Raúl Iturra
Para tod@s os que tiveram a ousadia de não esconder os seu sentimentos.
É preciso distinguir. A primeira distinção, é que uma actividade, substantivo ou adjectivo, deve começar por um verbo, como o verbo ser ou não ser. Esta frase de Shakespeare, é um segundo dilema, que remete para a vida ou a morte, solucionada pelo autor com a morte de todas as personagens.
O terceiro dilema, central, é ser ou não homossexual. É um desejo, um sentimento, uma atracção passageira, espontânea, calculada, de nascimento ou aprendida? Parte deste dilema consiste em não se saber definir nem sentimentos nem acção. Hoje em dia, dizem, estar na moda ser homossexual, ou seja, sentir atracção por pessoas do mesmo sexo. Nunca esqueço a frase do filme Retornar a Brides'Head mencionada pela actriz em Veneza, quando fala sobre a amizade entre dois adolescentes: é melhor que dois jovens se amem em tenra idade, assim sabem depois o que fazer na sua vida adulta. Também não esqueço o texto de Didier Ansieur, de 1958, ao referir o amor que Freud sentia pelo seu cunhado e pelo seu discípulo Karl Jung: o primeiro, casa e tem um filho, ao qual Freud envia uma carta de parabéns na que escreve finalmente somos pais, enquanto o segundo se retira da sua companhia devido ao amor que o célebre médico demonstra por ele, que até o levava ao desmaio quando o via. Contudo, Freud denomina de aberração a homossexualidade nos seus textos de 1906 e 1917 e ainda na Revista de Filosofia de 1910, numa entrevista ou entretienne, repudia o que tem de repudiar, devido aos seus sentimentos divididos entre uma mulher que não quer mais intimidade com ele, por não desejar ter mais filhos: quatro eram suficientes.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Amar uma mulher
Raúl Iturra
...para a mulher que trata de mim…ela sabe quem éPor ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade –7: por Raúl Iturra.
(Continuação)
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
A nossa esperança de hoje: o resgate dos mineiros - por Raúl Iturra
Mulher de mineiro soterrado na Mina São José, sitío de Esperanza, Provincia de Coquimbo, Chile
De Isabel Matos Alves (LUSA) – Há 13 horas
Santiago do Chile, 11 Out (Lusa) -- As equipas de resgate esperam começar o salvamento dos 33 mineiros presos numa mina no norte do Chile, desde Agosto último, "a partir da meia-noite de quarta-feira" (hora local), anunciou hoje o ministro das Minas chileno.
"Esperamos começar o processo de resgate a partir da meia-noite de quarta-feira (04:00 em Lisboa) ", declarou Laurence Golborne, à comunicação social nas imediações da mina de San José.
O ministro chileno referiu que os testes realizados, no domingo, à cápsula que irá transportar um a um os mineiros até à superfície foram um sucesso, referindo que o engenho conseguiu atingir os 610 metros de profundidade.
© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Agradeço a honra concedida de ser português. Antes fui Britânico, filho de espanhóis e outras ervas, que para este texto não interessam. Porque continuo a ser chileno de tomo e lomo, como dizemos em chileno castiço, sendo tomo a acção de aceitar, e lomo, sobre as costas. Porque é sobre as costas que aguentam não apenas os mineiros soterrados, bem como a maior parte dos chilenos que aceitam trabalhos pesados, mal pagos, moram em poblaciones callampas (bairros de lata em português), trabalhando o dia inteiro, acabam por aceitar outros trabalhos paralelos, porque os salários não permitem viver. Se a Europa está em crise económica, o Chile é crise económica permanente. Todos os homens da família vão trabalhar desde muito novos, especialmente nas minas de cobre, que têm cantos que só permitem a passagem de corpos pequenos. A escolaridade obrigatória acaba quando a criança é capaz de trabalhar.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Esperanza- una historia de vida- 21: por Raúl Iturra (última parte)
En el día de su entrada en la eternidad, partida, fue traída en una caja, que quedo en la sala de la casa, en cuánto se organizaba el velorio. Ella queda en su cuarto apenas com Miguel. Miguel la vistió, le pintara la cara y trató del cuerpo, con la presencia de sus hermanos, que ayudaran a colocar su cuerpo dentro de féretro el que fue transferido al comedor, la sala más grande de la casa. Se organizó allí la capilla ardiente, sitio en el cual estuvo dos días y medios, hasta ser transferida a la Iglesia de São Lourenço de Vilatuxe
La casa estuvo llena de familia, amigos y vecinos, aparecían por turno, rezaban un rosario (terço en ludo portugués e galaico), presidido por una amiga. El Párroco Bernardino había estado antes para los rituales de la extrema-unción. En total, Bernardino estuvo dos veces, cuando ya no había esperanza de salvar la vida a Esperanza y prolongar su enfermedad. Herminio, viudo ya, todo lo que podía hacer era llorar, y lloraba amargamente, como toda la familia lo hizo. Herminio lloraba, oraba agarrado de ella y de los que allí estaban: el nieto, la nuera, porque todos los otros venían de sus casas, todas cercanas, para el llanto y el grito de dolor que la enfermedad y muerte de Esperanza, causaran.
