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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (40)

E com esta nota, fecho o livro. Consciente estou de não ter referido a Maria João Mota, mas é preciso a deixar em paz para acabar a redacção da sua tese de doutoramento.



Devo confessar que estes tricinco em Portugal, têm sido um mar de rosas, comparados aos anos do Chile, de Cambridge e, especialmente, pela satisfação dada a mim da amizade, visitas, trabalhos e imensos trabalhos solicitados pelo Departamento e pelo ISCTE, hoje Governado pelo Professor Luís Antero Reto . Não apenas o corpo docente, bem como o secretariado todo, têm passado a ser a minha companhia, neste desgarrado livro, que passa a ser agora editado por quem deve: a editora que o publique e por essa querida Senhora, Maria Paula Almeida.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (39)

Uma outra senhora simpática e cativante, é a minha antiga discente, narrada por mim em capítulos anteriores, a hoje Doutora Antónia Pedrouço de Lima. Uma anedota é precisa para aliviar a leitura: amiga pessoal de Susana Matos Viegas, também a minha discente, no dia no qual Susana estava a dar a luz, foram a passar essas temidas horas em tutoria no meu Gabinete: era dia e hora marcados já. O que não estava marcado, era o nervosismo de Antónia e as dores dissimuladas de Susana, e o meu próprio enervamento! Acabou a tutoria de uma hora, foram para o hospital, e de imediato o bebé nasceu: uma rapariga, hoje em dia, mulher muito querida, em Coimbra com a mãe, o seu marido Nuno Porto e a sua irmã.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (39)

Francisco Vaz, é o grande amigo da minha grande amiga, Rosa Maria Perez. Rosa Maria, actual Presidente do Departamento, tem escrito o texto base desta parte do meu texto. Professora no ISCTE, foi “roubada” por nós a Universidade Nova, quando José Carlos Gomes da Silva estava a formar a sua equipa de semiologia dentro do nosso Departamento. Professora no ISCTE, tive a honra de arguir o seu currículo nas suas provas de  agregação.
 Lembro bem ter referido a nossa actual Presidente de Departamento como Professora “destemida” por causa do seu trabalho de campo em Gujarat, Goa, na Índia e investigar entre os denominados intocáveis, classificação de pessoas feita pelos indianos. O Próprio Mahatma Ghandi, da casta dos Brâmanes, para acabar com essa divisão de classe, fez-se um intocável e andava semi nu entre  os seus concidadãos. Lembro-me ter referido a sua valentia de conviver e viver entre esse intocáveis, para os quais ela era uma pessoa especial, por não ter a vergonha de outros de viver entre eles, no sítio reservado às mulheres. As publicações de Rosa Maria Perez, estão todas referidas no seu currículo e na página web, que cito em nota de rodapé a seguir.[1]O seu trabalho de campo é contado a Maria João Seixas, em 26 de Novembro de 2006, e diz: Parece frágil, de corpo miúdo e cara iluminada pelo tom claro dos cabelos e pelo verde dos olhos. A voz, que a tem doce e ritmada, sublinha toda a harmonia da figura, no seu conjunto. Mas é exactamente pela voz, e pelo que nela viaja de saberes e de desejo de mais saber, que depressa nos apercebemos da força e da determinação que a habitam. Divide grande parte do seu tempo entre Portugal, os Estados Unidos e a Índia.
Antropóloga, professora no ISCTE (Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa) e na Brown University, Rosa Maria Perez parece estar em trânsito quando não pisa as veredas do seu orientalismo.
A Índia é uma das suas moradas, a que a seduziu para a vida, transformada desde há muito na rota eleita da sua constante demanda. Da investigação que fez para a tese de doutoramento, sobre os "intocáveis" de uma certa aldeia do Gujarat, até ao universo das "devadasi" de Goa, são contínuas e fascinantes as descobertas que o grande país lhe tem proporcionado. A felicidade expressa no sorriso que acompanha o que disso narra é contagiante, chega a ser comovente”. Retirado do sítio referido em nota de Rodapé.
Mas, eu acrescento, que Rosa Maria Perez, a sofrer sempre esse debate de se o seu nome é Perez ou Perez, apelido castelhano trazido para Portugal faz já muito tempo, acaba por sofrer os problemas que tenho referido, acontece comigo, em relação ao meu nome. É interessante também saber que tem sido uma empenhada colaboradora, quer nos trabalhos do Departamento, quer nas nossas relações pessoais. Não há visita à Índia, que ela esqueça e não apareça com um presente para mi, ou das suas idas a cumprir o seu dever de Professora na Brown, Providence, já referida antes, com mais outros presente. Tem-me assistido nas minhas doenças, como vários membros do Departamento, mas com muita dedicação e simpatia. Para mim é, como digo a ela,  é uma Fair Lady, ou, em Português, uma Linda Senhora. No acidente de carro que  tive faz já quinze anos, ela presidiu o Departamento e fez os meus trabalhos, e não estava certa de convocar ou não a novas eleições para Presidente de Departamento, por não se saber como ia ficar eu após acidente. Mas, !inédito!, apareci de imediato, bem antes do tempo permitido pelos médicos, para cumprir os meus deveres. Rosa Maria Perez queria que eu acaba-se o mandato, mas eu, teimoso e persistente, referi que trabalho é trabalho, lá ou cá, e que deve ser feito. Doença que teve consequências anos mais tarde, mas que, também com a sua ajuda, consegui ultrapassar. Tem motivado ao Departamento para ser colegas acompanhantes de um docente temporariamente doente. Rosa Maria Perez, não apenas é investigadora de mérito, grande escritora, bem como membro de várias instituições, entre as quais, da Fundação Oriente. As melhores referências estão no currículo que passo a citar em nota de rodapé[2]. Tenho nas minhas mãos o seu texto: Reis e Intocáveis. Um estudo do sistema de castas no Noroeste da Índia; da Celta, 1994, a sua tese de doutoramento feita livro. As sua áreas de interesse científico, definidos por ela, são: etnografia e historiografia do colonialismo; orientalismo ; subaltern studies e pós-colonialismo; nacionalismo e género; fenómenos de segregação; categorizações e representações do feminino, referências citadas do seu citado currículo.

