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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Mário Soares está errado.


Rolf Damher

A União Europeia precisa avançar no seu projeto político de paz e de bem-estar social para as populações, lutando contra o desemprego, a pobreza, e pela integração multicultural dos imigrantes, que nos enriquecem”.

Soa muito bem mas aqui Mário Soares erra profundamente, pois o que ele propõe é um projecto primariamente introvertido e egocêntrico. É precisamente por isso que a UE chegou aonde actualmente se encontra: à beira da desintegração. Correcto seria se a UE avançasse a desenvolver cerca de 3 mil milhões de pobres no mundo nos seus próprios países, transformando a exclusão social e económica em inclusão (New Deal). Como resultado dessa estratégia diversa, a UE obteria tudo aquilo que com a actual estratégia errada tenta alcançar em vão.





Rolf Damher

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Economia - a Insurreição que vem ?

Rolf Damher

“O futuro não depende totalmente da nossa vontade, nem é totalmente alheio a ela; não o esqueças, para que não tomes como uma fatalidade o que ainda não aconteceu, nem como impossível de concretizar aquilo que mais desejas.” Epicuro, 341-270 a.C., filósofo grego, Carta a Meneceu

Serve este texto para melhor compreensão dos “mecanismos cibernéticos de correcção” dos quais frequentemente escrevo e a que as nossas sociedades se encontram sujeitas permanentemente, sobretudo nos tempos actuais.

Descobri agora, na rúbrica “Cultura” do magazine alemão DER SPIEGEL, excertos do livro Der kommende Aufstand ("A INSURREICÇÃO QUE VEM" - COMITÉ INVISÍVEL (EDIÇÕES ANTIPÁTICAS) escrito por autores franceses anónimos que se auto-designam “Comité Invisível”. Achei muito interessante, pois a nossa actual situação é aqui descrita com toda aquela redundância que os meus textos nem sempre apresentam. (Quem procura causas e soluções é obrigado a saír da redundância e entrar na redução).

Entretanto encontrei o livro completo em língua portuguesa na net – link abaixo – e passo a copiar os excertos acima referidos, como segue:

Qualquer que seja o ponto de vista que adoptarmos, o presente é um beco sem saída. Não é essa a menor das suas virtudes. Aqueles que desejariam acima de tudo esperar, vêem ser-lhes retirado qualquer tipo de sustentação. Os que pretendem ter soluções vêem-se imediatamente desmentidos. Toda a gente sabe que as coisas só podem ir de mal a pior. «O futuro já não tem futuro» constitui a sabedoria de uma época que atingiu, sob a sua aparência de extrema normalidade, o nível de consciência dos primeiros punks.

A esfera da representação política fecha-se. Da esquerda à direita, é o mesmo vazio que toma, alternadamente, a forma de cão de guarda ou ares de virgem, os mesmos técnicos de vendas que mudam de discurso conforme as últimas descobertas do departamento de comunicação. Aqueles que ainda votam parecem ter como única intenção rebentar com as urnas, à força de votarem como puro acto de protesto. Começamos a pensar que é efectivamente contra o próprio voto que as pessoas continuam a votar. Nada daquilo que se apresenta está à altura da situação, nem de longe nem de perto. Até no seu silêncio, a população parece infinitamente mais adulta do que todos os fantoches que se atropelam para a governar. Há mais sabedoria nas palavras de qualquer chibani1 de Belleville do que em todas as declarações juntas dos nossos auto-denominados dirigentes. A tampa da panela de pressão foi fechada com três voltas, mas lá dentro as tensões sociais não param de aumentar. Vindo da Argentina, o espectro do «Que se vayan todos!» começa seriamente a assombrar as cabeças dirigentes.

Não há que participar neste ou naquele colectivo cidadão, neste ou naquele impasse de extrema-esquerda, na última farsa associativa. Todas as organizações que pretendem contestar a ordem presente têm elas mesmas, um pouco mais folcloricamente, a forma, os costumes e a linguagem de Estados em miniatura. Todas as intenções de «fazer a política de outra forma» nunca contribuíram, até hoje, senão para a extensão indefinida dos pseudópodos 20 estatais.

20 - Os pseudópodes são deformações da membrana plásmica que permitem a um célula alimentar-se e deslocar-se numa determinada direcção. (NT)

Não há que reagir às novidades do dia, mas compreender cada informação como uma operação a decifrar num campo de estratégias hostil, operação que visa justamente suscitar, neste ou naquele, este ou aquele tipo de reacção; e a reter desta operação a informação verdadeira que está contida na informação aparente.

Não há que esperar – um clarão, a revolução, o apocalipse nuclear ou um movimento social. Continuar à espera é uma brincadeira. A catástrofe não é o que aí vem, mas o que já se apresenta. Nós situamo-nos desde já no movimento de desabamento de uma civilização. É aí que é preciso tomar partido.

