Luis Moreira
Filinto Lima, Director do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, Vila Nova de Gaia, em texto publicado no Público, aborda dois assuntos de muita importância.
"Nestes últimos dez anos, surge nos orgãos da comunicação social...o denominado ranking das escolas secundárias...em que o único parâmetro para delinear uma duvidosa e malfadada tabela classificativa é apenas e tão-só a classificação obtida pelos alunos..."
" O resultado é tremendamente falacioso, injusto e cientificamente inexplicável...se pretendem fazer um trabalho sério e proveitoso, devem ter em conta entre outros factores, o efeito da escola sobre os alunos...o número de alunos e seus percursos escolares, o nível socioeconomico dos pais e da região onde a escola se insere e o efeito das explicações."
E, conclui, que se as escolas que se classificam em primeiro lugar tivessem as condições das que ficam em último, seria duvidoso que a classicação se mantivesse inalterada.
Creio que tem toda a razão, mas também é verdade que, as escolas que nestes dez anos obtêm, sistematicamente, lugares cimeiros são, de certeza, boas escolas. A comparação de resultados das classificações, dá mais informação que as posições só por si. É preciso aperfeiçoar o ranking, não enterrá-lo.
Lembro que já este ano, soubemos que uma escola em Lamego e outra em Viseu, tiveram alunos excepcionais, com notas superiores a 19 valores e, não é crível, que tenha sido por acaso . Essas escolas são, tambem elas, excepcionais .
A outra questão que analisa é a autonomia das escolas:" Quando o ME conceder efectiva autonomia às escolas que passe, entre outras necessidades, pela contratação dos seus docentes e pela flexibilização do currículo, quando deixar de legislar por tudo e por nada...e der sinais efectivos de terminar com o imenso trabalho burocrático com que todos os dias os professores se confrontam nas escolas, começarão a ser dados passos firmes para o sucesso escolar, apesar da escola pública não escolher os melhores alunos"
Estou completamente de acordo com o que diz e, espero bem, que muitos professores leiam o texto, para perceberem que à guerra de interesses entre os burocratas do ministério e dos sindicatos, há uma alternativa que devolve a dignidade aos professores e bons resultados aos alunos.
Não creio, no entanto, que as escolas possam alguma vez escolher os melhores alunos, serão sempre as famílias a escolherem a melhor escola ( se a livre opção vier com a autonomia).
Há, cada vez mais, professores a terem coragem para dizerem o que está certo, sem medo de desagradar a quem quer que seja. É, assim, que a classe recuperará a reputação nacional e o reconhecimento das famílias de que já gozou.
Mostrar mensagens com a etiqueta alunos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alunos. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Professores - o custo do centralismo.
Luis Moreira
Cada aluno custa ao estado português cinco mil euros no ensino básico e 5695 euros no secundário. (dados recentemente divulgados pela OCDE). O mesmo Estado apoia as famílias de baixos rendimentos, que tenham os filhos em colégios.Esta comparticipação é de 720 euros anuais para um aluno do ensino básico e de 505 euros para um aluno do ensino secundário.
Se o centralismo estatal não fosse cego, veria que mesmo que duplicasse os apoios aos alunos dos colégios, e dessa forma mantê-los onde estão, não os deixando transferir-se para o ensino estatal, pouparia milhões de euros. A essa poupança acrescentaria a cobrança de IRS e IRC.
Isto é, ( 5 000 E - 1 440E= 3 560E) seria a poupança num caso e (5695E - 1 010E= 4 685E) no outro, por aluno, veja-se a quanto este valor de poupança pode representar multiplicado por milhares de alunos em todo o país.
Só razões ideológicas mantêm este centralismo cego num ministério cheio de burocratas, com os piores resultados da UE, que há dezenas anos colocou no centro das suas preocupações o experimentalismo pedagógico, sem nunca darem um passo no sentido da escola autónoma ou no direito das pessoas escolherem o projecto de educação que querem para os seus filhos.