Notas:
[1] Rosa Maria Perez está referida, com obra, em:  http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Rosa+Maria+Peres&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente o sítio dessa página web:  http://www.supergoa.com/pt/read/news_recorte.asp?c_news=583 que vou referir no texto, porque merece.
[2] Rosa Maria Peres:  http://ceas.iscte.pt/cria/rm_perez.pdf  É necessário acrescentar a sua mais recente publicação: Os Portugueses e o Oriente, Dom Quixote, 2006, Lisboa

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (36)


(Continuação)

A referência a sua obra etnográfica, da minha parte, é interesseira. Os livros editados por ele, são uma boa referência para todos, especialmente para mim, não nascido em Portugal, com as minhas memórias de infância em outros sítios, quer no Chile, quer na Grã-bretanha, ou em Espanha ou em França e, hoje em dia, memórias da infância dos meus netos, aos que raramente vejo.


Ficamos por estes sítios com o nosso Professor Doutor João Leal. Digo nosso, porque, ao se transferir de volta para a sua Universidade de origem, o não perdemos, ficou no CEAS até hoje.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (34)

(Continuação)

Como eles, e para nossa sorte, os candidatos para Assistentes começaram a aparecer. Cumpridores da lei, o primeiro foi para Assistente, um madeirense, já doutorado na Alemanha O Doutor Jorge Freitas Branco, muito fiel, percebi depois e excelente educador e escritor.

É das pessoas que passam a vida toda na nossa instituição. A sua tese foi passada na Alemanha, língua que eu pouco entendia, mas podia ler. No entanto, por ser da Universidade Johannes Guttenberg em Meinz, Alemanha Federal nos 80 . A tese foi defendida e aprovada em l984 após a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha, época na qual eu manifestara no curso da noite: “Eu já nem sei porque estou cá. Os socialismos são derrubados e eu continuo com a minha persistência de ser Socialista à Babeuf, à Marechal, à Philippo Buonarotti , especialmente, à Marx. A Alemanha tinha passado a ser um Estado do Partido Social Democrata que, após tanto sofrimento pela sua partição entre a República Soviética da Alemanha de Leste e a denominada livre da Alemanha Ocidental”.