La casa estuvo llena de familia, amigos y vecinos, aparecían por turno, rezaban un rosario (terço en ludo portugués e galaico), presidido por una amiga. El Párroco Bernardino había estado antes para los rituales de la extrema-unción. En total, Bernardino estuvo dos veces, cuando ya no había esperanza de salvar la vida a Esperanza y prolongar su enfermedad. Herminio, viudo ya, todo lo que podía hacer era llorar, y lloraba amargamente, como toda la familia lo hizo. Herminio lloraba, oraba agarrado de ella y de los que allí estaban: el nieto, la nuera, porque todos los otros venían de sus casas, todas cercanas, para el llanto y el grito de dolor que la enfermedad y muerte de Esperanza, causaran.
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domingo, 3 de outubro de 2010
Esperanza - historia de una vida -18: por Raúl Iturra
Parece casi una metáfora, esta de ser Esperanza y Herminio los que construían los pilares materiales de la casa. Esos pilares, en la vida real, eran ellos. Vivían allí y recibían los consejos, la comida y el apoyo de sus padres. En estos días en que he vuelto a estar en la casa de los Medela Dobarro, Herminio me contaba que, para almorzar, había turnos: primero los bebés, esos dos pequeños, Miguel tío de su sobrina Mónica, de cinco años y la segunda, de pocos meses, mesa que se fue repletando con los hijos de Carmen y Francisco. El segundo turno, era el de los hijos de seis y 12 años, como Pilar y Olga, y después los abuelos.
Cansado Herminio de tanta gente en la casa, cuando Carmen y José casaran y comenzaran a tener hijos, dividió la tierra entre todos los hijos por partes igualas, adjudicó un número igual de ferrados entre todos ellos y les dijo, después de haberlo consultado con Esperanza: ali tendes fazer as vosas casa cuando convier e fose da vosa capacidade . El primero en hacer su casa con la ayuda de Herminio y los parientes Dobarro, fueron Pepe y Nieves. Es por eso que narro primero lo que Nieves me contara a mí:
Cansado Herminio de tanta gente en la casa, cuando Carmen y José casaran y comenzaran a tener hijos, dividió la tierra entre todos los hijos por partes igualas, adjudicó un número igual de ferrados entre todos ellos y les dijo, después de haberlo consultado con Esperanza: ali tendes fazer as vosas casa cuando convier e fose da vosa capacidade . El primero en hacer su casa con la ayuda de Herminio y los parientes Dobarro, fueron Pepe y Nieves. Es por eso que narro primero lo que Nieves me contara a mí:
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida -16, por Raúl Iturra
(Continuação)
• Rodrigo Enríquez Osorio o Rodrigo Enríquez de Castro (1459-1522), II conde de Lemos, grande de España.
• Beatriz de Castro Osorio A Fermosa, (1480-1570), III condesa de Lemos, Grande de España y madre del célebre cardenal D. Rodrigo de Castro Osorio
• Fernando Ruiz de Castro Osorio y Portugal o Fernando de Castro y Portugal (1505-1576), IV conde de Lemos, I marqués de Sarria y grande de España.
• Pedro Fernando Ruiz de Castro Andrade y Portugal El Viejo (1524-1590), V conde de Lemos, II marqués de Sarria y grande de España.
• Fernando Ruiz de Castro Andrade y Portugal (1548-1601), VI conde de Lemos, III marqués de Sarria, grande de España y virrey de Nápoles (1599-1601).
• Pedro Fernández de Castro y Andrade (1576-1622), VII conde de Lemos, IV marqués de Sarria, grande de España, presidente del Consejo de Indias, virrey de Nápoles (1610-1616) y presidente del Consejo Supremo de Italia; "Gran Conde de Lemos" "Honra de Nuestra Edad", gran mecenas y personaje de mayor relevancia y trascendencia de su estirpe. Sobrino del cardenal Rodrigo de Castro Osorio. Falleció sin descendencia, por lo cual su linaje pasó a su hermano, el VIII conde de Lemos.
• Rodrigo Enríquez Osorio o Rodrigo Enríquez de Castro (1459-1522), II conde de Lemos, grande de España.
• Beatriz de Castro Osorio A Fermosa, (1480-1570), III condesa de Lemos, Grande de España y madre del célebre cardenal D. Rodrigo de Castro Osorio
• Fernando Ruiz de Castro Osorio y Portugal o Fernando de Castro y Portugal (1505-1576), IV conde de Lemos, I marqués de Sarria y grande de España.