Não mais esperar é, de uma maneira ou de outra, entrar na lógica insurreccional. É escutar de novo, nas vozes dos nossos governantes, o ligeiro tremer de terror que nunca os abandona. Porque governar nunca foi outra coisa senão repelir por mil subterfúgios o momento em que a multidão se revoltará e todo o acto de governação nada mais que uma forma de não perder o controle da população.

Nós partimos de um ponto de extremo isolamento, de extrema impotência. Tudo está por fazer no que respeita a um processo insurreccional. Nada parece menos provável do que uma insurreição, mas nada é mais necessário.

http://www.radioleonor.org/wp-content/uploads/2010/09/insurreicao-que-vem.pdf

De facto, “eles” têm um crescente medo da população e não sabem como saír desta. Concluindo: como existem saídas, não precisamos necessariamente de "A INSURREICÇÃO QUE VEM", apenas políticos fora do baralho que saben olhar para a frente e que ainda conservam o são juízo humano. É tão simples como isto.

Rolf Damher

P.S. Para que não haja mal-entendidos: embora sabendo, intuitivamente, da existência daqueles mecanismos de correcção cibernéticos em curso – basta ver a TV ou ler os jornais – , não estou a desejar que isto vá até às últimas consequências, pois as coisas poderão tornar-se violentas. Gostaria, sim, de interferir nessa espiral negativa, dando a volta às coisas por cima. Isto é possível com minha estratégia proposta: New Deal. A sua aceitação permitiria converter, imediatmente e sem violências, todas aquelas forças potecialmente destruidoras em forças que fomentam uma nova ordem e novo crecimento orgânico.

domingo, 25 de julho de 2010

A economia alemã acelera...

Luís Moreira

As últimas informações vão no sentido de a economia alemã ter crescido quatro pontos percentuais, o maior crescimento num trimestre dos últimos 20 anos.

Isto a curto prazo é uma óptima notícia, as restantes economias europeias vão crescer por arrasto,é para a Alemanha que nós portugueses mais exportamos,vamos crescer pelas exportações e travar com o pacote de cortes à procura interna.

Mas como muito bem diz o nosso convidado Dr. Rolf Damher, os problemas estruturais permanecem, os viajantes que apanham a locomitiva não podem viajar descansados, porque a uma causa corresponde um efeito, e se os problemas permanecem...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hipocrisias!

Rolf Damher (convidado)

“What do you want to achieve or avoid? The answers to this question are objectives. How will you go about achieving your desire results? The answer to this you can call strategy.”

William E Rothschild

Simplesmente fantástico este discurso de “Dany Le Rouge” no Parlamento Europeu. Lembro que foi ele o grande protagonista das revoltas estudiantis de Maio 68 que fez com que a “Grande Nation” ficasse suspensa e com as fronteiras escancaradas durante mais de uma semana, enquanto o seu presidente, o General Charles de Gaulle, julgando que tinha sido deposto, se refugiu na “Nation Grande” (Baden-Baden), no então quartel-general das tropas francesas estacionadas na Alemanha sob o comando do Gen. Koenig.

O discurso muito responsável (legendado em português) de Daniel Cohn-Bendit mostra que ele continua com a chama bem acessa – e tem razão. (Diga-se de passagem: ele além da nacionalidade francesa também tem a alemã )

E vale a pena olhar para a cara de “Monsieur Barrosó”, o medíocre-mor da UE escolhido pelos chefes de governo (maioriatarimente) medíocres da UE que pela sua estratégia errada de há décadas nos levaram à situação onde actualmente nos encontramos.

sábado, 5 de junho de 2010

A integração na UE!


Rolf Damher

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

Este “passo para frente”, para a UE poderá consistir no já referido novo grande objectivo: “New Deal”. De índole extrovertido e sóciocêntrico, o mesmo em vez de custar milhares de milhões para pagar uma coesão artificial de efeito passageiro da UE –acabou-se o dinheiro, felizmente! –, gera coesão social genuina e, automaticamente, meios materiais para todos. “Voemos”, pois, em formação de “V”, unidos e não permitindo que alguns “gansos” – Grècia, Portugal, Espanha, etc. – saiam ou sejam expulsos da formação. Confrontados com a diferente resistência aerodinâmica eles acabariam por sucumbir. Não permitamos isto, pois também seria em desfavor do resto da formação.

Atenção: quando falo de formação em “V”, é preciso saber que sendo sujeitos às leis da natureza, nós tal como qualquer outro sóciosistema “voamos” sempre em formação em “V”. Porque é que desta vez esta estratégia natural deixou de funcionar? Fácil: porque a formação, sem que a maioria de nós se apercebesse, virou às avessas e todos os seus elementos perderam as vantagens aerodinâmicas por completo. Daí os nossos crescentes problemas. É, portanto, presiso voar assim ^, e não mais assim V, com a ponta para baixo. Os pássaros sabem-no e nunca se lembrariam inverter essa ordem. Nós, com a nossa enorme esperteza cientificada, (pelos vistos) não. Tudo isso não passa de romanticismo social? Errado! É a lei da natureza implacável, pura e dura. Quem a aceita, terá ascensão social, quem não, nem por isso.



Rolf Damher (convidado)