Sem comentários, apenas dizer que continuo a ser Socialista à Marx e usar o Materialismo Histórico nas minhas análises da realidade social, é dizer, a dialéctica de Hegel transformada por Marx em pesquisa Materialista da História, frases usadas antes neste texto. Jorge Freitas Branco, ofereceu-me a sua tese traduzida ao português, na qual é possível ler que tinha-se formado em Antropologia, ou melhor, em Etnologia, no Instituto de Ciências Antropológicas e Etnológicas, Universidade Técnica de Lisboa, Portugal, em 1977. A seguir foi a Meinz, Universidade da Cátedra Richard Thurnwald , oferecida a mim em 1984, o que eu amavelmente recusei. Já estava no ISCTE! O texto de Jorge Freitas Branco, um dos vários que hoje tem – é, como eu, um viciado na escrita -, define-se como Etnólogo A Universidade de Coimbra outorgou a equivalência ao seu grau de Doutor em 1984, mas persistiu em ficar como Assistente. Foi em 1983 que começou a trabalhar connosco e apenas em 1986, aceitou ser promovido a Professor Auxiliar e fez agregação nesse mesmo ano. O facto de ser Doutor pela Alemanha, explica que, ao ser entrevistado por nós, ele não queria ficar como professor Auxiliar, porque ainda não era Doutor por Portugal. No entanto, eu lutei imenso para ser reconhecido como tal, o que ele agradeceu com simpatia e visitas eternas à minha casa da Parede, vizinha a Oeiras, onde tem morado. O livro tem uma dedicatória escrita a mão, que eu tenho agradecido para sempre, pela simpatia e pelo teor da dedicatória.

Aliás, acompanhou a minha doença e recuperação do cancro que me ia matando, com visitas e telefonemas, mais um agradecimento! Após ter passado por cargos políticos na Madeira, sem nunca abandonar a sua dedicação ao ensino dentro da minha equipa do ISCTE e, a seguir, na sua Optativa América Latina e a sua independência ao ser transferido por mim para Antropologia Política do 4º ano da nossa Licenciatura, como refere o seu currículo e como eu lembro. Antes de trabalhar connosco, tinha sido parte do Governo Regional da Madeira, como Técnico Superior de 1ª classe – enquanto lá residida e ensinava na Universidade de La Laguna, todo o que aconteceu entre 1978 e1983. Cansado já de tanto trabalho político, concorreu para trabalhar connosco em 1984. Na sua forma directa de referir factos, breve e cheia de conteúdo, advertiu que aceitava ficar no ISCTE, mas que devia ir à Madeira durante vários períodos do ano, o que foi aceite por nós perante a sua não apenas honestidade, bem como essa conveniência para a nossa pessoas com experiência política na nossa Licenciatura . Uma das sua actividades mais importantes, tem sido a de consolidar e participar no Centro Manuel Viegas Guerreiro, ou Centro de Tradições Populares Portuguesas Professor Manuel Viegas Guerreiro, na Universidade de Lisboa, o que o situa como colaborador do nosso ilustre Antropólogo. entre 1993 e 1996, ano da morte de Manuel Viegas. Aliás, o nosso Professor colaborou na continuidade da Revista Lusitânia, fundada pelo Doutor Leite, continuada pelo o nosso amigo e velho Professor Manuel Viegas, com a colaboração minha durante um tempo, e a mais permanente de Jorge Freitas Branco



Vamos deixar em paz ao nosso sabido docente, apenas com uma insistência sobre a sua imensas bibliografia . Bem como dizer fora eleito para o cargo de alta responsabilidade da Presidência do Nosso Conselho Científico, reuniões temidas por nós antes, por demorarem entre 4 e 5 horas, mas com o nosso disciplinado Doutor, começavam e acabavam a hora certa: duas horas e nem mais! Reuniões expeditas, sem preâmbulos nem discursos: pão, pão; vinho, vinho.