• Pedro Fernando Ruiz de Castro Andrade y Portugal El Viejo (1524-1590), V conde de Lemos, II marqués de Sarria y grande de España.
• Fernando Ruiz de Castro Andrade y Portugal (1548-1601), VI conde de Lemos, III marqués de Sarria, grande de España y virrey de Nápoles (1599-1601).
• Pedro Fernández de Castro y Andrade (1576-1622), VII conde de Lemos, IV marqués de Sarria, grande de España, presidente del Consejo de Indias, virrey de Nápoles (1610-1616) y presidente del Consejo Supremo de Italia; "Gran Conde de Lemos" "Honra de Nuestra Edad", gran mecenas y personaje de mayor relevancia y trascendencia de su estirpe. Sobrino del cardenal Rodrigo de Castro Osorio. Falleció sin descendencia, por lo cual su linaje pasó a su hermano, el VIII conde de Lemos.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida -15, por Raúl Iturra
(Continuação)
El escudo de la rama gallega de los Castro eran seis roeles de azur en campo de plata, los cuales a lo largo de la evolución del familia se fueron complementando con otros, como los lobos desollados de la familia Osorio.
«El título de Lemos tuvo un lustre y una consideración que ninguna otra Casa de la grandeza excedió y que sólo las mayores igualaron.»
(F. Fernández de Bethencourt)
«Yo no soy de los que, el Rey, Señor, trata como Grandes, sino que soy Grande y tan antiguo como no hay en Castilla.»
(I Conde de Lemos)
El escudo de la rama gallega de los Castro eran seis roeles de azur en campo de plata, los cuales a lo largo de la evolución del familia se fueron complementando con otros, como los lobos desollados de la familia Osorio.
«El título de Lemos tuvo un lustre y una consideración que ninguna otra Casa de la grandeza excedió y que sólo las mayores igualaron.»
(F. Fernández de Bethencourt)
«Yo no soy de los que, el Rey, Señor, trata como Grandes, sino que soy Grande y tan antiguo como no hay en Castilla.»
(I Conde de Lemos)
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Esperanza, una historia de vida -14, por Raúl Iturra
(Continuação)
Como sus nueras, yernos y nietos dicen hoy en día, Esperanza encontró la gloria porque sabía contar historias a sus hijos, les leía, y entretenía a los hijos de Alicia también.
Crió a sus hijos contándoles historias, esa típicas para niños, como les leía libros y los hacía dormir cuando así hablaba, durmiéndose ella también, a veces, por causa de la monotonía de las historias y de su cansancio, pero, como dice Pilar, mi compañera de investigación en Vilatuxe, podría adormecer un poco pero se levantaba enseguida porque había más cosas que hacer en casa. No apenas cuentos de nenos, como se dice niño y niña en el coloquial luso galaico. La mayor parte de las historias que contaba no eran apenas La Caperucita Roja , Pinocho, eran otras que ella inventaba de los acontecimientos de su tierna infancia.
Como sus nueras, yernos y nietos dicen hoy en día, Esperanza encontró la gloria porque sabía contar historias a sus hijos, les leía, y entretenía a los hijos de Alicia también.
Crió a sus hijos contándoles historias, esa típicas para niños, como les leía libros y los hacía dormir cuando así hablaba, durmiéndose ella también, a veces, por causa de la monotonía de las historias y de su cansancio, pero, como dice Pilar, mi compañera de investigación en Vilatuxe, podría adormecer un poco pero se levantaba enseguida porque había más cosas que hacer en casa. No apenas cuentos de nenos, como se dice niño y niña en el coloquial luso galaico. La mayor parte de las historias que contaba no eran apenas La Caperucita Roja , Pinocho, eran otras que ella inventaba de los acontecimientos de su tierna infancia.
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domingo, 26 de setembro de 2010
Esperanza, una historia de vida -13, por Raúl Iturra
Esperanza estaba habituada al trabajo. No es en vano mencionar otra vez que a sus trece años de edad, comenzó a trabajar como empleada doméstica de la casa de Varela Era joven, pero el dinero hacía falta. El trabajo sobraba, dinero es el que no había. Siendo ella y su madre Manuela Gomes, las únicas mujeres de la casa, sus trabajos eran pesados. Además, sus hermanos mayores se habían casado ya: Ramón, como albañil, lo que significaba pasar todo el día fuera de casa, pero de su casa, porque había casado con Esperanza Duval, de la Parroquia de Zobra, y tenían su propia casa; José, con María Lourenço y tenían su propia casa de agricultores en Lebozán do Monte, sitio al que su hermano había emigrado y no había sobrinos cerca, su hermano Manuel era zapatero, se fue a Ourense, donde casó con María, cuyo apellido ella desconocía, cuando me habló de ella en 1998. El hermano más próximo a ella a ella, había casado con Elena Donsión y vivían como agricultores en Vilatuxe, grupo que formaban con ellos para la famosa tornajeira o trabajo en grupos, a veces en la tierra de los padres e hijas, otras, en las de Amado.
