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domingo, 2 de janeiro de 2011

Música romântica do Século XX - 45

Fita amarela é um samba criado e gravado em 1932 pela dupla Francisco Alves e Mário Reis, e que se tornou no grande êxito do Carnaval de 1933. Entre as numerosas gravações existentes, escolhemos a de Sílvio Caldas e Eliseth Cardoso (1957):


sábado, 1 de janeiro de 2011

Música romântica do Século XX - 44

Chitarra Romana  é uma composição de 1934 da autoria, a letra e a música,  de Eldo di Lazzaro (1902-1968). Os tangos de Gardel corriam o mundo e esta cançoneta tem um ritmo de tango, com o acordeón a imitar as sonoridades do bandoneón. 

Quase oitenta anos depois de ter sido composta,  Chitarra Romana continua a fazer parte do repertório de numerosos cantores - há versões de Luciano Pavarotti, Claudio Villa, Gabriella Ferri, Josep Carreras, Connie Francis, Matt Morgan, Giuseppe Di Stefano, Vlad Mirita, Lando Fiorini, Gino Bechi, Carlo Buti, Dominic Chianese, Enrico Musiani, Nilla Pizzi, Luciano Tajoli, Giorgio Consolini e de muito outros.

Escolhemos a de Lando Fiorini:


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 43

Carmen la de Triana, é um filme de Florián Rey rodado em1938 nos estúdios da UFA, em Berlim. Estava-se em plena Guerra Civil. Imperio Argentina (1910-2003) foi a estrela principal desta versão cinematográfica da Carmen,  de Prosper Mérimée. O filme, de índole costumista e tradicionalista, veicula os valores da espanholidade defendidos por Franco e pela Falange. Uma canção, tornou-se famosa - Los piconeros (os carvoeiros), com letra de Ramón Perelló e música de Juan Mostazo. Existem múltiplas versões - Rocío Jurado, Sara Montiel, Amália Rodrigues, Concha Piquer... Apresentamos a original, a de Imperio Argentina.





Uma curiosidade. No filme de Fernando Trueba La niña de tus ojos (1998), onde, de maneira pícara, se conta a odisseia dos actores espanhóis que foram a Berlim rodar Carmen la de Triana, Penélope Cruz interpreta em alemão Los piconeros. Assim:


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 42

Em 8 de Janeiro de 1943, estreava-se no Porto uma opereta (como na época se designava os "musicais") A Costureirinha da Sé , de Arnaldo Leite e Heitor Campos Monteiro, com uma companhia de Lisboa composta por actores muito famosos na época  - António Vilar, Costinha e Luísa Durão e uma jovem estreante - Maria Clara ... Dessa opereta, um fado cantado por Maria Clara transformou-se num grande êxito nacional - o Fado da Sé. Como era típico desse período da ditadura (e em plena Guerra Mundial), exaltava-se os valores da pobreza e da humildade e na canção transparece esse apelo à aceitação da penúria. Maria Clara cantava-a muito bem, mas não encontrámos disponível uma gravação, pelo que incluímos a varsão de Maria de Fátima Bravo no filme feito em 1958 por Manuel Guimarães a partir da opereta, interpretação que não se afasta muito do estilo de Maria Clara.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 41



A compositora mexicana María Grever (1885-1951) compôs,em 1944 o bolero Te quiero, dijiste para um filme de Esther Williams ("Bathing Beauty"). As interpretações são muitas. de Libertad Lamarque a Nat King Cole ou a Placido Domingo. Escolhemos esta de Josep Carreras.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 39

Pela primeira vez nesta série, incluímos a ária de uma ópera. Muitas são as árias que ganham vida própria, mas o caso de Summertime é ainda assim especial, justificando por maioiria de razão o se aqui antologiada. Faz parte da ópera Porgy and Bess, de George Gershwin. A melodia foi composta em 1933. Em 1934, DuBose Heyward escreveu a letra e só em 1935 Gershwin apresentou a ópera (com libreto de DuBose Heyward).

Summertime depressa se tornou popular, contando-se por milhares as versões. Em Setembro de 1936, foi gravada por  Billie Holiday, logo se transformando num êxito. Apresentamos uma gravação de 1957 - Louis Armstrong e Ella Fitzgerald. Na nossa opinião é a mais notável, captando em cheio o espírito afro-americano de que canção/ária e ópera estão impregnadas.



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 38

La Vie en rose é uma canção de Édith Piaf, com música de Louiguy (Louis Guglielmi) e letra do autor preferido de Piaff- Henri Contet. Foi Marianne Michel que popularizou a canção, antes de Piaf a ter gravado em 1947.