Lembrar um docente, a associação com outro aparece de imediato. A leitura passa a ser pesada se não encurto o relato, para mim, interessante e, espero, justo para os narrados. Cristiana David Lage Bastos, apresentou-se como candidata para essa imensa matéria que leccionava: Introdução à Antropologia Social, para Antropólogos e Sociólogos, cadeira comum da qual nunca quisera participar a Licenciatura de Gestão. Cristiana Bastos ensinava bem , mas em breve, quis se transferir ao ICS para trabalhar com os membros do Instituto, especialmente com João de Pina e Cabral. Era a docente que eu pretendia para uma aventura: ensinar Antropologia Médica, sabia imenso da matéria e hoje em dia, é nesta área do saber que ela trabalha. Não aconteceu connosco, falou comigo, levei o caso ao Conselho de Departamento, éramos já 10, e foi-me dito que ela devia repor em dinheiro os anos passados no ISCTE, o que me parecia raro e injusto. Solicitei um Convénio entre ela e o Departamento: todo o que fizer em texto doravante, seria para o Departamento. Começamos logo: solicitou-me orientar a sua tese de Mestrado pelo ISCTE e a sua dívida foi perdoada.

Acabada a tese, examinada e aprovada, a sua dívida ficou saldada. Cristiana Bastos está referida em . A tese foi defendida na Universidade Nova por causa do nosso Departamento não ter ainda licença para outorgar pós graduações, mas na tese constava que era para o ISCTE, Licenciatura de Antropologia, em 1987 e nós apenas começamos a outorgar pós graduações a partir de 1990, quando o ISCTE era uma universidade no incluída entre as Universidades Portuguesas, mas tinha sítio no Conselho de Reitores- o CRUP. A tese não foi apenas orientada por mim, bem como era o meu método, percorri com ela o Alto Barrocal Algarvio, sítio para a sua pesquisa. Foi a nossa Assistente entre 1983 e 1990, pelo concurso ganho por ela. A tese foi examinada antes desse Abril de 1990, quando o Departamento já podia outorgar pós-graduações. O seu currículo, bem impressionante, está referido em nota de rodapé .Texto referido e recenseado na nota de rodapé a seguir a anterior .


Notas:
 
Todos eles referidos na Introdução deste texto



Thunwarld está referido no sítio net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Richard+Thurnwald&spell=1 , especialmente na página web: http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Thurnwald , que refere: Richard Thurnwald (1869 - 1954) foi um antropólogo e sociólogo alemão. Fundador da Revista de Psicologia e Sociologia dos Povos, seus estudos seguem a escola funcionalista. Destacou-se na área dos estudos comparativos das instituições sociais. Suas obras foram: Negros e brancos no leste da África (1935), Estrutura e sentido da etnologia (1948).Fica para o leitor procurar mais referências ao activar os sítios net, citações em azul ou vermelhão, quando, eu, sem dar por isso, pressiono a baixada do texto!.

O texto oferecido a mim , foi publicado em 1987, pela Publicações Dom Quixote, e o título indica o conteúdo: Camponeses da Madeira. As bases Materiais do quoridiano no Arquipiélago (1750-!900), definida pela editora como uma monografia etnológica, que revela as dotes de historiador e geógrafo do nosso colega, conhecimento que lhe têm permitido trabalhar com os Historiadores do ISCTE, especialmente coma Doutora Luisa Tiago de Oliveira. Têm escrito vários livros em conjunto. Jorge Freitas Branco, presidiu o Conselho Científico do ISCTE, a substituir a Lurdes Rodrigues, transferida pelo o seu partido socialista para Ministra da Educação. Governou o CC durante quatro anos, entre 2002 e 2006. Está referido em: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Jorge+Freitas+Branco&btnG=Pesquisar&meta= , especialmente na página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992 , no qual aparece um impressionante currículo.


