Mostrar mensagens com a etiqueta psicologia comportamental. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta psicologia comportamental. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Boris Cyrulnik – 2 - As crianças - soldado


Clara Castilho

Como já tinha anunciado, Borix Cyrulnik esteve em Lisboa, no dia 19 de Novembro, em plena Cimeira da Nato. Só conseguiu chegar às 4,30 do dia em que às 9,30 deveria estar a dar início a uma conferência. O seu atraso serviu para várias piadas, entre elas o facto de a organização do Colóquio o tratar tão bem que ele teve direito a 27 polícias que acompanharam o trajecto entre o seu hotel e o auditório do Instituto Franco-Português…

Com a sua habitual boa disposição, colocou-se ao dispor de todos, com o seu saber e experiência, respondeu a perguntar e comentou casos clínicos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Reflexões a partir da forma de fazer xixi

Clara Castilho




Menina faz xixi sentada. Menino faz xixi de pé.

Se for na rua, ele leva grande vantagem – em qualquer recanto se desenrasca! Menina quer proteger a sua privacidade, tem que se agachar, tudo é difícil. Em lugares públicos também fica a perder. Fazer xixi numa sanita na qual não se senta também é difícil e deixa rastos…

Já em casa, ela reina, satisfaz a s sua necessidade com calma e relaxada. Ele terá que levantar a tampa da sanita para não a deixar suja. E que a baixar, para não ouvir recriminações.

Eterna luta de todas as casas que conheço e em que coabitam o género masculino e o feminino!

Pois agora o problema está resolvido. Vende-se no AKI um aparelho da empresa espanhola Simple Creations, chamado PIS ALARM e custa 8 euros. E que faz ele? Toca música quando um membro do sexo masculino utilizou a sua pilinha para urinar e não baixou o tampo da sanita!

Estamos mal se agora alguém se lembrar de arranjar aparelhos externos que nos façam lembrar como nos devemos comportar! O cinto do carro a cantar quando nos esquecemos de o colocar? Até pode ser.

Mas…. que tal um aparelho que apite quando alguém comete corrupção?

E outro que dê choques eléctricos quando um marido tem pensamentos luxuriosos em relação a outra mulher?

E outro que nos faça sentir qualquer coisa negativa quando nos comportamos sem ser de acordo com o que nos tínhamos comprometido?

E já agora um que nos injecte serotonina e nos faça sentir no paraíso quando nos comportamos bem!

E apitam aonde os aparelhos? E são vigiados por quem? E quem sanciona o castigo?



E assim se vai o livre arbítrio. E a liberdade de fazer bem ou de fazer mal. Com as devidas consequências.

Prefiro continuar a berrar com quem deixou o tampo da sanita para cima!

sábado, 24 de julho de 2010

Histórias do café - ou quando o empregado perfeito não serve o cliente

Pedro Godinho

Ao fim da tarde, terminado mais um dia de trabalho, sentava-se no café de eleição – a ler e a tomar notas para uma futura criação literária.

Escolhera aquele café, em particular, por ser suficientemente distante quer do emprego quer da residência, de modo a não correr o risco de se cruzar nem com colegas nem com vizinhos, e não ter de entabular conversa, prestar contas ou dar explicações sobre a sua vida e manias.

Como queria, ali era um simples desconhecido, que podia gozar a tranquilidade oferecida por essa qualidade.

Homem de hábitos, pedia invariavelmente um galão – de máquina, precisava – e dois pastéis de bacalhau.

Fazia pouco mais de três semanas que descobrira aquele café de bairro, que passara desde logo a frequentar.

- O costume, senhor? – perguntou-lhe solícito o empregado.

Tremeu-lhe o lábio. Era o fim. Tornara-se um habitual.

Seguir-se-iam os pequenos apartes, primeiro, a tentativa de meter conversa, em suma, o reconhecimento e familiaridade que temia.

Levantou-se e saiu, dirigindo ao empregado o primeiro e último ‘boa tarde’ de sempre. Estava na hora de procurar um novo café.