não português. Tentando avaliar se esta corrente de opinião é minimamente válida (porque não devemos reagir contra tudo aquilo de que discordamos numa apreciação superficial), pedi reforços ao professor Ramon Villares e à sua «Historia de Galicia», um livrinho de bolso editado em castelhano, que em Agosto de 1988 me foi oferecido por um professor da Universidade de Santiago de Compostela.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Evento - A poesia galego-portuguesa
Carlos Loures
Como contributo para esta iniciativa lançada pelo Professor Sílvio Castro e que conta já numerosas intervenções, trarei aqui breves notas sobre a língua e as literaturas galego-portuguesas. São temas que já abordei anteriormente de maneira mais desenvolvida, mas que se justifica repetir no particular contexto desta série de depoimentos. Muito me agradaria que os amigos galegos participassem neste amplo debate. Não esquecendo que Carlos Durão, vem desde há semanas expondo na sua “Síntese do reintegracionismo contemporâneo” a sua transcendente tese sobre o idioma que com a Galiza e com outras sete nações compartilhamos. Mas o que aqui hoje trago é uma pergunta - Em que momento a língua e a literatura comuns se cindiram?
Segundo Giuseppe Tavani (1924), professor catedrático da Universidade de Roma «La Sapienza», grande especialista em filologia românica, em particular nas áreas linguísticas do provençal, do catalão e do galego-português, essa momento situa-se algures entre o século XIII e finais do século XIV, inícios do XV. Numa Galiza que permaneceu ligada à coroa de Leão e Castela, a lírica galego-portuguesa foi dando lugar a uma poesia galego-castelhana, enquanto em Portugal idioma e poesia encetavam uma viagem solitária. Há um período que estabelece uma fronteira entre um idioma único, falado e escrito em Portugal e na Galiza, e o início de uma deriva em que a Galiza começava a sentir os efeitos da aculturação castelhana e, ao invés, em Portugal, dois séculos decorridos sobre a criação do País, se começava a fixar uma língua e uma poesia autónomas.
Como contributo para esta iniciativa lançada pelo Professor Sílvio Castro e que conta já numerosas intervenções, trarei aqui breves notas sobre a língua e as literaturas galego-portuguesas. São temas que já abordei anteriormente de maneira mais desenvolvida, mas que se justifica repetir no particular contexto desta série de depoimentos. Muito me agradaria que os amigos galegos participassem neste amplo debate. Não esquecendo que Carlos Durão, vem desde há semanas expondo na sua “Síntese do reintegracionismo contemporâneo” a sua transcendente tese sobre o idioma que com a Galiza e com outras sete nações compartilhamos. Mas o que aqui hoje trago é uma pergunta - Em que momento a língua e a literatura comuns se cindiram?
Segundo Giuseppe Tavani (1924), professor catedrático da Universidade de Roma «La Sapienza», grande especialista em filologia românica, em particular nas áreas linguísticas do provençal, do catalão e do galego-português, essa momento situa-se algures entre o século XIII e finais do século XIV, inícios do XV. Numa Galiza que permaneceu ligada à coroa de Leão e Castela, a lírica galego-portuguesa foi dando lugar a uma poesia galego-castelhana, enquanto em Portugal idioma e poesia encetavam uma viagem solitária. Há um período que estabelece uma fronteira entre um idioma único, falado e escrito em Portugal e na Galiza, e o início de uma deriva em que a Galiza começava a sentir os efeitos da aculturação castelhana e, ao invés, em Portugal, dois séculos decorridos sobre a criação do País, se começava a fixar uma língua e uma poesia autónomas.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida - 4, por Raúl Iturra
(Continuação)
• El declive de la literatura gallego-portuguesa de alrededor del año 1350
• La centralización administrativa y el control del Reino de Galicia que se da como finalizada, esta sí, con el viaje a Santiago de Compostela de los Reyes Católicos en 1486.
• La asunción del castellano como lengua de las clases altas y de la administración.
Otras medidas que también fueron tomadas por los Reyes Católicos y que pretenden reformar la administración del Reino de Galicia bajo su autoridad son:
• Nombramiento de un Gobernador-Capitán General foráneo plenipotenciario (auténtico virrey).
• Creación de un órgano jurisdiccional para a impartición de la Justicia en el nombre de la Monarquía: La Real Audiencia del Reino de Galicia, presidida por el Gobernador-Capitán General
• Orden de no reconstruir los castillos derrumbados por los irmandiños.
• Integración de los monasterios gallegos en las congregaciones de Castilla y Valladolid.
• El mariscal Pero Pardo de Cela es decapitado en Mondoñedo, lo cual implica la anexión de sus territorios (El Bierzo) en los de la Corona de Castilla; Pedro Madruga, conde de Camiña y Soutomaior es arrinconado en Portugal y, posteriormente, asesinado.
Tras la unificación de los reinos peninsulares que dieron lugar al Reino de España, el órgano de representación del Reino de Galicia fue la Junta do Reyno, creada en 1528. Hasta su disolución este órgano constituyó la expresión política, si bien su existencia como cabía esperar fue poco significativa durante todo el Antiguo Régimen.
• El declive de la literatura gallego-portuguesa de alrededor del año 1350
• La centralización administrativa y el control del Reino de Galicia que se da como finalizada, esta sí, con el viaje a Santiago de Compostela de los Reyes Católicos en 1486.
• La asunción del castellano como lengua de las clases altas y de la administración.
Otras medidas que también fueron tomadas por los Reyes Católicos y que pretenden reformar la administración del Reino de Galicia bajo su autoridad son:
• Nombramiento de un Gobernador-Capitán General foráneo plenipotenciario (auténtico virrey).
• Creación de un órgano jurisdiccional para a impartición de la Justicia en el nombre de la Monarquía: La Real Audiencia del Reino de Galicia, presidida por el Gobernador-Capitán General
• Orden de no reconstruir los castillos derrumbados por los irmandiños.
• Integración de los monasterios gallegos en las congregaciones de Castilla y Valladolid.
• El mariscal Pero Pardo de Cela es decapitado en Mondoñedo, lo cual implica la anexión de sus territorios (El Bierzo) en los de la Corona de Castilla; Pedro Madruga, conde de Camiña y Soutomaior es arrinconado en Portugal y, posteriormente, asesinado.
Tras la unificación de los reinos peninsulares que dieron lugar al Reino de España, el órgano de representación del Reino de Galicia fue la Junta do Reyno, creada en 1528. Hasta su disolución este órgano constituyó la expresión política, si bien su existencia como cabía esperar fue poco significativa durante todo el Antiguo Régimen.
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