No seu currículo aparece as suas linhas de investigação:


Instituto de Etnomusicologia -Centro de Estudos de Música e Dança


Linhas de Investigação


Jun/2007-Actual- Etnomusicologia e Estudos em Cultura Popular


Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa


Out/1996-Actual Departamento de Antropologia


Linhas de investigação»Research fields:


- Culturas do laicismo


Jan/1986-Actual Departamento de Antropologia Linhas de investigação»Research fields:


- Cultura material e culturas técnicas


Mai/1996-Mai/2004 Unidade de investigação DepANT


Linhas de investigação»Research fields:


- Motorização da sociedade -


Etnografias, culturas populares e modernidade em Portugal


Retirado da página web: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992

Para saber mias, visite todo o sítio: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=8511033377776992


Cristiana Bastos está referidas no sítio Net: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&sa=X&oi=spell&resnum=0&ct=result&cd=1&q=Cristiana+Bastos&spell=1 especialmente o seu texto de Mestrado, já livro: Os Montes do Nordeste Algarvio, Editorial Cosmos, Lisboa,1993


Cristiana David Lage Bastos, CV: http://www.ics.ul.pt/corpocientifico/cristianabastos/cvbastos2005.pdf


Cristiana Bastos tem-se transformado em uma lutadora contra a SIDA, balbuciado na sua tese dos Montes Algarvios, começo dessa sua luta que, no meu ver é louvável e de grande esforço, como é referido em: https://www.ics.ul.pt/rd/person/ppgeral.do?idpessoa=25 Uma recensão aparece em: http://216.239.59.104/search?q=cache:Qr_zWnSQ9tsJ:www.culturgest.pt/docs/hc11032005.pdf+Cristiana+Bastos+Os+Montes+do+Nordeste+Algarvio&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt


(Continua)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (32)

(Continuação)

Retomo o texto central para comentar que não estava muito certo se iam ou não ser bem sucedidas no ISCTE, como em Cambridge, as aulas de Gabinete, ou tutorias. E foram! A partir desse dia a minha luta passou a ser diminuir o número de aulas para intensificar a relação pessoal, na nossa Instituição, excepto orientações de teses, que ainda mantenho dentro da minha casa, com resultados excelentes: música de Bach muito baixa, pasteis, chá e leitura prévia dos documentos enviados, antigamente, por correio, hoje, via Net.



A grande tristeza de esta história toda, foi a prematura morte de um dos transferidos de Sociologia para Antropologia, Paulo Valverde, em vias de ser Doutor, falecido muito cedo em Lisboa, em Abril também de 1999, por causa da malária adquirida em trabalho de campo trabalho de campo na República de São Tomé e Príncipe, cujo cadáver tive que identificar, bem como consolar a uma Rosa Maria Perez que tinha vindo ao visitar no Hospital e que, ao saber a notícia, chorava sem parar, solicitei para não mostrar tristeza perante a mãe, mulher, irmão e filho, que nada sabiam. Foi preciso falar com eles para os advertir, antes de se encontrar um quarto sem corpo. Ficaram de luto apressado pela notícia. Foi preciso debater com a médica de turno para permitir a incineração do seu corpo, tal como o Paulo queria.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (31)

(Continuação)


Ao longo dos seus mais de vinte anos de existência contribuiu para a afirmação da Antropologia no domínio das ciências sociais em Portugal, formou uma parte significativa dos antropólogos portugueses, incluindo docentes de outras escolas, e obteve, na última avaliação externa dos cursos de Antropologia efectuada pelo Conselho de Avaliação da Fundação das Universidades Portuguesas, a classificação global mais elevada dos cursos de antropologia existentes no país.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Para Sempre, Tricinco ALLENDE E EU - autobiografia de Raúl Iturra - (28)

(Continuação)