Como sempre tenho dito, os burocratas do ministério e dos sindicatos precisam deste centralismo para manterem o poder, as supostas zaragatas não passam de teatro, sem uns não existem os outros, nunca discutem a escola, nem o mérito, tudo se resume às carreiras e às progressões automáticas. E os professores, que pagam as quotas dos sindicatos, vão na cantiga, não se importam de serem joguetes nas mãos desta gente.( ver texto: professores: são joguetes nas mãos do ME).
Há cada vez mais professores que fazem ouvir a sua voz contra este estado de coisas, move-os a esperança de uma escola autónoma, livre dos "recados" dos burocratas, dos mil papéis para preencher e que não servem para nada, das reuniões sem fim.
PS: Com Rodrigo Queiroz e Melo - Director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
Ora, esta questão passa por um direito fundamental que é o direito de escolha, face aos maus resultados da escola pública, não se vê razões para se negar esse direito,podemos e devemos ter uma rede pública de escolas, umas estatais e outras privadas, competindo e complementando-se, melhorando umas e outras com o mérito e a experiência do dia a dia. O centralismo não consegue controlar todas e cada uma das escolas, todas diferentes, em ambientes diferentes, por isso abundam as circulares, os regulamentos, as fichas para preencher.
O ME e os sindicatos ficam a falar sozinhos,nada têm a ver com o que se passa dentro das escolas, ninguem melhor que os professores, os alunos, as instituições regionais e locais,conhecem a realidade em cada escola.
Este modelo está esgotado é preciso ter a coragem de mudar. Sem uma boa Educação o país não vai sair desta tristeza vil e envergonhada. Trinta e muitos anos é mais que suficiente para termos a certeza que a relação estável de proximidade entre professor e aluno é um factor determinante para obter bons resultados. Os factores que influem positivamente nos resultados não são preocupação nem são prioritários para sindicatos e Ministério, muda tudo em cada ano.
Só não mudam os maus resultados!
Cada aluno custa ao estado português cinco mil euros no ensino básico e 5695 euros no secundário. (dados recentemente divulgados pela OCDE). O mesmo Estado apoia as famílias de baixos rendimentos, que tenham os filhos em colégios.Esta comparticipação é de 720 euros anuais para um aluno do ensino básico e de 505 euros para um aluno do ensino secundário.
Se o centralismo estatal não fosse cego, veria que mesmo que duplicasse os apoios aos alunos dos colégios, e dessa forma mantê-los onde estão, não os deixando transferir-se para o ensino estatal, pouparia milhões de euros. A essa poupança acrescentaria a cobrança de IRS e IRC.
Isto é, ( 5 000 E - 1 440E= 3 560E) seria a poupança num caso e (5695E - 1 010E= 4 685E) no outro, por aluno, veja-se a quanto este valor de poupança pode representar multiplicado por milhares de alunos em todo o país.
Só razões ideológicas mantêm este centralismo cego num ministério cheio de burocratas, com os piores resultados da UE, que há dezenas anos colocou no centro das suas preocupações o experimentalismo pedagógico, sem nunca darem um passo no sentido da escola autónoma ou no direito das pessoas escolherem o projecto de educação que querem para os seus filhos.
Como sempre tenho dito, os burocratas do ministério e dos sindicatos precisam deste centralismo para manterem o poder, as supostas zaragatas não passam de teatro, sem uns não existem os outros, nunca discutem a escola, nem o mérito, tudo se resume às carreiras e às progressões automáticas. E os professores, que pagam as quotas dos sindicatos, vão na cantiga, não se importam de serem joguetes nas mãos desta gente.( ver texto: professores: são joguetes nas mãos do ME).
Há cada vez mais professores que fazem ouvir a sua voz contra este estado de coisas, move-os a esperança de uma escola autónoma, livre dos "recados" dos burocratas, dos mil papéis para preencher e que não servem para nada, das reuniões sem fim.