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sábado, 25 de setembro de 2010
To my grand children: a letter form opa daddy or grand-pa
Raúl Iturra
My Dearest Tomas, Maira Rose, Ben and May Malen.
You are so many, and every year another one turns up. Your parents are like rabbits! I don’t know if you understand what I mean by rabbits. Your parents will tell you more. But, this I can say: when I was a boy like Tomas, our parents bought a male and females rabbit, for us. We were so happy! We even baptized them naming the female rabbit Panchita and the male, Lautaro. The ceremony was performed in a family reunion. Ours parents wanted to laugh; however, when they realized that it was a very formal ritual, they respected us and behaved properly, being serious and proper. As I was the eldest son, I performed the role of being a priest, with a disguise made with carpets and veils taken away from my sisters. Two months later, they disappeared and, as we were very little children, looked around in all the yards that we had in our house of Santiago and even in the kitchen-garden that our Nanny used to cultivate for us to eat and, as she used to say: we have to save cash for Don Raúl, -our Father´s name an engineer- does not have to work that much. In fact, our father was always away, we were so many people in the house; our Mother did not work, despite having a degree in Mathematics and another one in Literature, that she had acquired at the Vatican Catholic University of Valparaíso, where she met our father, they fell for each other and, after graduation, they married, and had children: all of us…At the time, Ladies did not work; despite your great grandmother wanted to work to contribute with the expenses of our household. Our Father used to say: I am the master of the house; I do not want people to believe that we are poor, as we are not, because you work. Sometimes the money was scarce, but your great grandfather knew very well what to do. We used to have a farm of 80 acres in the South of the Country, which was run by her mother, the source of all problems that have to be committed.
My Dearest Tomas, Maira Rose, Ben and May Malen.
You are so many, and every year another one turns up. Your parents are like rabbits! I don’t know if you understand what I mean by rabbits. Your parents will tell you more. But, this I can say: when I was a boy like Tomas, our parents bought a male and females rabbit, for us. We were so happy! We even baptized them naming the female rabbit Panchita and the male, Lautaro. The ceremony was performed in a family reunion. Ours parents wanted to laugh; however, when they realized that it was a very formal ritual, they respected us and behaved properly, being serious and proper. As I was the eldest son, I performed the role of being a priest, with a disguise made with carpets and veils taken away from my sisters. Two months later, they disappeared and, as we were very little children, looked around in all the yards that we had in our house of Santiago and even in the kitchen-garden that our Nanny used to cultivate for us to eat and, as she used to say: we have to save cash for Don Raúl, -our Father´s name an engineer- does not have to work that much. In fact, our father was always away, we were so many people in the house; our Mother did not work, despite having a degree in Mathematics and another one in Literature, that she had acquired at the Vatican Catholic University of Valparaíso, where she met our father, they fell for each other and, after graduation, they married, and had children: all of us…At the time, Ladies did not work; despite your great grandmother wanted to work to contribute with the expenses of our household. Our Father used to say: I am the master of the house; I do not want people to believe that we are poor, as we are not, because you work. Sometimes the money was scarce, but your great grandfather knew very well what to do. We used to have a farm of 80 acres in the South of the Country, which was run by her mother, the source of all problems that have to be committed.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida - 12, por Raúl Iturra
Capítulo 4. Criar.
La mamá Esperanza como yo la llamaba, estaba habituada a todo tipo de trabajo que significara uso del cuerpo, desde abrir surcos en la tierra para sembrar con un arado, ayudando a sus padres y hermanos. Los surcos eran abiertos por el arado correspondiente, tirado por vacas si el surco debía ser profundo para plantar patatas, o de pocos centímetros, si era necesario plantar maíz – milho en luso galaico-, caso en el cual un caballo era quién tiraba del arado o charrúa – en luso galaico. Por hábito, eran los hombres los que orientaban a los animales, especialmente alguien que tuviera la sensación de buen trazo, para que el surco fuera paralelo al siguiente o a los varios otros, todos separados de forma derecha y con una distancia de posos centímetros unos de otros. Para huerta y hortalizas, la tierra era cavada o con un pala o una enxada
Los tipos de arados eran diferentes, según fuera la tierra, el instrumento que lo tirara: animal, tractos o fuerza humana cuando no habían otros medios , por ser el grupo doméstico pobre y de escasos medios.