A história do PS e de Mário Soares são de interesse para nós, pelo qual penso que é bom referir dentro do texto. De facto, o Partido Socialista, nasceu no Século XVIII, ao ser fundado movimento socialista, mas já denominado Partido Socialista Português (1875) O Partido Socialista foi fundado em 10 de Janeiro de 1875, na sequência do Congresso da Haia. Assumia-se, então, como marxista contra o bakuninismo. Da sua primeira comissão directiva fizeram parte José Fontana, Azedo Gneco, Nobre França e Tedeschi. Antero Quental, autor do folheto O que é a Internacional, de 1871, estava nos Açores desde 1873, por morte do pai. Teve como órgão O Protesto, em Lisboa, e o Operário, no Porto, até surgir a fusão em O Protesto Operário. O primeiro programa data de 1895 . Já em 1878, é criado o primeiro esboço do PS, referido assim: “quando se funde com a Associação dos Trabalhadores da Região Portuguesa, passando a designar-se Partido Operário Socialista Português, sob inspiração das teses guesdistas” . Há várias alianças e rescisões, o PS português está a retirar ideias das liberais da França, tal como foi feito no Chile, nartrado antes destas palavras. É em 1964, em Genebra, que Mário Soares, Manuel Tito de Morais e Francisco Ramos, criam a denominada Acção Socialista Portuguesa. Para o leitor esquecido, talvez era melhor reproduzir em texto o que acontecera em Genebra: A Acção Socialista Portuguesa foi fundada em Genebra por Mário Soares, Manuel Tito de Morais e Francisco Ramos da Costa, em Novembro de 1964. Representando um novo esforço de estruturação do movimento socialista, o certo é que não logrou estabelecer as bases de implantação a que aspirava, conciliando dificilmente os instrumentos de luta na clandestinidade com as poucas possibilidades de intervenção legal permitidas pelo regime salazarista.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estrolabio vai apresentar a autobiografia do Professor Raúl Iturra

A partir da próxima quarta-feira, dia 17 de Novembro, começamos a publicar a autobiografia do Professor Raúl Iturra - Para Sempre Tricinco - Allende e eu


Catedrático de Antropologia, especializado em Etnopiscologia e em Antropologia Económica, Raúl Iturra Redondo, nasceu em 1942, em Valparaíso, no Chile. Iturra, pela ascendência basca dos seus ancestrais conquistadores, teve a contrapartida Redondo de sua mãe, oriunda de Alicante. Foi criado na Grã-Bretanha, país onde realizou os seus estudos - em Edimburgo e em Cambridge.

Na primeira, fazendo o Mestrado em Antropologia e Ciências da Educação e na segunda o Mestrado em Antropologia Social e o Doutoramento na mesma ciência, na especialidade de Etnopsicologia da Infância. Ensinou em Cambridge, foi enviado ao Chile por Sir Jack Goody, figura proeminente Catedrático daquela Universidade, para estudar o socialismo democrata materialista em sufrágio livre.


Após o golpe militar de Augusto Pinochet, em Setembro de 1973, foi preso, sendo resgatado de um campo de concentração, pelo seu Catedrático e por Billy Callaghan. Viveu em Inglaterra com a esposa e duas filhas (cidadãs britânicas). Trabalhou com Claude Lévi-Strauss, Pierre Bourdieu e com o seu grande amigo, Maurice Godelier. Em Dezembro de 1980, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian e do ISCTE, veio a Portugal dar conferências. Considerando que em Cambridge estava tudo feito e que em Portugal estava tudo por fazer, pensou que o que fora impossível no Chile, a social-democracia, podia ser realizado em Portugal, E ficou, para desgosto de Sir Jack Goody. «Foi e é o meu maior engano: não me digam que Portugal é socialista!», diz o Professor Iturra.


Raúl Iturra é Professor Catedrático do ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa – IUL, Professeur Invitée du Collège de France, do Laboratoire d'Anthropologie Social, Professor Visitante da Universidade de Santiago de Compostela, da Universidade Bolivariana, do Chile. As suas duas filhas deram-lhe quatro netos: dois Holandeses e dois Britânicos. Escrever, é o seu maior divertimento, bem como investigar as etnias e aldeias de vários Continentes, para fazer psicanálise, estudar o pensamento da Infância e o dos seus pais, in situ.

Para Sempre Tricinco - Allende e eu


O livro que começaremos a publicar amanhã às 15 horas tem a seguinte estrutura
Introdução.

Capítulo 1-Allende nas minhas terras.
Capítulo 2-Campo de concentração.
Capítulo 3-De volta à Inglaterra.
Capítulo 4-O exílio e as suas lutas.
Capítulo 5-Perda da família.
Capítulo 6-Lembranças do passado: organização de sindicatos.
Capítulo 7-Tricinco no Portugal de hoje e no Chile de ontem.