PS: Com Rodrigo Queiroz e Melo - Director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
Ora, esta questão passa por um direito fundamental que é o direito de escolha, face aos maus resultados da escola pública, não se vê razões para se negar esse direito,podemos e devemos ter uma rede pública de escolas, umas estatais e outras privadas, competindo e complementando-se, melhorando umas e outras com o mérito e a experiência do dia a dia. O centralismo não consegue controlar todas e cada uma das escolas, todas diferentes, em ambientes diferentes, por isso abundam as circulares, os regulamentos, as fichas para preencher.
O ME e os sindicatos ficam a falar sozinhos,nada têm a ver com o que se passa dentro das escolas, ninguem melhor que os professores, os alunos, as instituições regionais e locais,conhecem a realidade em cada escola.
Este modelo está esgotado é preciso ter a coragem de mudar. Sem uma boa Educação o país não vai sair desta tristeza vil e envergonhada. Trinta e muitos anos é mais que suficiente para termos a certeza que a relação estável de proximidade entre professor e aluno é um factor determinante para obter bons resultados. Os factores que influem positivamente nos resultados não são preocupação nem são prioritários para sindicatos e Ministério, muda tudo em cada ano.
Só não mudam os maus resultados!
Etiquetas:
alunos,
escola,
famílias,
professores,
sindicatos
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
HIV - estrela dos palcos infecta!

Luís Moreira
Um caso destes ainda hoje é notícia, porque não se espera que uma estrela dos palcos possa estar infectada o que diz muito do que pensamos acerca dos comportamentos referidos a certas profissões e níveis sociais.
Uma cantora que se relaciona com todo o tipo de gente e numa profissão onde o número de parceiros é elevado, constitui um perigo, porque não se pode esperar que os parceiros saibam e, em qualquer dos casos, a cantora nunca dirá que é seropositiva (corre o risco de ser afastada) e ser notícia arrasadora para a sua carreira,atendendo às expectativas que os seus fãns possam ter.
Esta questão só se levanta porque se trata de uma doença sexualmente transmíssivel e socialmente banida, porque o bom senso aconselharia que, numa profissão destas,onde é muito elevado o risco de múltiplos parceiros os comportamentos fossem prudentes. A prova disso é que há um parceiro que foi mesmo infectado e há outros que se queixam de a cantora não os ter avisado, o que quer dizer que em caso algum houve prevenção.
Será que uma pessoa infectada põe em risco um relacionamento por dizer-se infectada? Sinceramente, não creio, julgo mesmo que uma pessoa emocionalmente envolvida, ou é muito séria e com um caracter forte, ou pura e simplesmente não toma medidas de prevenção .
Há sempre que tomar medidas prudenciais e só depois de um relacionamento seguro e duradouro é que se pode aliviar tais medidas. Trinta anos depois as pessoas continuam a pensar que a festa continua!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O umbigo da nossa Educação !
Luís Moreira

É um naco de prosa que mostra bem como é necessário acabar com os chumbos nas escolas.Porque é o menor dos prejuízos, tudo o que nos poder passar pela cabeça para extinguir o que há de mau nas escolas, ao ler o que transcrevo, dá muito mais trabalho e manifestaçãoes na avenida. Fiquemo-nos, pois, pelos chumbos:
"Toda a pessoa é, no fundo, um grande sonho - motivação, para cuja consecução dispõe de potencialidades, com as quais busca a sua realização, rumo a uma plenitude inatíngivel mas indefinidamente aproximável.Ora,este desvelamento do Eu só pode fazer-se através do Tu e ocorre sempre rumos a um Nós em que todos seríamos um ideal de infinitude para onde sempre vamos caminhando, sem jamais o consumarmos. Tudo aponta para que,em frase-limite,tenhamos que afirmar, ser é amar" (do blogue A Educação do Meu Umbigo)
Como se vê o "eduquês" atinge a espuma da imbecilidade, e a mente das pobres crianças que têm que habitar uma escola onde coexistem com quem se entretem com o seu umbigo, transformando-o no centro do mundo.Só aos próprios interessa a escola, não a escola onde se prosseguem objectivos que têm como alvo o aluno, mas objectivos que têm como único alvo o seu próprio umbigo. Uma corporação como muitas outras que tomaram o Estado.