Personalmente, en mi afán de ser igual a todos y de conquistar adeptos para los sindicatos que quería formar, trabajaba desde las 7 de la mañana hasta entrada la noche. Lo que más me costaba era regar las colinas, abiertos los surcos para recibir las pequeñas plantas, que debían ser regadas todos los días, pasando agua desde una fuente de agua naciente o, simplemente de una naciente, y cerrar el surco al final para que el agua pasara al otro surco. La mayor parte de las veces, abría mucho la naciente, el agua corría a chorros y me llevaba la piedra y los llamados tocones de piedra y barro, que colocaba al final del surco, abriendo un pequeño orificio en la tierra y pasar el agua al surco siguiente. El agua siempre me llevaba tocón y barro y la naciente corría como un pequeño caudal de rio, paralela a los surcos de las cebollas, lo que me desesperaba y me hacía llorar de rabia y frustración! Hasta llegar a habituarme y exhibir mi habilidad frente a los campesinos o inquilinos de la Hacienda en que estaba, de propiedad de la única hermana sobreviviente de nuestra madre
Esto hacía yo por una causa política en mis quince años, en cuanto Esperanza y sus hermanos, como un deber para alimentarse y pagar la aparcería o foro, al que ya me he referido antes, como al usufructo y a la enfiteusis, el contrato más usado entre propietarios y labradores tipo de arado usado por Esperanza y Herminio, como estas otras: foice:
Amaño e cultivo da tierra, o de trabajo en castellano, de los Dobarro, eran pobres. Más tarde, Herminio introdujo máquinas, ya en sus tierras y con su familia. Vilatuxe no tenia maquinaria, excepto el primer tractor que llevó Santiago Peiteado, O Panadeiro, en los años de 1960, y el de António Montoto Medela, hijo de la hermana de Herminio, Marcelina. Herminio llevó un tractor y una máquina para trillar o malhar o debulhadora, en luso galaico.
A todo esto se habituó Esperanza, pero criar hijos…eran un problema para ella: no estaba habituada. Así como a las máquinas que, por respeto a sus sentimientos, Herminio no adquirió hasta bien mas tarde. También antes no había dinero para comprar máquinas y formar un parque de máquinas para sus tierras.
(Continua)
La mamá Esperanza como yo la llamaba, estaba habituada a todo tipo de trabajo que significara uso del cuerpo, desde abrir surcos en la tierra para sembrar con un arado, ayudando a sus padres y hermanos. Los surcos eran abiertos por el arado correspondiente, tirado por vacas si el surco debía ser profundo para plantar patatas, o de pocos centímetros, si era necesario plantar maíz – milho en luso galaico-, caso en el cual un caballo era quién tiraba del arado o charrúa – en luso galaico. Por hábito, eran los hombres los que orientaban a los animales, especialmente alguien que tuviera la sensación de buen trazo, para que el surco fuera paralelo al siguiente o a los varios otros, todos separados de forma derecha y con una distancia de posos centímetros unos de otros. Para huerta y hortalizas, la tierra era cavada o con un pala o una enxada
Los tipos de arados eran diferentes, según fuera la tierra, el instrumento que lo tirara: animal, tractos o fuerza humana cuando no habían otros medios , por ser el grupo doméstico pobre y de escasos medios.
Personalmente, en mi afán de ser igual a todos y de conquistar adeptos para los sindicatos que quería formar, trabajaba desde las 7 de la mañana hasta entrada la noche. Lo que más me costaba era regar las colinas, abiertos los surcos para recibir las pequeñas plantas, que debían ser regadas todos los días, pasando agua desde una fuente de agua naciente o, simplemente de una naciente, y cerrar el surco al final para que el agua pasara al otro surco. La mayor parte de las veces, abría mucho la naciente, el agua corría a chorros y me llevaba la piedra y los llamados tocones de piedra y barro, que colocaba al final del surco, abriendo un pequeño orificio en la tierra y pasar el agua al surco siguiente. El agua siempre me llevaba tocón y barro y la naciente corría como un pequeño caudal de rio, paralela a los surcos de las cebollas, lo que me desesperaba y me hacía llorar de rabia y frustración! Hasta llegar a habituarme y exhibir mi habilidad frente a los campesinos o inquilinos de la Hacienda en que estaba, de propiedad de la única hermana sobreviviente de nuestra madre
Esto hacía yo por una causa política en mis quince años, en cuanto Esperanza y sus hermanos, como un deber para alimentarse y pagar la aparcería o foro, al que ya me he referido antes, como al usufructo y a la enfiteusis, el contrato más usado entre propietarios y labradores tipo de arado usado por Esperanza y Herminio, como estas otras: foice:
Amaño e cultivo da tierra, o de trabajo en castellano, de los Dobarro, eran pobres. Más tarde, Herminio introdujo máquinas, ya en sus tierras y con su familia. Vilatuxe no tenia maquinaria, excepto el primer tractor que llevó Santiago Peiteado, O Panadeiro, en los años de 1960, y el de António Montoto Medela, hijo de la hermana de Herminio, Marcelina. Herminio llevó un tractor y una máquina para trillar o malhar o debulhadora, en luso galaico.