É talvez, no pós-guerra, o maior êxito da canção francesa. Há dezenas de versões - as de Louis Armstrong, Marlene Dietrich, Placido Domingo, Dalida, Mireille Mathieu, Yves Montand, Grace Jones, Donna Summer, Diana Krall, são apenas algumas delas. Preferimos a de Édith Piaff:



domingo, 26 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 37

Uno, mais conhecido por Si yo tuviera el corazón, é um tango composto em 1943 pelo argentino Enrique Santos Discépolo Deluchi,"Discepolín"(1901-1951), que foi um poeta, compositor, actor e autor de peças de teatro e de letras de tangos. Discepolín trabalhou com Carlos Gardel e com outros grandes nomes da canção porteña. A letra é de Julio Sosa, (1926 – 1964),    "El Varón del Tango", nascido no Uruguai, cantor de tangos, muito famoso nas décadas de 1950 e 1960. É dele também a interpretação.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 34

Danny Boy é uma canção composta por Frederic E. Weatherly em  1913). Baseia-se numa melodia clássica do folclore irlandês -   Londonderry Air. Entre as muito numerosas versões, destaca-se a que Elvis Presley  gravou em 1976.


Vamos ouvi-la cantada pelo grupo Celtic Woman. A solista é  Lisa Kelly:

 


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 34

Uma canção romântica de Natal - White Christmas  ("Natal Branco"), cantada por Bing Crosby (1903 - 1977) cantor e actor norte-americano, considerado um dos maiores cantores populares do século XX (foi, pelo menos, um dos mais populares). Como actor, a sua mais famosa interpretação foi em O "Bom Pastor”, que lhe valeu o Oscar de melhor actor em 1944.


Nos Estados Unidos, e por arrasto em todo o mundo ocidental, Bing imortalizou a canção White Christmas  que, na sua voz se converteu num ícone de Natal. Composta em 1940, em 1948 a canção entrou no Guinness Book of World Records pela venda de cem milhões de discos. O autor foi Irving Berlin (1888-1989), o mesmo que compôs  "God Bless America".

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 32

A canção Feiticeira tem letra e letra e música de Ângelo Vieira Araújo (1920-2010). A canção, um fado coimbrão, foi criada no princípio dos anos 40, e interpretada pelo cantor Manuel Julião.

Em 1947, no filme português "Capas Negras", realizado por Armando de Miranda, foi interpretada por Alberto Ribeiro e ganhou grande popularidade.

É essa versão que iremos ouvir,



domingo, 19 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 32

O Sole Mio é talvez a mais famosa canção italiana. Com música de Eduardo di Capua e letra de Giovanni Capurro, foi composta em 1898, e registada em 1901.


Gravada fonograficamente pela primeira vez por Giuseppe Anselmi em 1907, tem sido interpretada por numerosos cantores, desde as  versões clássicas à   da banda "punk" Me First And The Gimme Gimmes. Uma das mais famosas versões feita para essa música é It's Now Or Never, de Elvis Presley, gravada em 1960.

Vamos ouvir O sole mio, por Luciano Pavarotti:



sábado, 18 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 31

Com a Alemanha nazi quase derrotada. a UFA (Universum Film Aktien Gesellschaft),  a rede de estúdios cinematográficos mais importante da Alemanha durante o III Reich, continuava ainda produzir filmes que procuravam competir com Hollywood.  O filme de que vamos retirar a canção romântica de hoje -Frau meiner Träume  ("A Mulher dos Meus Sonhos") foi realizado em 1944.

A pricipal estrela da UFA era Marika Rökk, cantora, bailarina e actriz (1913 - 2004), era, com Zarah Leander, uma das estrelas da Universum Film AG e do Ministério da Propaganda. Com estes filmes românticos, realizados enquanto em Auschwitz e noutros campos de concentração milhões de seres humanos eram exterminados, Goebbels mostrava ao mundo uma Alemanha que fazia filmes como este.

Em Lisboa, os filmes da UFA eram exibidos no Teatro do Ginásio, na rua da Misericórdia, "A Mulher dos Meus Sonhos" esteve muito tempo em cartaz. Não sabemos se esta é a canção mais romântica do filme, apenas queremos introduzir a nota que já ontem sugeriramos com No me quieras tanto - coisas tão inocentes como uma canção ou um filme românticos, podem estar ao serviço de ideologias criminosas. Mário Castrim, nos anos 60/70, designou esse tipo de música "inofensiva" como «nacional-cançonetismo» - aludia a Madalena Iglésias, António Calvário, Artur Garcia, Simone de Oliveira.

Como Marika Rökk, eles davam uma face risonha a um regime sinistro e odioso. Pedimos desculpa pela interrupção - o romantismo volta já a seguir.
 




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 30

Terá sido por volta de 1940 que a canção No me quieras tanto ("Não me ames tanto") foi criada por um trio de compositores espanhóis - Antonio Quintero, Rafael de León e Manuel Quiroga que escreveram, sobretudo após a vitória franquista na Guerra Civil muitas canções que se tornaram populares em Espanha, em Portugal e noutros países.