Só uma escola autónoma, em que os pais possam escolher e todos os agentes sejam avaliados, segundo o mérito, é que inverterá esta tendência que se mantem ano após ano, uma escola cada vez pior e alunos cada vez mais mal preparados.
Aquela frase é linda, não é?

É um naco de prosa que mostra bem como é necessário acabar com os chumbos nas escolas.Porque é o menor dos prejuízos, tudo o que nos poder passar pela cabeça para extinguir o que há de mau nas escolas, ao ler o que transcrevo, dá muito mais trabalho e manifestaçãoes na avenida. Fiquemo-nos, pois, pelos chumbos:
"Toda a pessoa é, no fundo, um grande sonho - motivação, para cuja consecução dispõe de potencialidades, com as quais busca a sua realização, rumo a uma plenitude inatíngivel mas indefinidamente aproximável.Ora,este desvelamento do Eu só pode fazer-se através do Tu e ocorre sempre rumos a um Nós em que todos seríamos um ideal de infinitude para onde sempre vamos caminhando, sem jamais o consumarmos. Tudo aponta para que,em frase-limite,tenhamos que afirmar, ser é amar" (do blogue A Educação do Meu Umbigo)
Como se vê o "eduquês" atinge a espuma da imbecilidade, e a mente das pobres crianças que têm que habitar uma escola onde coexistem com quem se entretem com o seu umbigo, transformando-o no centro do mundo.Só aos próprios interessa a escola, não a escola onde se prosseguem objectivos que têm como alvo o aluno, mas objectivos que têm como único alvo o seu próprio umbigo. Uma corporação como muitas outras que tomaram o Estado.
Só uma escola autónoma, em que os pais possam escolher e todos os agentes sejam avaliados, segundo o mérito, é que inverterá esta tendência que se mantem ano após ano, uma escola cada vez pior e alunos cada vez mais mal preparados.
Aquela frase é linda, não é?
Etiquetas:
alunos,
educação,
escola,
professores,
umbigo
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A Ministra da Educação precisa de um estrolabio
Luís Moreira
Para calcular a altura das estrelas e assim conseguir encontrar o caminho, vamos oferecer-lhe um estrolabio, talvez passe a pensar antes de falar, é que assim ainda vai dar razão aos sindicatos. E se os sindicatos sem razão já fazem o barulho que fazem, vejam o que será com razão.
Então agora ninguem chumba? A tendência para neste país se nivelar tudo por baixo é uma tentação, chama-se "igualitarismo", passam todos,é uma espécie de vitória em vitória até ao desemprego final, ninguem quer os nossos alunos,não sabem ler e contar, quer dizer, já não sabem, agora vamos oficializar o assunto. Não conseguimos ter uma boa escola? Deixa de haver chumbos!
Assunto resolvido, melhora tudo de uma penada, estatísticas incluídas, essas chatas que nos mantêm no fundo da tabela, nós que somos tão bons, somos um ministério cheio de "sabichões", os professores são do melhor, os funcionários, as políticas, tudo é bom só os alunos, esses malandros, é que são maus. A culpa é dos pais, do ambiente, das instalações, do "fast food", tudo coisas que não podemos controlar.
Como não podemos exterminá-los e, como, ano após ano, não conseguimos melhorar o ensino, já tentamos tudo, até já andarmos em guerra com os sindicatos a fazer de conta que não há escolas nem alunos, só nos resta oficializar os chumbos!
E, mais, na próxima vamos fazer uma manifestação unitária!
PS: Calculo que a ideia possa ser haver aulas de apoio aos alunos com ritmos de aprendizagem diferente, mas anunciar que deixa de haver chumbos, é a melhor maneira de matar a ideia à nascença.
Etiquetas:
alunos,
chumbos,
ministério da educação,
ministra,
sindicatos
Subscrever:
Mensagens (Atom)