A todo esto se habituó Esperanza, pero criar hijos…eran un problema para ella: no estaba habituada. Así como a las máquinas que, por respeto a sus sentimientos, Herminio no adquirió hasta bien mas tarde. También antes no había dinero para comprar máquinas y formar un parque de máquinas para sus tierras.
(Continua)
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Doença Fisiológica, Doença Social.
Raúl Iturra
Palavra definida pela negativa, como convém quando a substância é a dor. Provém da palavra latina dolentia: falta de saúde, ou dolentiae: dor.
Há vários tipos de doença com os quais lutamos imenso para sarar. Há as que saram e há as que matam, há as que nos acama, há as que, passado um tempo, recuperamos do referido mal. Historicamente, há as que eram incuráveis, como o cólico miserere hoje denominado apendicite ou inflamação do apêndice ileocecal. Doença que, até 1940, matava se não fosse operada ou subtraída do corpo antes de infectar os intestinos ou o peritoneu (membrana serosa que cobre as paredes do abdómen = Peritónio). Doença que, actualmente, é simples de curar e ocorre mais entre crianças que entre adultos. Se acontecer uma inflamação do peritónio, a penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum). Descoberta em 15 de Setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso. A apendicite não é, hoje em dia, uma doença que mate, excepto se não for tratada atempadamente por falta de recursos da família do doente, ou porque não se acredita na pessoa que diz sofrer essas dores. Há outras doenças, urgentes de tratar, que começaram a aparecer por meados do Século passado, como o Alzheimer e o vírus HIV, transmitido por via sexual ou sanguínea, caracterizada pela destruição ou pelo desaparecimento das reacções imunitárias do organismo (o agente da sida é o retro vírus HIV). A doença caracteriza-se pela destruição de uma certa classe de glóbulos brancos, os linfócitos T4, suportes da imunidade celular, e traduz-se por um desaparecimento das reacções de defesa do organismo. São as doenças, como o cancro, nomeadamente da mama, que matam sem, ainda, se ter descoberto defesas para as curar.
Palavra definida pela negativa, como convém quando a substância é a dor. Provém da palavra latina dolentia: falta de saúde, ou dolentiae: dor.
Há vários tipos de doença com os quais lutamos imenso para sarar. Há as que saram e há as que matam, há as que nos acama, há as que, passado um tempo, recuperamos do referido mal. Historicamente, há as que eram incuráveis, como o cólico miserere hoje denominado apendicite ou inflamação do apêndice ileocecal. Doença que, até 1940, matava se não fosse operada ou subtraída do corpo antes de infectar os intestinos ou o peritoneu (membrana serosa que cobre as paredes do abdómen = Peritónio). Doença que, actualmente, é simples de curar e ocorre mais entre crianças que entre adultos. Se acontecer uma inflamação do peritónio, a penicilina G é um antibiótico natural derivado de um fungo, o bolor do pão Penicillium chrysogenum (ou P. notatum). Descoberta em 15 de Setembro de 1928, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, está disponível como fármaco desde 1941, sendo o primeiro antibiótico a ser utilizado com sucesso. A apendicite não é, hoje em dia, uma doença que mate, excepto se não for tratada atempadamente por falta de recursos da família do doente, ou porque não se acredita na pessoa que diz sofrer essas dores. Há outras doenças, urgentes de tratar, que começaram a aparecer por meados do Século passado, como o Alzheimer e o vírus HIV, transmitido por via sexual ou sanguínea, caracterizada pela destruição ou pelo desaparecimento das reacções imunitárias do organismo (o agente da sida é o retro vírus HIV). A doença caracteriza-se pela destruição de uma certa classe de glóbulos brancos, os linfócitos T4, suportes da imunidade celular, e traduz-se por um desaparecimento das reacções de defesa do organismo. São as doenças, como o cancro, nomeadamente da mama, que matam sem, ainda, se ter descoberto defesas para as curar.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida - 10, por Raúl Iturra
Me cuenta su padre que Miguel era una persona nerviosa por naturaleza, bien conocían esos padres a sus hijos. Miguel se enervaba por todo y por nada, como su hijo Isaías hoy. Su Señor papá, con su calma proverbial, con serenidad, le indico lo siguiente: recula, viras el tractor para la izquierda, nunca para la derecha. Fue lo que Miguel hizo, pero no lograba salir del problema. Herminio, con santa paciencia, le indicó que saliera de la máquina, se sentó en la máquina de trillar ( debulhadora, en luso galaico) y le condujo al surco en el cual debía ir, la giró, la condujo hasta el final de la finca, volvió a girarla y se la entregó al hijo. Este hijo, solo con observar las actitudes del papá y haber observado son intensidad como se hacía, aprendió a conducirla hasta el día de hoy, lo que he observado este verano de 2010, en que Miguel y su padre, pasaran dos días a afilar la fila de instrumentos de acero que cortan el trigo.