Esse êxito deveu-se talvez ao facto de as canções criadas pelos três homens se ajustarem ao conceito de espanholidade que a Falange pretendia impor. Existem numerosas interpretações desta canção - Concha Piquer, Nana Mouskouri e Amália Rodrigues que a interpretou no filme "Fado" (1947), por exemplo. Mas será na voz da madrilena Pasión Vega que vamos ouvir No me quieras tanto:

 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 29

Bésame mucho ("Beija-me muito") foi uma canção escrita em 1940 por Consuelo Velásquez, uma jovem mexicana com 15 anos. Segundo Consuelo disse, inspirou-se numa ária de uma ópera de Granados. Apesar da Guerra Mundial, a canção tornou-se conhecida internacionalmente, sendo uma das mais populares canções românticas  do século XX. Em 1999, Bésame mucho foi considerada a mais cantada e gravada em castelhano.


Excepcionalmente, vamos apresentar duas versões - a de Josep Carreras, interpretando o tema de uma forma clássica e a dos Beatles que  gravaram esta canção no dia 1 de janeiro de 1962. Na época, o baterista dos Beatles era Pete Best, e  a parte vocal mais complicada fcou a cargo de Paul McCartney. Duas interpretações entre centenas de possibilidades.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 28

Segundo consta o tangoA Media luz foi composto em 1925 durante uma festa na mansão da família Wilson, em Montevideo. A media luz tem letra de Carlos César Lenzi e música de Edgardo Donatto. A letra fala de um prostíbulo de Buenos Aires e teve de ser várias vezes modificada po pressões diversas.

A gravação original foi a de Carlos Gardel. Como já aqui apresentámos uma interpretação do grande Gardel, optámos por trazer hoje outra grande voz do tango -  Libertad Lamarque (1908 — 2000) - grande cantora e actriz argentina.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 27

A canção Coimbra, de Raul Ferrão e José Galhardo foi composta para o filme português "Capas Negras", realizado por Armando de Miranda em 1947. Esta selecção de música romântica (na acepção popular do termo) é forçosamente feita de uma perspectiva portuguesa, europeia. Coimbra seria talvez a única canção romântica que apareceria em qualquer lista, feita onde quer que fosse.

É, de longe, a canção portuguesa mais conhecida internacionalmente. Vamos realizar ainda este mês um Dia de Coimbra. Por todas as razões, a nossa canção de hoje é Coimbra, cantada por  Amália Rodrigues. Escolhemos esta interpretação entre muitas dezenas de versões em português e em línguas estrangeiras.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 26

Esta canção russa que hoje apresentamos Очи чёрные (Ochi chyornyee) que em português é conhecida por «Olhos Negros», vem do século XIX. Julgamos que a letra antecedeu a composição musical. Na Literaturnaya gazeta de 17 de Janeiro de 1843, saiu o poema do poeta ucraniano Yevhen Hrebinka. Um músico alemão, Florian Hermann, terá composto a melodia: mas foi o cantor de ópera russo, Feodor Chaliapin (1873 — 1938),  que a popularizou já no século XX.


Olhos Negros, Ojos negros, Les yeux noirs, Dark Eyes...
Considerada uma canção cigana, correu mundo mesmo antes de haver gravações fonográficas - há numerosas interpretações (de Sara Montiel aos coros do Exército Vermelho). Escolhemos a do barítono siberiano Dmitri Aleksandrovich Hvorostovsky.


E se tiverem dificuldade com o russo, não hesitem em recorrer às legendas.
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Música romântica do século XX - 25

O parisiense Maurice Chevalier (1888 – 1972) criou em 1921 a letra e a música de uma das canções francesas mais emblemáticas dos anos de entre guerras - Valentine. Durante cinquenta anos Chevalier cantou-a em espectáculos ao vivo, em shows televisivos - Maurice Chevalier e Valentine tornaram-se inseparáveis.


Fazer um retrospectiva dos primeiros cinquenta anos da música romântica do século XX e esquecer Valentine, seria tão imperdoável como ir a Paris e não ver o Arco do Triunfo. Aqui temos, Chevalier e a sua Valentine:

sábado, 11 de dezembro de 2010

Música romântica do Século XX - 24

September song ("Canção de Setembro") é uma criação do compositor alemão Kurt Weill (1900 - 1950), o famoso autor da música da "Ópera de Três Vinténs", com libreto de Bertolt Brecht, com o qual colaborou desde finais dos ano 20 na criação de óperas  como "Aufstieg und Fall der StadtMahagonny" (Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny), "Die Dreigroschenoper" (A Ópera de Três Vintens) e "Die sieben Todsünden" (Os Sete Pecados Mortais).

Sendo judeu, foi para os Estados Unidos quando do advento do nazismo na Alemanha.

September Song foi composta para um musical da Broadway em 1938. Com letra de Maxwell Anderson, tem dezenas de interpretações, entre as quais as de Bing Crosby, Maurice Chevalier, Willie Nelson e Frank Sinatra. Foi esta última a que escolhemos. Frank Sinatra (1915-1998) gravou-a em 1946, 1961 e 1965.