Para Sempre Tricinco - Allende e eu



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domingo, 23 de maio de 2010

O maldito barómetro ataca de novo

Carlos Loures

Uma sondagem, feita há quatro anos pelo Expresso, indicava que 27% de portugueses estavam dispostos a uma união com o estado espanhol. Segundo um estudo de 2009, de uma coisa chamada «Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL)», a percentagem subiu para 40%. Neste fim-de-semana o tal barómetro atacou pela segunda vez - leio no Público de ontem, 22 de Maio, que 45,6 por cento dos portugueses, apoiariam a tal união. O estudo foi, tal como o anterior, levado a cabo pela Universidade de Salamanca, com o apoio de um centro de investigação do ISCTE. Porém, na sua edição do mesmo dia, o El País, refere como sendo de 39,9% a percentagem de portugueses apoiantes de tal ideia. Em que ficamos – 45,6% ou 39,9%?

Não me interessa a resposta. Não quero discutir pormenores. O que gostava de saber era – quem está à frente, ou por detrás, deste barómetro? A Universidade de Salamanca é uma instituição respeitável. O ISCTE, sem a secular tradição da velha escola salmantina, tem também os seus pergaminhos. Quem compra esta «credibilidade», pondo-a ao serviço de uma causa tão repugnante como a de vender a nacionalidade?

A notícia do El País comenta, após fornecer as percentagens: «La unión política entre España y Portugal es una idea que divide a los portugueses y causa indiferencia en España». Isto dá a ideia de que aquí o projecto da tal federação é tema de conversas e constitui uma das preocupações dos portugueses. Falo com muita gente, mas nunca ouvi, em parte alguma, discutir este assunto. Esta questão, de modo algum divide os portugueses.

domingo, 9 de maio de 2010

Apresentando Raúl Iturra



Catedrático de Antropologia, especializado em Etnopiscologia e em Antropologia Económica, Raúl Iturra Redondo, nasceu no Chile. Iturra, pela ascendência basca dos seus ancestrais conquistadores, teve a contrapartida Redondo de sua mãe, oriunda de Alicante. Foi criado na Grã-Bretanha, país onde realizou os seus estudos - em Edimburgo e em Cambridge. Na primeira, fazendo o Mestrado em Antropologia e Ciências da Educação e na segunda o Mestrado em Antropologia Social e o Doutoramento na mesma ciência, na especialidade de Etnopsicologia da Infância. Ensinou em Cambridge, foi enviado ao Chile por Sir Jack Goody, figura proeminente Catedrático daquela Universidade, para estudar o socialismo democrata materialista em sufrágio livre.

Após o golpe militar de Augusto Pinochet, em Setembro de 1973, foi preso, sendo resgatado de um campo de concentração, pelo seu Catedrático e por Billy Callaghan. Viveu em Inglaterra com a esposa e duas filhas (cidadãs britânicas). Trabalhou com Claude Lévi-Strauss, Pierre Bourdieu e com o seu grande amigo, Maurice Godelier. Em Dezembro de 1980, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian e do ISCTE, veio a Portugal dar conferências. Considerando que em Cambridge estava tudo feito e que em Portugal estava tudo por fazer, pensou que o que fora impossível no Chile, a social-democracia, podia ser realizado em Portugal, E ficou, para desgosto de Sir Jack Goody. «Foi e é o meu maior engano: não me digam que Portugal é socialista!», diz o Professor Iturra.

Raúl Iturra é Professor Catedrático do ISCTE, hoje Instituto Universitário de Lisboa – IUL, Professeur Invitée du Collège de France, do Laboratoire d'Anthropologie Social, Professor Visitante da Universidade de Santiago de Compostela, da Universidade Bolivariana, do Chile. As suas duas filhas deram-lhe quatro netos: dois Holandeses e dois Britânicos. Escrever, é o seu maior divertimento, bem como investigar as etnias e aldeias de vários Continentes, para fazer psicanálise, estudar o pensamento da Infância e o dos seus pais, in situ.