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domingo, 19 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida - 9, por Raúl Iturra
Con Esperanza embarazada, Herminio igualmente la visitaba y compraba todo lo que el bebé precisaba: pañales, biberones, comida. Dinero no le daba porque ella estaba bien con sus padres, que se encargaban de sustentar a la madre y a la hija recién nacida, a quien le pusieran el nombre de Carmen. Cuando nació el segundo hijo fuera de matrimonio, José, que era llamado Pepe, ese sobrenombre de los que se llaman José en lengua Castellana. Herminio estaba ya en Venezuela, desde donde enviaba dinero para el sustento familiar: un giro a Esperanza, que repartía el dinero entre sus necesidades y las de sus padres, porque la tenían en casa, lo que causaba gastos, para ser, más tarde, compartido con los suegros, en el momento que pasaran a vivir con ellos en la casa familiar. Esperanza depositaba parte del dinero en una cuenta de ahorros en el Banco. Servía para pagar, semanalmente, el salario a los albañiles que construían su casa.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida - 8, por Raúl Iturra
Capítulo 3. Casar.
Este libro está escrito en castellano, pero sobre personas de habla luso galaica.
Es por eso que voy a usar las dos lenguas a lo largo del libro.
Habíamos visto que Herminio y Esperanza se habían conocido en una fiesta en el Lugar de Vilatuxe, como está narrado en el Capítulo 2, que quedó en suspenso, antes de pasar a este.
Herminio conoció a Esperanza cuando tenía 15 años e Herminio 18, en un baile en el lugar de Vilatuxe, el día de San Antonio. Fue ese mismo día en que se comprometieran en noviazgo, o como dice él, en su masticado luso-castellano-galaico: Nesse dia ficaram noivos e a visitava todos os Jueves e Domingos. El joven seductor quería que fuera la madre de sus hijos o seductor quería que fuera la madre de sus hijos.
Este libro está escrito en castellano, pero sobre personas de habla luso galaica.
Es por eso que voy a usar las dos lenguas a lo largo del libro.
Habíamos visto que Herminio y Esperanza se habían conocido en una fiesta en el Lugar de Vilatuxe, como está narrado en el Capítulo 2, que quedó en suspenso, antes de pasar a este.
Herminio conoció a Esperanza cuando tenía 15 años e Herminio 18, en un baile en el lugar de Vilatuxe, el día de San Antonio. Fue ese mismo día en que se comprometieran en noviazgo, o como dice él, en su masticado luso-castellano-galaico: Nesse dia ficaram noivos e a visitava todos os Jueves e Domingos. El joven seductor quería que fuera la madre de sus hijos o seductor quería que fuera la madre de sus hijos.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Esperanza - unia historia de vida - 7, por Raúl Iturra
(Continuação)
Quedan hoy en día, los herederos: de la tía Pura Fernández, su hijo único, Manolo el Maestro, y quién yo llamo mi hijo gallego, Carlos Fernández Iglesias, hijo de Eduardo Ramos y Encarnación Iglesias, ambos muy ancianos y enfermos. Como Pura Fernández fue quién lo crió porque sus padres estuvieran emigrados en Venezuela por más de quince años y lo dejaran con ella desde el día del nacimiento hasta completar su catorce años, de inmediato le hizo donación en vida de una gran cantidad de ferrados en tierra, que Carlos, que es Agente Comercial, su Mujer Concepción Maestra en lenguas y su hija Mar, estudiante, como me dijo en Vilatuxe en estos días, lo hace porque lo divierte y es su verdadera vocación. Ese Carlitos para mí, que me acaba de enviar, interrumpiendo sus sagradas vacaciones, el más reciente libro de Isabel Allende, 2009: La Isla Bajo el Mar, editado por Plaza y Janés, Random House, Mondadori, S.A, Barcelona.
Quedan hoy en día, los herederos: de la tía Pura Fernández, su hijo único, Manolo el Maestro, y quién yo llamo mi hijo gallego, Carlos Fernández Iglesias, hijo de Eduardo Ramos y Encarnación Iglesias, ambos muy ancianos y enfermos. Como Pura Fernández fue quién lo crió porque sus padres estuvieran emigrados en Venezuela por más de quince años y lo dejaran con ella desde el día del nacimiento hasta completar su catorce años, de inmediato le hizo donación en vida de una gran cantidad de ferrados en tierra, que Carlos, que es Agente Comercial, su Mujer Concepción Maestra en lenguas y su hija Mar, estudiante, como me dijo en Vilatuxe en estos días, lo hace porque lo divierte y es su verdadera vocación. Ese Carlitos para mí, que me acaba de enviar, interrumpiendo sus sagradas vacaciones, el más reciente libro de Isabel Allende, 2009: La Isla Bajo el Mar, editado por Plaza y Janés, Random House, Mondadori, S.A, Barcelona.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida 6, por Raúl Iturra
Eran los tiempos en que el dinero escaseaba. Había dos casa para mantener: la suya en casa de sus padres, y ayudar a sus padres en los gastos que ocasionaban. La solución fue simple: la emigración de Herminio para Venezuela, que rendía dos sobres de dinero todos los meses, uno para su mujer e hijos y otro para pagar a sus padres los gastos que ocasionaban su familia en la casa paterna. Esperanza también colaboró y comenzó a trabajar de empleada doméstica en la casa de Carbañillos, de Alicia Louzao, casada con Salvador Iglesias González, camionero, esa Alice de la casa de los denominados Cadulhe en el lugar antiguo de Vilatuxe. Los niños que daban con los abuelos, tíos y primos y ella ahorraba el salario que le era pago, con los ojos y las ideas siempre centradas en la que, pensaba ella, sería finalmente su casa en Lodeirón. La casa comenzó a ser construida con Herminio aún en Venezuela y los albañiles eran pagos todas las semanas por las remesas enviadas a su mujer e el salario de ella. A la vuelta de Herminio, la casa fue acabada por él, con la ayuda de Pepe, el hijo mayor, y de la familia de Esperanza, entre ellos, Amado Dobarro, su cuñado y compadre. Esperanza también asistía. Estaba habituada a trabajar en lo duro, ya había sido empleada doméstica de Doña Amparo de Varela, a sus 13 años, la prioritaria del Paço de Vilatuxe Lugar, que más tarde el Párroco Luís Vázquez Lamela, ese grande amigo mío que falleció muy joven y me hospedó en su casa. El Paço de Vilatuxe lo comprara, refaccionara y ofreciera a Consuelo Fernández Ferradás, la mujer que lo cuidó toda su vida, en conjunto con si madre de ya 80 años, Filomena Ferradás Gonzáles, viuda de Benito Fernández. Como comenta Herminio, sin ninguna malicia, es un hombre puro, nada dado a las malas lenguas, Consuelo, la Mujer del Cura...
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Esperanza - una historia de vida 5, por Raúl Iturra
Para aliviar la carga de lectura, recuerdo una pequeña anécdota del año 1975, en Vilatuxe. Carmelo Louzao había sido desheredado de los bienes de su familia, dejando para él la mínima cantidad de ferrados para sobrevivir. Había cometido el pecado de hacer un hijo con una empleada de la casa, Ramona Ferradas Fernández, del lugar de Vilatuxe. La familia ultra católica, lo obligó a casarse con ella y reconocer al vástago, que resultó ser una niña, Irene. Como los Louzao eran familia antigua y de abolengos , esos que Herminio no exhibía, fue de inmediato desheredado para que el patrimonio familiar no fuera heredado por alguien sin alcurnia . Todos los hijos de Carmelo y Ramona Ferradás Fernández, se fueron de la cas ya mayores. Carmelo ocultaba su dolor y buscaba amigos, pero nadie le perdonaba su felonía, especialmente con una Feradás, descendiente del José Ferradás que inició la revolución de 1870, que acabara con el reinado de Isabel II, al negarse, en 1968, a pagar impuestos sobre las personas o de capitación , que substituía al odiado impuesto sobre los consumos que habitaban la Paroquia, como relato en otro libro mío.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Esperanza, una historia de vida (2), por Raúl Iturra
Capítulo 2. Ser Jornalera.
Bien sabemos que, con todo detalle y alguna falta de información, he escrito la vida de los Medela en varios textos mencionados en el capítulo anterior. Especialmente, la vida de Herminio, por haber llamado mi atención el descubrimiento de que pertenecía a una familia de la aristocracia gallega. .
Esperanza tenía otro tipo de aristocracia, caso fuera importante el título de pertenecer a una clase superior en donde no todos eran iguales. Herminio era de familia condal y ducal, Esperanza era jornalera. Por otras palabras, hacía parte del grupo social que trabajaba las tierras de los otros como si fuera su propia tierra. Esperanza era la aristócrata de la tierra y de la casa, primero de sus padres, después, de su propio hogar, con esfuerzo y sacrificio, tuvo la gloria de organizar y administrar.
Bien sabemos que, con todo detalle y alguna falta de información, he escrito la vida de los Medela en varios textos mencionados en el capítulo anterior. Especialmente, la vida de Herminio, por haber llamado mi atención el descubrimiento de que pertenecía a una familia de la aristocracia gallega. .
Esperanza tenía otro tipo de aristocracia, caso fuera importante el título de pertenecer a una clase superior en donde no todos eran iguales. Herminio era de familia condal y ducal, Esperanza era jornalera. Por otras palabras, hacía parte del grupo social que trabajaba las tierras de los otros como si fuera su propia tierra. Esperanza era la aristócrata de la tierra y de la casa, primero de sus padres, después, de su propio hogar, con esfuerzo y sacrificio, tuvo la gloria de organizar y administrar.
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